Amigos da onça

Um Tribunal do Porto condenou uma empresa ligada ao ramo corticeiro a reintegrar e a pagar uma indemnização por danos morais a uma trabalhadora que foi despedida ilegalmente através da artimanha "extinção do posto de trabalho". Desde que regressou, nunca mais teve sossego e foi sujeita a vários tipos de discriminação que passam por proibir o acesso às casas de banho comuns, o estacionamento do seu veículo nas instalações da empresa, ao contrário de todos os outros trabalhadores e colocada a trabalhar isolada num local onde carrega e descarrega a mesma palete de 20 kg cerca de 30 vezes ao dia debaixo de temperaturas elevadas. Imaginem que há poucos dias, os restantes trabalhadores da empresa manifestaram-se em solidariedade com a administração da empresa esquecendo-se que amanhã podem estar eles nessa posição. É caso para dizer que com amigos destes, com colegas de trabalho deste calibre, ninguém precisa de inimigos!