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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Seg | 20.05.19

A fórmula do sucesso

Dylan

 

 

O 37º Campeonato Nacional de futebol conquistado pelo Benfica não é só mais um título, é uma equação matemática que envolve o nome de Bruno Lage e os adeptos, sócios e simpatizantes. O treinador trouxe uma lufada de ar fresco ao desporto com um discurso divertido e inovador, mostrando que existem coisas mais importantes na vida do que o futebol. Apostando em sangue jovem da "academia do Seixal", na "geração de 1999", faz a melhor segunda volta de sempre recuperando sete pontos ao anterior líder, alcança 16 pontos em 18 possíveis contra os três maiores candidatos ao título, realiza a oitava maior goleada de sempre do campeonato (10-0, ao Nacional) e executa o segundo número máximo de golos numa edição do campeonato (103 golos). A fórmula do sucesso ainda envolve as romarias históricas dos adeptos a Gaia, a Braga e a Vila do Conde, dando razão às palavras de Bélla Guttman que, um dia, disse que eles corriam até ao fim do Mundo atrás da equipa, fazendo frio ou calor, por terra, por mar ou pelo ar, entre as neves das serras ou no meio das chamas do inferno.  

Qua | 15.05.19

O regresso do Zé Cabra

Dylan

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Os astros estavam alinhados para se repetir o feito de Salvador Sobral na Eurovisão, em 2017: as celebrações do 13 de Maio em Fátima e o Benfica quase campeão. No entanto, o telemóvel de Conan Osiris nem ligou, nem passou da primeira semifinal do festival Eurovisão da Canção, mais valia ter acedido aos apelos de boicote dos defensores da Palestina e ter ficado no Cacém. O fenómeno do mau gosto tem muitos fãs em Portugal que acham o piroso chique, mas lá fora a conversa é outra, deixam-no estragar o telemóvel mas não a música. O responsável pela triste figura feita em Israel não é o "artista" porque "quem dá o que tem a mais não é obrigado", é o júri do 53º Festival da Canção que convenceu que estávamos perante um Sinatra mas afinal tratava-se do regresso do Zé Cabra!

 

 

Ter | 14.05.19

O político hooligan

Dylan

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O político Rui Moreira não aprendeu nada com o caso "Selminho", imobiliária da família do presidente da autarquia, com o ambiente de maledicência que na altura se criou porque podia ter interesse directo na causa. Vai daí, transforma-se agora num hooligan e vem para as redes sociais lançar suspeitas sobre o futebol e as arbitragens tomando as dores do clube de futebol da cidade. O presidente da Câmara do Porto esquece-se que devia servir os interesses dos portuenses e não dos portistas, resolver os problemas da cidade como o trânsito caótico, a política de alojamento dos estudantes, a limpeza urbana, a privatização do estacionamento público, a insegurança no Polo da Asprela e a pressão imobiliária que despeja os moradores da zona histórica. Quando se acabar o "el guito" que o seu antecessor deixou nos cofres da autarquia, os munícipes saberão castigar quem usa aquela táctica gasta do passado de colar a política ao futebol.  

Qui | 09.05.19

Euro desigualdades

Dylan

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Ultimamente temos sido bombardeados acerca da importância dos cidadãos votarem nas eleições europeias de Maio. No entanto, seria bom lembrar que um salário de um eurodeputado pode chegar aos 20 mil euros mensais, devido a ajudas de custo, podendo atingir perto de 1,4 milhões de euros em cinco anos de mandato! É imoral este tipo de rendimentos que se praticam no Parlamento Europeu quando comparados com as desigualdades socioeconómicas entre os países ricos do Norte e os países menos ricos do Sul. Se calhar, convinha legislar primeiro sobre estas desproporções para que os cidadãos da União Europeia ficassem menos descontentes e  levassem a sério este tipo de eleições.

Qui | 02.05.19

Bolçando sentenças

Dylan

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É preciso ter uma grande deselegância para vir a Portugal como convidado duma universidade e acabar a bolçar sentenças sobre um ex-primeiro ministro português. É necessário lembrar ao ex-juiz Sergio Moro, actual ministro da Justiça do Brasil, que o sistema judicial português só criminaliza alguém quando há julgamento e condenação. O juiz-político que um dia disse que "jamais entraria para a política", também ministro da Segurança Pública, podia preocupar-se com a recente liberalização de armas de fogo para cidadãos, com a quantidade de processos que entopem os tribunais, com o acesso dos pobres à justiça, com a celeridade da mesma ou ver o seu nome associado a um governo presidido por um populista autoritário que nega a existência de uma ditadura militar na história do país!