Pais disciplinadores da arbitragem

Antigamente, os árbitros fugiam dos jogadores do FCP, exemplo dado por José Pratas a correr em pânico perseguido por uma série de atletas "azuis e brancos", numa finalíssima da Supertaça, em 1991/1992. Depois, viajaram para o Brasil, como foi o caso de Carlos Calheiros, com a factura a ser debitada pela agência ao FCP, por engano. Mais tarde, passaram a ser recebidos em casa do antigo presidente do FCP, no célebre encontro com o árbitro Augusto Duarte, facto confirmado no processo "Apito Dourado". Agora, usam métodos mais "nobres", talvez por o actual presidente do FCP ser aristocrata, colocando uma televisão no balneário da equipa de arbitragem a transmitir, de forma repetida e contínua, lances polémicos, numa espécie de pais disciplinadores da arbitragem, de forma a constranger o juiz da partida. Não deixa de ser irónico o facto da televisão não poder ser desligada, quando sabemos que existe uma tomada eléctrica no Estádio do Dragão que costuma estar sem corrente para o sistema de videoarbitragem (VAR), o que prolonga os jogos para lá dos 90, até aos 22 minutos de tempo extra, como aconteceu no jogo contra o Arouca, em 2023.