O princípio da crise
Não convivo com o mal dos outros, mas quando vejo adeptos do F. C. Porto esperarem adversários europeus do Benfica ao aeroporto, incentivando-os, não posso evitar um sorriso ao constatar a humilhação portista em Londres. E mandando o patriotismo hipócrita às malvas, aqueles que assinaram em cinco minutos e os amnésicos de ocasião, devem ter noção de que não voltarão tão cedo ao palco dos Campeões. Mas prevendo estragos futuros, num gesto de falsa solidariedade,logo tratam de lamentar-se pelas poucas verbas atribuídas aos participantes da Liga Europa comparativamente à Champions. Entre promessas sobrenaturais, confrontos físicos entre atletas, transferências abortadas, apitos vermelhos, túneis sem guardas, vigílias, ameaças à comunicação social e incompreensíveis empréstimos de jogadores, já não disfarçam aquele que pode ser o maior descalabro financeiro de sempre e de proporções desportivas inimagináveis.
