A terceira via
Compreensivelmente, Cavaco Silva entregou a governação do país ao vencedor das legislativas de 4 de Outubro mas acabou por dar um paliativo a um doente terminal, pois PSD e CDS-PP não têm uma maioria parlamentar. No entanto, discrimina parte da esquerda e tece considerações próprias de quem nunca despiu a "camisola laranja", numa clara violação da função de um Presidente: zelar pela unidade de Estado. São assim os fingidos: em 40 anos de democracia portuguesa rejubilam com alianças políticas de direita, toleram alianças entre a esquerda e a direita mas abominam uma terceira via composta por um acordo inédito entre todos os partidos de esquerda.
