"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)
"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)
Gabriel Mithá Ribeiro, ex-vice-presidente do Chega e antigo deputado da Assembleia da República, disse que André Ventura tem uma patologia a nível mental e que é "um predador narcísico incurável." O tudólogo do Observador defensor do nacionalismo, diz que o racismo deixou de existir no século XXI - menos quando foi rejeitado como vice-presidente da Assembleia da República. No passado, bajulava o "pai fundador do Chega", que ele era "a cura de uma sociedade mentalmente doente", (...)
As eleições autárquicas de 2025 sustentaram o PSD como força política dominadora em Portugal, mas com o PS em recuperação, depois do desastre das legislativas que levou à demissão de Pedro Nuno Santos. O bipartidarismo regressou à normalidade pintando o país de laranja e vermelho, e o Chega, partido que propunha reconquistar o Algarve ao estilo de D. Afonso III, ganhou "estrondosamente" três pequenas câmaras, ficando atrás da CDU e do CDS-PP. O partido de André Ventura teve (...)
A vida humana é sagrada, seja alguém da direita ou da esquerda política, democrata, republicano, ou mesmo sendo um ultra conservador como Charlie Kirk, assassinado no dia 10, durante um evento na Universidade do Vale do Utah, mas numa cerimónia fúnebre absolutamente medonha, misturando evangelização religiosa com comício político e vingança, conseguiram branquear tal pessoa. Machista, alguém que fazia campanha contra a vacinação e disseminou informações falsas durante a (...)
Os fogos que lavram no nosso país parecem uma etapa saída da Volta a Portugal em Bicicleta, percorrendo as mais bonitas paisagens. Começaram em Ponte da Barca, atravessando parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, deram um salto ao Alvão e dirigiram-se ao Centro, para a serra da Lousã, Açor e Gardunha, acabando a prova com a subida à Torre, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela. O fogo foi claramente o vencedor da última edição, apesar dos bombeiros e populações terem (...)
Depois de, em 2013, Paulo Portas ter revogado a sua demissão "irrevogável" e ter ficado vice-primeiro-ministro, eis que o Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, pondera candidatar-se à Presidência da República depois de ter dito, em Abril, de forma definitiva, que não era "talhado" para o cargo. Até é possível que o autarca acabe com a crise da habitação em Portugal depois daquele processo que envolveu a imobiliária da família ou se transfira para a SAD do seu amado (...)
O homem que prometeu acabar com a guerra na Ucrânia "em 24 horas" decidiu tomar as dores de Israel e atacar três instalações nucleares do Irão. Donald Trump, o presidente que retornou à Casa Branca em Janeiro com promessas de paz mundial, colocou o Médio Oriente a ferro e fogo, ao mesmo nível da sua insanidade em transformar Gaza num destino turístico mediterrânico. Para tão brilhante "pacificador", só falta meter-se nos conflitos africanos e na antiga Birmânia, bombardear o (...)
Estranho país este que voltou a eleger para primeiro-ministro alguém que trespassou para a família a empresa de onde recebia avenças quando já era governante, armando-se em vítima e provocando eleições legislativas. País sem memória este que, 51 anos depois do 25 de Abril, parece querer voltar aos momentos mais negros da sua história ao escolher um partido de inspiração fascista para minar a Assembleia da República. Daqui a alguns anos, lembrem-se de dizer aos vossos filhos (...)
Pensei que as memórias da pandemia Covid-19, nomeadamente as cenas de milhares de portugueses a açambarcar bens essenciais, jamais se repetisse. Bastaram algumas horas de um apagão eléctrico para esse egoísmo voltar em força. Já fomos um país de corajosos descobridores, agora só existem cidadãos medrosos que querem encontrar o caminho mais rápido para esvaziar a prateleira de um supermercado ou conquistar o combustível da bomba mais próxima. Foi também um apagão moral, o (...)
Em Agosto do ano passado, nas Festas da Cidade de Valongo, assisti a um concerto de Nuno Guerreiro, envolvido no projeto “Zeca Sempre”, ao lado de outros cantores que revisitavam a obra de José Afonso. Presenciei a sua voz inconfundível que se sobrepunha aos outros músicos do grupo, o seu talento que enchia o palco de luz e aquecia a noite fria. Perdeu-se uma da maiores vozes da música portuguesa, uma alma sensível e diferente que nunca renegou as suas origens.
Em vez de criar este forrobodó no Governo e fazer-se de vítima, o primeiro-ministro devia copiar o exemplo de Hernâni Dias, o antigo secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, que tinha criado duas empresas imobiliárias que poderiam beneficiar da lei dos solos, e demitir-se. Preferiu trespassar para a família a empresa de onde recebia avenças quando já era governante, escondendo a violação do dever de exclusividade, indo de encontro ao conflito (...)