O conflito israelo-palestiniano
A comunidade internacional apressou-se a condenar a invasão israelita aos territórios palestinianos. Sem dúvida que têm razão. Mas será que também tiveram a mesma atitude aquando da invasão russa à Georgia? E por falar em Russia, não foi a ex-URSS que fomentou sub-repticiamente a "Guerra dos Seis Dias" ao colocar-se do lado da aliança árabe? Será que alguém condena as palavras de instigação à guerra e à "intifada" anti-semita do iraniano Amandinejah ou as suas ameças nucleares?
Mas afinal quem governa a Palestina? Não são partidos fanáticos que inclusive degladiam-se para tomar o poder? Israel abandonou alguns territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia para evitar mais conflitos e pelos vistos levava com uns "rockets" de agradecimento! A frágil Autoridade Palestiniana não consegue controlar os grupos de extremistas. É preciso ponderar friamente a situação no Médio Oriente e atentar nas palavras de Robert Cooper: "o conflito alimenta o fanatismo e proporciona aos fanáticos os meios de destruição". E nos dois lados da barricada são os inocentes que sofrem mais.