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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

A lapa

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A lapa é um molusco que adere de tal forma à rocha que nem a acção do mar a faz desgrudar. No futebol português, existe uma espécie parecida, um presidente de um clube que se fixa ao poder como de uma concha se tratasse. Não se alimenta de algas mas de polémicas e está rodeado de outros caramujos resistentes à ondulação. Os biólogos portugueses chegaram à conclusão que a adesão ao substrato rochoso destes invertebrados não é feito através de secreções químicas mas de remunerações bastante lucrativas, vulgo ordenado, que nem a desincrustação à força resolve!   

O hooligan português

 

 

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Só alguém muito distraído pode ficar admirado com o hooliganismo em Alcochete. O perfume do futebol há muito que se tornou irrespirável, já nem é o resultado do colapso geral da autoridade e da ineficácia das diferentes instituições socializadoras, como a família e a escola,  mas o cruzamento do fundamentalismo desportivo cultivado nos gabinetes de comunicação dos clubes de futebol com os comentários feitos em programas televisivos que instigam ódio.  Depois, a falta de cultura desportiva neste país, ondes chefes de família transformam-se em vândalos de fim de semana e em arruaceiros virtuais, onde árbitros são ameaçados, profissionais chamam "boneco" a colegas de profissão, jornalistas que insistem em não despir a camisola, claques "legais" que são piores do que as "ilegais", caciques regionalistas que politizam o futebol  e vencedores que achincalham o rival na hora das vitórias. Quando cresce o número de crimes em recintos desportivos, mesmo no desporto infantil onde se registam agressões entre pais, esperemos que a criação da Autoridade Nacional para a Violência do Desporto desligue o fogão que vai alimentando esta panela de pressão.

Perdoa-me

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Veio a público a notícia de que o Millenium BCP e o Novo Banco terão perdoado quase 100 milhões de euros ao Sporting através dos "valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis" (VMOC). É de lamentar que bancos como o BCP, que receberam ajudas do Estado, e  instituições como o Novo Banco, sustentado por capitais públicos, continuem a brincar às gestões ruinosas. É vergonhoso assistir à nacionalização e recapitalizações de bancos falidos debitando nas contas dos contribuintes portugueses, é assustador pensar que se algum cidadão falhar o pagamento da prestação da casa, esses mesmos bancos que libertam dívidas de clubes de futebol, accionam a hipoteca, executam e penhoram o imóvel, com prioridade face a todos os outros credores. É imoral continuar a assistir à diminuição do poder de compra dos trabalhadores bancários, a despedimentos colectivos, ao fecho de balcões, à degradação das condições de trabalho, enquanto basta dizer "perdoa-me" para de imediato se extinguir as dívidas de um clube de futebol pré-insolvente! 

A lavandaria basca

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Depois de, em 2017, a ETA ter anunciado o seu desarmamento, o grupo independentista basco anuncia agora a sua dissolução. Pedem perdão a alguns familiares das vítimas e assumem o "sofrimento provocado como consequência da sua luta." Não sei que sabão usam naquela lavandaria, mas jamais qualquer detergente branqueará as nódoas de sangue que deixaram durante cinco décadas e fizeram mais de 850 mortos. Eles bem centrifugam, mas não dá para afastar das nossas memórias a violência das suas acções, os crimes que não foram resolvidos, os raptos e as extorsões em forma de imposto revolucionário. Se querem devolver a frescura e o brilho à sociedade basca, eliminar aquele vinco que teima em não sair, entreguem-se e denunciem outros "etarras" para que sejam trazidos à justiça.

Coerência precisa-se

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Fiquei comovido com a defesa de José Sócrates feita por Miguel Guedes, músico, jurista e conhecido adepto do FC Porto, na coluna de opinião de um jornal. Até concordo com muita coisa do que escreveu, mas naquele registo habitual de que nem é carne nem é peixe, descobriu a pólvora: "ninguém está a salvo de ver a sua liberdade devassada". Em pranto, aponta o dedo aqueles que lincham os "mais elementares princípios de direito" por causa de ódios particulares. Critica ainda o "voyeurismo judicial" daqueles que "divulgam imagens de um processo judicial em curso" e repudia os justiceiros algozes e torcionários. Engraçado que no caso do roubo e da deturpação dos emails do Benfica o defensor já lavrou a sua sentença, também já se opõe à proibição do canal do seu clube em publicar segredos comercias e dados confidenciais provenientes dessa correspondência electrónica. Neste caso já não interessa o acesso ilegítimo, as violações do segredo de justiça e o jornalismo alcoviteiro. É caso para dizer: coerência precisa-se!    

Os bravos Capacetes Brancos

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Parece que passou despercebido a muita gente a visita de dois Capacetes Brancos - organização de voluntários que assegura o resgate das vítimas e tratam de documentar cenas de guerra - a Portugal. Talvez porque os filhos ideológicos da ex-União Soviética não gostaram de ouvir os relatos e testemunhos de quem está no terreno e que aponta o regime sírio de Assad como o "primeiro criminoso", com a conivência do aliado russo. Até podem calar estes dois testemunhos, mas já não podem ignorar as descrições de outros cerca de 4000 bravos socorristas que já salvaram mais de 100 mil pessoas e estão nomeados para o Nobel da Paz.  Nós também não esquecemos esta ideologia política cega de esquerda, da sua propaganda, que hipocritamente chora os mortos deste conflito mas que já matou milhões de pessoas noutras partes do globo. 

Enxurrada de Abril

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O possível pentacampeonato do Benfica acabou por perder-se nas enxurradas de Abril. Depois do início de época desastroso, de mau planeamento desportivo por parte da Direcção -  que fez com que a equipa estivesse dependente do rendimento de um jogador com 34 anos - e de más opções técnicas, ainda assistimos ao vergonhoso pacto entre os directores de comunicação de FC Porto e Sporting, onde um beneficia das sobras que o outro deixar.  De seguida, correspondência electrónica do Benfica é roubada, deturpada e publicada fora do contexto. Pelo meio, o centro de treinos de árbitros, na Maia, é invadido e os juízes ameaçados e coagidos. Só um clube muito grande podia resistir a tanto ódio e estar a 5 jornadas do fim na frente do campeonato, só um clube como o Benfica é que terá forças para regressar à ribalta ainda mais forte, com sócios e adeptos que o conseguem erguer nas horas mais difíceis. 

Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço

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Alguém diga ao treinador do FC Porto para terminar com "este clima de suspeição sobre os jogadores" que tanto o incomoda, tem que dar o exemplo. Num jogo com o Tondela, acusou a  agressividade dos beirões em comparação com a passividade frente ao Benfica. Pode-se também deslocar à Senhora da Hora, no canal do clube, e mandar calar o director de comunicação que lança desconfianças sobre todos os agentes do futebol, acabando por arruinar o próprio negócio. Por outro lado, é ridículo ver o presidente do Sporting sentado na Assembleia da República, na "casa da democracia", quando está farto de atacar a comunicação social, censurando jornais, televisões, rádios, discursando sobre "violência vs valores", quando é o próprio a instigar o ódio, lembrando um incendiário a dar aulas a um bombeiro. Estas personagens são como o ditado: olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço.

Quem tem medo da Rússia

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Apesar de ainda não haver provas da tentativa de assassinato por parte do Kremlin de um antigo espião russo, esta história remete-nos para espisódios que aconteceram com personagens como Litvinenko, Anna Politkovskaia e Nemtsov. A Europa estava adormecida, assistiu passivamente à invasão da Geórgia, à anexação da Crimeia, ao retalhamento da Ucrânia e à fragmentação da Moldávia. Foi preciso um "ataque com arma química em solo europeu" para se perceber o que é a Rússia: um paraíso do cibercrime com uma economia estagnada que vive à base da exportação do gás e do petróleo, uma nação desejosa de ressuscitar o imperialismo, o mito soviético e o saudosismo da Guerra Fria, gostando de ameaçar militarmente os mais fracos. Agradeçamos então ao autoritário Putin por ter unido a velha Europa que tanto tenta dividir, no acto corajoso de expulsar diplomatas russos e mostrar que existem países que não têm medo da Rússia.

Polícias da moda

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Um hospital de Cascais aprovou um regulamento da unidade que proíbe tatuagens, perfumes, botas, sais curtas, piercings, jóias, e obriga camisa abotoada ao nível do peito bem como rabo de cavalo para quem tiver cabelo abaixo dos ombros. Estes gestores enganaram-se na profissão, deviam ser polícias da moda, herdeiros do Estado Novo, obrigando os portugueses a usar o branco e o preto. Não sabem que o vestir é uma forma de expressão do individuo, da imagem, de identidade pessoal, de divulgação do pensamento, protegida pela Constituição portuguesa. Para haver serviço público de qualidade não é necessário censuras mas sim bom senso e competência entre todos os intervenientes. 

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