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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Guerra contra o plástico

O Dia Mundial do Ambiente deste ano declarou guerra ao plástico, lembrando que 80% da poluição dos oceanos provem da pessoas que estão em terra. Estudos revelam que, em 2050, poderá haver mais plástico no mar do que peixes! Uma maneira de perseverar o meio ambiente não é colocar vídeos da poluição ambiental nas redes sociais para parecer bonito, mas fazer a separação dos nossos resíduos e enviá-los para a reciclagem. É hora de abandonar o comodismo e partirmos como soldados para esta guerra contra o plástico, pois existem mais de 43 mil ecopontos espalhados pelo território nacional, o triplo das caixas multibanco, ecocentros e ainda os serviços de recolha selectiva porta a porta disponibilizado pelas câmaras municipais.   

Que se lixe a Geringonça, queremos a nossa economia!

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Enquanto a crise do Sporting é tratada como se fosse a coisa mais importante das nossas vidas, enquanto se mobiliza um país para a Rússia afim de ver o Mundial do pontapé na bola, o preço dos combustíveis sobe pela décima semana consecutiva e para máximos de quatro anos! Uns dizem que a culpa é do preço do barril de crude, das taxas, do IVA, outros dizem que o problema são as margens de comercialização e insinuam um possível cartel de concertação de preços. Mas o que não é imaginação é o sufocante ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos) que leva mais de metade da factura aos consumidores, ajudando a encher os cofres do Governo. As autoridades reguladoras estão instrumentalizadas pelo Estado, por isso é tempo de agir, de dizer basta, organizar um protesto semelhante ao "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas"!, em 2012, e fazendo o "Que se lixe a Geringonça! Queremos a nossa economia "!

Enxurrada de Abril

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O possível pentacampeonato do Benfica acabou por perder-se nas enxurradas de Abril. Depois do início de época desastroso, de mau planeamento desportivo por parte da Direcção -  que fez com que a equipa estivesse dependente do rendimento de um jogador com 34 anos - e de más opções técnicas, ainda assistimos ao vergonhoso pacto entre os directores de comunicação de FC Porto e Sporting, onde um beneficia das sobras que o outro deixar.  De seguida, correspondência electrónica do Benfica é roubada, deturpada e publicada fora do contexto. Pelo meio, o centro de treinos de árbitros, na Maia, é invadido e os juízes ameaçados e coagidos. Só um clube muito grande podia resistir a tanto ódio e estar a 5 jornadas do fim na frente do campeonato, só um clube como o Benfica é que terá forças para regressar à ribalta ainda mais forte, com sócios e adeptos que o conseguem erguer nas horas mais difíceis. 

Quem tem medo da Rússia

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Apesar de ainda não haver provas da tentativa de assassinato por parte do Kremlin de um antigo espião russo, esta história remete-nos para espisódios que aconteceram com personagens como Litvinenko, Anna Politkovskaia e Nemtsov. A Europa estava adormecida, assistiu passivamente à invasão da Geórgia, à anexação da Crimeia, ao retalhamento da Ucrânia e à fragmentação da Moldávia. Foi preciso um "ataque com arma química em solo europeu" para se perceber o que é a Rússia: um paraíso do cibercrime com uma economia estagnada que vive à base da exportação do gás e do petróleo, uma nação desejosa de ressuscitar o imperialismo, o mito soviético e o saudosismo da Guerra Fria, gostando de ameaçar militarmente os mais fracos. Agradeçamos então ao autoritário Putin por ter unido a velha Europa que tanto tenta dividir, no acto corajoso de expulsar diplomatas russos e mostrar que existem países que não têm medo da Rússia.

Polícias da moda

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Um hospital de Cascais aprovou um regulamento da unidade que proíbe tatuagens, perfumes, botas, sais curtas, piercings, jóias, e obriga camisa abotoada ao nível do peito bem como rabo de cavalo para quem tiver cabelo abaixo dos ombros. Estes gestores enganaram-se na profissão, deviam ser polícias da moda, herdeiros do Estado Novo, obrigando os portugueses a usar o branco e o preto. Não sabem que o vestir é uma forma de expressão do individuo, da imagem, de identidade pessoal, de divulgação do pensamento, protegida pela Constituição portuguesa. Para haver serviço público de qualidade não é necessário censuras mas sim bom senso e competência entre todos os intervenientes. 

A fogueira das vaidades

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Parece que se tornou moda acusar celebridades de assédio e abuso sexual. Sem querer ofender as verdadeiras vítimas destes actos abjectos, muitas vezes pessoas anónimas e sem interesse mediático, isto tornou-se numa fogueira de vaidades ateada pelo feminismo histérico e hipócrita que queima qualquer um no tribunal popular. Nem vou discutir o motivo de só agora virem a público tais revelações, talvez porque na época os avanços sexuais dessem jeito à carreira e agora as insinuações e os convites já não terem tanta piada, mas o que eu quero realçar é aquilo que as feministas insistem em ignorar: o assédio sexual sobre o homem, no trabalho e em ambiente académico, mas pouco denunciado por isso poder afectar a sua masculinidade.

Inferno de Outubro

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Quatro meses após os catastróficos incêndios de Pedrógão Grande pensou-se que o inferno não ousaria voltar, puro engano, o mesmo regressou em Outubro e espalhou-se pelo norte e centro do país. Por muito que se goste deste Governo, algo está a falhar quando são as populações que se transformam em Protecção Civil, abandonadas e enfrentando os fogos. Num país que só se preocupa com Lisboa e Porto, que atrasa a sua Reforma Florestal, que refloresta terrenos com eucaliptos visando o lucro comercial, está sujeito a entrar em combustão e a sumir do mapa. Fala-se de quem ganha com os fogos: madeireiros, imobiliárias, reservas de caça associativa, de empresas privadas contratadas para combater incêndios, mas como diz o outro no sketche, "falam, falam, falam, e eu não vejo ninguém a fazer nada"!

Ida ao pote

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Sempre defendi uma aproximação dos cidadãos ao sistema político mas quando há demasiado interesse em ir ao pote ou quando existe falta de credibilidade nos candidatos a gente estranha. Em Castanheira de Pêra, a cantora Ágata faz parte de uma lista independente à Câmara. Parece que já estou a ver o slogan da campanha: "Podes ficar com as jóias, o carro e a casa mas não fico sem tacho político". No Porto, um ex-participante de um "reality show" com o segredo "Tive um bar de alterne", também concorre à Câmara. Já vislumbro o cartaz: "Alterne de partido comigo". Numa freguesia do mesmo distrito, um ex-ciclista que esteve envolvido em histórias de doping escala uma junta. Eu sugiro-lhe um bom outdoor: "O partido vitamínico" ou "Comigo pedalemos com motor"!  

Chico, o agricultor

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O Chico era jornalista mas nos últimos quatro anos até foi agricultor, dedicando-se a plantar melões para consumo próprio e dos amigos. De repente lá conseguiu realizar o seu maior sonho, ser director de comunicação do clube de futebol lá da terra. Quis logo ajustar contas com um glorioso rival e começou a cultivar ódio e ressentimento. Saudoso do tempo onde crescia fruta de qualidade e qualquer nabo medrava no terreno, hoje o Chico está falido e só tem uma pequena horta comunitária cheia de ervas daninhas, olhando com inveja para os campos alheios repletos de papoilas vermelhas. Culpando os árbitros, o Chico aliou-se a outro lavrador com esperança de ambos ganharem alguma coisa, mas apenas vai vencendo no ciclismo, na maledicência, na intimidação de sachola, na brejeirice e na pirataria informática.

Despovoamento e desertificação

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Existem estudos que prevêem que, em 2040, mais de 80% da população portuguesa estará concentrada no litoral. Um despovoamento do interior verdadeiramente assustador  agravado pelo encerramento de serviços públicos e que nem os incentivos fiscais de fixação da população e de empresas vieram resolver. Estas assimetrias são intoleráveis, mas mais insultuoso é assistir à guerrilha entre Lisboa e o Porto sobre quem tem direito a melhores aeroportos, transportes públicos, eventos desportivos, oferta cultural e fundos comunitários. Para estes centralistas e regionalistas de ocasião, esta gente egoísta que só olha para o seu umbigo, umas férias forçadas no interior envelhecido sem acesso aos quatro canais de televisão em sinal aberto, era meio caminho andado para repensarem o conceito de desertificação.  

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