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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

O louco asiático



Chega a ser obsceno ver um louco que herdou os tiques do seu pai a ameaçar o mundo com as suas armas nucleares, enquanto deixa o seu povo desnutrido, quase morrendo à fome. A Coreia do Norte tem um regime político execrável, com campos de concentração em pleno século XXI, que se fecha à comunidade internacional  e que chega até a irritar os seus históricos aliados com os seus comportamentos desbragados. Juntando isto a um ditador narcisista que controla tudo, que ordena lavagens cerebrais e que militariza os cidadãos, temos condições para que o país se auto-impluda e finalmente deixe de ser uma ameaça à paz naquela região.

A herança de Chávez

 

Se bem que Chávez tivesse levado à letra a palavra socialismo e por pretensamente ter diminuído a pobreza, não posso concordar com o endeusamento de tal figura. As suas políticas destiladas à custa do petróleo secaram a  própria democracia e reprimiram vozes dissonantes. De insulto fácil, de um antiamericanismo doentio, o chavismo deixa uma economia perigosamente dependente dos hidrocarbonetos, do populismo histérico, da insegurança urbana e dos rumores de envolvimento com os terroristas das FARC colombianas. 

Nuvens negras sobre Tahrir

 

 

Dos candidatos à presidência do Egipto, entre alguém ligado ao antigo regime de Mubarak e outro candidato conotado com o fanatismo da Irmandade Muçulmana, veio o Diabo e escolheu o último. Esta eleição não é nada mais do que terreno fértil para levar ao poder fanáticos religiosos que marginalizam as mulheres e reavivam ódios étnico-geográficos antigos através da ignorância e da miséria. Nuvens negras pairam sobre a Praça Tahrir perante o evidente retrocesso do país, mas tenho a certeza que não faltará muito tempo para que se volte a clamar por uma nova "Primavera Árabe". 

 

 

 

 

 

 

Gritos de impotência

Foto: The Times 

 

"Falam falam mas não os vejo a fazer nada", podia ser um diálogo de uma rábula humorística, só que, infelizmente, a situação é bem mais séria. O regime do homem de bigodinho irritante continua a massacrar a sua população, na Síria. Perante a tímida reacção da China e da Rússia, perante a expectativa israelita, perante a inércia da Organização das Nações Unidas, perante a escalada de violência que agora executa mulheres e crianças, teoriza-se bastante mas pouco se age. O mundo acobarda-se, grita, mas sofre da impotência que nenhum medicamento pode elevar, e morre-se, morre-se tão estupidamente

O querido sacana

Por instantes pensei tratar-se de um filme de "A Quinta Dimensão" ao ver o pranto dos norte-coreanos perante a morte de Kim Jong-il. As minha primeiras impressões, nauseadas, chegaram a uma conclusão - o medo, as décadas de isolamento, da ausência da realidade e a repressão provocavam aquele histerismo. Aquele a que estranhamente chamam de "Querido líder" foi responsável pela morte indirecta de milhares cidadãos através da fome, da tortura, da miséria, sacrificados pelo culto imbecil do narcisismo e do apetrecho nuclear que o legado soviético não foi capaz de satisfazer. Esta emulsão de comunismo com o socialismo tem muitos adeptos, por isso proponho que esses visionários passem uns dias nos calorosos campos de concentração norte-coreanos exercitando-se em trabalhos forçados, higienizados com lavagens cerebrais.

Em força, para a Líbia

 

Se no caso egípcio, algumas pessoas acharam por bem que a comunidade internacional não interviesse no país afim de evitar serem acusados de ingerência nos assuntos internos de outros países, no caso da Líbia, a NATO devia mostrar a tiranetes da craveira de Khadafi, Chavez e Ahmadinejad, que o massacre da sua própria população devido a delírios ditatoriais, é a gota de água que faz transbordar o copo da paciência e dos valores ocidentais. Porque não é com discursos de "flower power" que se evitam atentados como o de Lockerbie, que se muda de um socialismo árabe miserável e opressor para uma democracia igualitária. A razão deve opor-se a alianças geoestratégicas e políticas, agora que as forças governamentais parecem reconquistar terreno aos rebeldes e o ajuste de contas do caduco regime líbio tresanda a sangue, superando a tragédia humanitária já em curso.

 

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