O espelho do País
O futebol continua a ser o espelho do País: desacreditado e à beira da ruptura. Adensa-se a suspeição sobre a arbitragem e o constante falsear de resultados. Foi disso exemplo o último encontro disputado pelo Benfica na cidade do Porto. Uma grande penalidade inexistente que possibilitou a igualdade no marcador à equipa nortenha. Sei que o erro faz parte da condição humana, mas como entender que o árbitro, a 2 metros de um lance, com toda a sua experiência, assinale o que lhe convém? Tem sido assim há muitos anos, tantos como o País vem a afundar-se. Contratam-se advogados estrangeiros para se poder contornar a lei, instrui-se a comunicação social conforme os interesses do momento, colocam-se pessoas de confiança nos órgãos desportivos, pressionam-se esses mesmos órgãos, fazem-se constantes aproximações ao poder político. Outros prestam-se a serem moços de recados julgando que a sua subserviência irá trazer-lhes benefícios. A descredibilização pública aconteceu com a divulgação das escutas telefónicas, e, pasme-se: resultou no castigo absurdo da perda de 6 míseros pontos. Continua-se a assobiar para o lado. No futebol, na política, na banca, o crime compensa!
