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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

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"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Qua | 03.11.10

O poder decisório da mulher grávida

Dylan

 

A Organização das Nações Unidas diz que a mulher tem o direito de decidir ter ou não filhos, quando tê-los e, acrescento eu, escolher como tê-los. Vem isto a propósito das declarações da Ministra da Saúde e a sua obsessão em diminuir o número de cesarianas, inclusive com penalizações para os médicos. Sei que as cesarianas têm um custo maior para o SNS do que um parto normal, mas só uma mente muito retorcida pode pensar que um obstetra recorre a uma cesariana com a intenção que não seja apenas um mero acto médico seguro e eficaz. Porque deve ficar ao critério da mulher, evidentemente aconselhada pelo médico, se o seu estado emocional e psicológico vai conviver bem com a dor, com a analgesia, com o interminável trabalho de parto, sem ansiedade, sem estar pressionada por saber que o Estado está mais preocupado com questões financeiras do género - controlar a quantidade de betadine que se gasta nos Hospitais públicos -, em vez de se preocupar com o bem estar da parturiente e do seu futuro filho, pondo o avanço da medicina ao dispor e unidos no valor supremo da vida.

 

3 comentários

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    Dylan

    05.11.10

    Cabeçudo?! Eu a pensar que eras benfiquista...

    Mais a sério: por muita hipocrisia que exista na ONU, ter um filho envolve muito mais do que não deixar extinguir a raça e, acima de tudo, a liberdade inalienável da mulher sobre o que fazer consigo e do seu corpo.
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    FireHead

    05.11.10

    Amigo, não concordo contigo. Isso de dizeres que a mulher tem liberdade de fazer o que quer com o seu corpo e, por isso, ser livre de fazer um aborto, para mim não pega. Primeiro porque sou a favor da vida e segundo porque vejo o aborto como um passo atrás na evolução da contracepção. E eu vejo os factos. A taxa de natalidade está a baixar cada vez mais na Europa (e Portugal é dos países com a menor taxa da UE) e a legalização do aborto veio ainda mais prejudicar as coisas. Segundo dados, daqui a 40 anos Portugal terá sensivelmente metade da população que tem agora. A população europeia (na sua maioria branca) vai ficar drasticamente reduzida.
    Eu estagiei na Amnistia Internacional (AI) e muitas pessoas com quem eu lá trabalhei defendiam que a mulher deveria poder optar por fazer ou não o aborto. Isso é pura hipocrisia porque supostamente a AI defende os direitos humanos, sendo o mais fundamental de todos eles o direito à vida (está consagrado!). A partir do momento em que se defende esse direito da mulher de poder fazer o aborto, está-se a matar o mais fundamental de todos os direitos humanos. Se o egoísmo é um direito, então uma pessoa também pode matar outra pelo mesmo princípio... ou só conta se a pessoa estiver dentro da barriga da mãe? Se abortar para muitos não é criminoso, então porque abandonar um bebé recém-nascido por exemplo num contentor do lixo já seria se a diferença foi nesse caso o bebé ter chegado a nascer? Eu compreendo que a vinda dum filho acarreta muitas responsabilidades, envove muita coisa e até muda radicalmente a vida das pessoas... mas quem somos nós para decidirmos se uma pessoa pode ou não viver?
    Se não querem ter filhos, não trabalhem para os ter. É verdade que o ser humano também é um animal, mas ao contrário dos restantes animais, ainda possui a razão.
    Enfim, é o meu ponto de vista que obviamente vale o que vale, tal como o de qualquer um.
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