Depuração de ódio político
Bastou Mário Soares ter exagerado um pouco nas palavras ao apelidar alguns membros do Governo de "delinquentes que têm de ser julgados depois de saírem do poder", para os detractores do ex-primeiro-ministro e ex-presidente da República abandonarem as tocas. Retornados vingativos, comunistas eternamente derrotados, saudosistas do "outro senhor" ou simplesmente correligionários de direita que rejubilam pelo FMI ter entrado pela primeira vez em Portugal, em 1977, no Governo de Mário Soares, como se fosse possível comparar os dias de hoje com a herança de 30 anos de salazarismo e do instável PREC. Nesta absurda depuração de ódio político parece que existem os "delinquentes" bons e os maus, consoante as simpatias e a cor partidária.

