A febre do medo

Já estamos fartos da "coronização" da sociedade feita por alguma comunicação social alarmista que não tapa o nariz e a boca quando espirra. Não precisamos de máscaras, precisamos de tampões para os ouvidos que impeçam tanta desinformação. É hora dos media portugueses reflectirem sobre a cobertura jornalística deste problema e aplicarem gel desinfectante no sensacionalismo. Sabemos que estamos em guerra contra uma pandemia quase desconhecida mas estarmos a ser metralhados por "notícias" que referem que, em Itália, já se decide quem socorrer e quem deixar morrer, dar tempo de antena a virologistas de ocasião, propagar imagens de prateleiras de supermercados vazios e de farmácias sem stock por causa de energúmenos sôfregos, só contribui para aumentar a febre do medo de um público tão sensível.