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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Sab | 02.01.21

Um homem na cidade

Dylan

Carlos do Carmo era um homem na cidade, cantava o quotidiano de Lisboa, a sua menina e moça, o Tejo, os seus bairros populares e "os putos deste povo a aprenderem a ser homens". A sua voz contribuiu para o património musical português e depois para que o fado fosse reconhecido como Património Imaterial da Humanidade, internacionalizando-se. Partiu para o Olimpo onde habita Amália Rodrigues e Alfredo Marceneiro, morada de Ary dos Santos, poeta que deu muitas letras aos seus fados, acompanhado pelos gemidos da guitarra portuguesa de "Armandinho" e Carlos Paredes. Carlos do Carmo recriou o fado ao projectá-lo junto de um público mais alargado, para isso incluiu outros instrumentos e mobilizou músicos de outras áreas. "Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera", não morre o fado, o futuro está assegurado por uma nova geração de intérpretes inspirados por um homem que sempre amou a sua cidade e o seu país.