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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

O Triunfo dos Porcos

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Adoro animais e já fiz muitas loucuras por eles mas não posso concordar com a nova lei da entrada de animais de estimação em restaurantes. Isto ultrapassa o bom senso e já parece a fábula de Orwell, "O Triunfo dos Porcos", quando os animais passam a tomar decisões em detrimento dos humanos e onde o "animalismo" triunfa sobre uma uma sociedade de modas, pois quem não concordar e "ande sobre duas pernas é o inimigo". Quanto ao PAN, partido que lançou esta proposta, devia preocupar-se com o bem-estar dos animais que foram afectados pelos incêndios de Junho e Outubro, os feridos e perdidos, ou fazer alguma coisa para garantir a alimentação adequada aos que sobreviveram já que as pastagens foram consumidas pelo fogo, pois estão a dar a impressão que "todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros..."

Striptease fiscal

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Pensei que o "striptease" fiscal proposto no passado a Passos Coelho por António José Seguro fosse único, afinal, enganei-me, o actual Governo quer que o fisco tenha informações anuais sobre contas que os portugueses tenham nos bancos, quando o saldo  é superior a 50 mil euros. É meritório combater a evasão fiscal, mas neste espectáculo de desnudamento  que também se verifica no E-Factura, e sem querer discorrer sobre possíveis violações de sigilo bancário e da protecção de dados, eu pergunto quem é o português que consegue ter 50 mil euros no banco depois das dificuldades que temos passado nos últimos anos?!

 

Sinais de fumo

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Cavaco Silva comunicou através de sinais de fumo que ele, como primeiro-ministro de um governo, em 1987, esteve "cinco meses em gestão". A mensagem parece apontar para uma decisão, mesmo quando os seus correligionários (aqueles que suspiram por uma "revisão constitucional extraordinária"), desaconselham tal juízo. A fumaça trouxe uma suposta "almofada financeira de dimensão substancial" proporcionada por este Executivo, mas a mensagem do presidente rapidamente se dissipou, afinal soube-se que a bandeira dos "cofres do tesouro cheios" levantada em vésperas das eleições legislativas, não existe, pois a devolução da sobretaxa de IRS deverá ser mínima, ou mesmo de reembolso nulo! 

Só por masoquismo

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Perante as sondagens que colocam este desgoverno pronto a exercer mais quatro anos, recuso-me a aceitar que estes inquiridos representem a população portuguesa. Estes estudos são um insulto a quase meio milhão de pessoas que foram obrigadas a emigrar, aos quase 30% da população em risco de pobreza ou exclusão social, e aos quase 600 mil desempregados, metade desses sem receberem subsidio de desemprego ou rendimento social de inserção. Só se for por masoquismo que se consiga votar em alguém que nos chama "mansos" e "piegas", em gente "irrevogável" que tentou exterminar o Tribunal Constitucional, que se gaba de ter os "cofres cheios" e de "ir para além do memorando", que aumentou a dívida pública, que esmagou a função pública e cortou pensões, no país europeu onde os impostos sobre os rendimentos do trabalho mais subiram. 

Vidas asfixiadas

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É tão conveniente apontarmos uma personagem como José Sócrates para descarregar as nossas frustrações pessoais e políticas. Dizem os justiceiros de taberna que "por ter estado preso é porque roubou", mas deve haver algum equívoco: o único primeiro-ministro que me confiscou metade do subsídio de Natal, através de uma sobretaxa no IRS, em 2011, ainda está em funções. O mesmo se queixam os trabalhadores do Estado e pensionistas que ficaram sem os dois subsídios, em 2012. Já nem falo na redução do meu salário devido ao aumento das contribuições para a Segurança Social, a redução dos dias de férias e a eliminação de feriados. Entre cortes no subsídio de desemprego e de doença, presenciei o aumento das taxas moderadoras, do preço dos transportes, do IVA da electricidade, do gás, de bens e serviços, e do maldito IMI que torna a vida dos cidadãos ainda mais asfixiada. Só sei que Sócrates nunca me chamaria piegas, nunca me mandaria emigrar, nunca diria que "estar desempregado pode ser uma oportunidade", jamais chegaria à brilhante conclusão que "Portugal só sai da crise empobrecendo"!

Por acaso foi ideia minha

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Soubemos pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que foi uma ideia sua a desbloquear um acordo do Eurogrupo sobre a Grécia. Querem ver que por detrás de tanto pedantismo esconde-se um poderoso estadista, um imodesto que resolveu o problema do programa nuclear iraniano, que promoveu a aproximação entre os EUA e Cuba, que vai acabar com a guerra no leste da Ucrânia e exterminar o Estado Islâmico. Só estranho que a última coca-cola do deserto não tenha um plano para nos tirar deste buraco, aliás, só recentemente admitiu que por acaso foi uma ideia sua "ir para além do memorando" e parece que agora quer milagrosamente poupar 600 milhões de euros com a reforma do sistema de pensões.

 

 

 

 

Bate punho político

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Parece que o vice-presidente do PSD, Marco António Costa, apelou aos socialistas para moderarem a linguagem em relação ao Governo pois utilizaram palavras  como "mentir", "burlar" e "falsear". Quanto ao "mentir", há um engano, não é a oposição que diz isso, são os próprios portugueses que descreveram o primeiro-ministro como "mentiroso", numa recente sondagem da Universidade Católica para a RTP. Talvez se lembrem das promessas feitas por ele no período que antecedeu a sua chegada ao Governo: de que era "um disparate acabar com o 13º mês", que "aumentar o IVA não tinha fundamento", que o PSD chumbou o PEC 4 porque a "austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento" e de que "não se põe um país a pão e água". Bate punho o porta-voz do PSD, amansando os seus correligionários que estão mudos acerca da investigação do Ministério Público sobre si na sequência de denúncias públicas de um militante, e também com o relatório da auditoria do Tribunal de Contas que arrasa a sua gestão como vice da Câmara de Gaia, entre 2008 e 2012, merecendo "um forte juízo de censura".  

 

 

 

 

 

 

 

Hipocrisia fiscal

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Depois de baixar salários, aumentar a carga horária e diminuir o período de férias, depois de cortar subsídios de férias e Natal, depois de tentar rescisões por mútuo acordo, de pressionar despedimentos e requalificações no sector, naquilo que ficou conhecido como o maior ataque à Função Pública de que há memória, o Governo, num passe de pura hipocrisia, decidiu atribuir um suplemento remuneratório aos funcionários da Administração Fiscal para premiar a produtividade. Sublime ironia: a classe dispensável que pagou a crise e "contribuiu para esvaziar os cofres", que foi salva in extremis diversas vezes pelo Tribunal Constitucional, é agora considerada  peça insubstituível na tresloucada máquina fiscal, digno do maior fingimento político, onde alguns funcionários públicos passaram a ser filhos, outros enteados.

A valsa dos condenados

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Foi com a tentativa de dar significado à coisa, escolhendo a data de 25 de Abril, que PSD e CDS-PP anunciaram concorrer coligados às eleições legislativas, pois "nunca antes houve uma coligação com tanta estabilidade". A estabilidade tem sido semelhante à do Titanic quando colidiu com um icebergue, ou já se esqueceram das demissões de Vítor Gaspar, de Miguel Relvas, de Miguel Macedo e da "decisão irrevogável" de Paulo Portas que rasgou o casco e soltou rebites. No convés, os músicos vão tocando a mesma valsa há quatro anos para os condenados de terceira classe que sabem que se vão afundar com o navio, e para os outros passageiros que, mercê da amizade com a tripulação, do seu poder e estatuto social, já reservaram os últimos salva-vidas.

Crentes

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Como diz o provérbio, "na primeira todos caem, na segunda, cai quem quer". Por isso, não percebo o esforço dos crentes em dizerem que o país está melhor. Ainda recentemente um canal televisivo apresentou uma reportagem sobre hospitais públicos, nomeadamente nas urgências, relatando uma situação de caos, digna de um país de terceiro mundo que tem um ministério da saúde que abdicou de investir no sector. Depois, descobre-se que a propagandeada criação de emprego feita por um Ministro da Solidariedade e Segurança Social - cujo feito relevante foi ter-se deslocado numa Vespa -, é afinal o resultado de estágios subsidiados e mal pagos. E entre aumentos da dívida pública, de repressão fiscal sobre o trabalho, de mentecaptos que penhoram bens alimentares a associações e bolos a restaurantes, dum Programa de Estabilidade do Governo que prevê reduzir o valor das despesas com pensões em cerca de 600 milhões de euros, ainda temos que levar com estes especialistas, com crentes políticos, que nos apontam o caminho para mais quatro anos de austeridade. Voltando ao provérbio, "à terceira, só cai, quem é tolo "!

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