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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Qui | 19.11.09

Símbolos religiosos e a liberdade individual

Dylan

 

 

 

A deliberação do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo, contra a presença de crucifixos nas salas de aula, foi encarada pelo Vaticano e pelo clero português como uma perseguição ao cristianismo. Mais realista, o cardeal patriarca de Lisboa disse que não foi a Igreja que colocou os crucifixos nas escolas, ou seja, compete aos governantes fazer cumprir a lei expressa na Constituição da República - a separação entre credos religiosos e o Estado, no nosso caso, laico. Mais recente, a Lei da Liberdade Religiosa é taxativa: o Estado não pode propagandear ou adoptar qualquer religião. Numa sociedade cada vez mais multicultural, não tem sentido que a maioria e a tradição imponham a sua vontade, oprimindo o direito à diferença. Não serão os símbolos religiosos uma espécie de evangelização forçada em estabelecimentos públicos como escolas e hospitais e, consequentemente, uma castração da liberdade individual?

2 comentários

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    FireHead

    19.12.09

    O referendo acerca dos minaretes foi chumbado por uma considerável maioria da população, o que chocou o próprio Estado e muitas mentes progressivas. A democracia pelos vistos também é posta em causa quando o que se pretende, ainda que seja da parte de alguns em nome duma patética causa, quando os resultados são expressamente evidentes.
    Quanto ao anti-catolicismo que cada vez está mais reinante em Portugal, é irónico o facto de ter sido a própria Igreja que permitiu que as coisas tenham chegado a esse ponto. Não fosse ela e andaríamos nós os portugueses a esta hora a rezar com o rabinho virado para o ar voltados para Meca e a proclamar que só existe um Deus que é Alá e um só profeta que é o Maomé. Além de que isto aqui não seria Portugal, mas talvez "Mouralândia"...
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