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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

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"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Qui | 05.03.15

O Zé e o Pedro

Dylan

 

O Zé é um vendedor do interior, de fato e gravata coçados, daquele sítio onde "Judas perdeu as botas". O seu velho carro já não pode circular no centro da capital nem nas ex-SCUT, demasiado caras, apenas conduz nas esburacadas "estradas alternativas". Um dia cessou a sua actividade pois arranjou outro trabalho, não aquele dos seus sonhos - consultor ou gestor - mas algo que permitisse alimentar a sua família numerosa e de parcos recursos. Entretanto foi ameaçado com uma penhora pela Segurança Social sobre o seu automóvel devido a uma suposta dívida. O Zé, dentro da sua ingenuidade, tentava ser um cidadão perfeito, mas não tinha relações para tentar resolver esta questão, apenas conhecia o Mota, o dono do café da aldeia. O Pedro era um político bem falante, às vezes recorria ao teleponto, impecavelmente vestido, de fato e gravata da moda e conduzido por motoristas de bólides pagos pelo erário público. Um dia descobriu-se que tinha uma dívida à Segurança Social, embora prescrita, mas logo um ministro da sua amizade afirmou que este "foi vítima de erros da própria administração".  O Pedro não é nem nunca será um cidadão perfeito, já como político tinha obrigação de ser bem melhor e menos distraído.

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