Patriotas de ocasião

Vi centenas de desocupados em Lisboa, junto ao aeroporto, à espera da Selecção portuguesa proveniente da Rússia. Pensei que tal aparato se devesse à intenção da FPF em dividir os cerca de 11 milhões de euros recebidos em prémios que embolsou no Mundial, ou os 66 mil euros que cada jogador recebeu. Isso é que era um exemplo de patriotismo solidário, a preocupação com o bem estar dos seus. Cheira a falso colocar bandeiras na janela e depois andar o resto do ano a enganar o Estado, contornando as suas leis, ignorando a cidadania, subvertendo o interesse geral da comunidade, da nação, em proveito próprio ou alheio, demonstrando que o patriotismo esgota-se no futebol.