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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Habemus tetra

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Nunca a expressão dos três "F´s" fez tanto sentido como no Sábado passado. A visita do Papa, a vitória de Portugal no festival da Eurovisão e o tetracampeonato do Benfica mexeram com as crenças e a auto estima dos portugueses. Uns saltaram por Jonas, uns rezaram por Francisco e outros berraram por Salvador. Que me perdoe o cantor mas eu não posso amar pelos últimos dois. Que me perdoe o Papa mas as minhas preces foram somente para a canonização do Jonas, a minha fé só dava para o "tetra e seis". Peço apenas uma última aparição, um milagre para todos os "cegos" enxerguem que o Benfica afinal é um justo vencedor desta Liga e é imune às queixinhas, à inveja e ao despeito.

Balada para Mário Wilson

 

 

Ó Coimbra do Mondego e dos dois amores que ele lá teve: a Académica e o Benfica. Do Choupal até à Lapa, todas as glórias na sombra daquela capa. "Sentes que um tempo acabou", vice-campeão na "Briosa", "qualquer que não volta que voou". "Capa negra de saudade no momento da partida, segredos desta cidade" levou o velho capitão "p'rá" vida. A estória de Mário Wilson não é só futebol, também é uma lição de sonho e tradição, porque sei que "levas em ti guardado o choro de uma balada, recordações do passado, o bater da velha cabra".

Ainda há finais felizes

 

 

No início era o "cérebro", do género "depois de mim, o caos", troçando do seu colega de profissão, Rui Vitória. Como não bastasse o despeito, o clube era enxovalhado através do Facebook por alguém que se comporta como um garoto, com mau perder, pressionando a arbitragem e lançando suspeitas às ofertas de cortesia previstas no Código de Ética da UEFA. A norte, via internet, choviam boletins informativos feito pelos caciques do costume, atirando farpas para a fogueira. Entretanto surgiram as lesões, mas que abriu a oportunidade à formação do Seixal, e foi essa injecção de sangue novo que fez o Benfica ganhar em Alvalade, o clique para o tricampeonato.Se há justiça no futebol ela tingiu-se de vermelho, se há equipa mais unida ela mora na Luz, pois acabei de descobrir que ainda existem finais felizes.

 

Um erro histórico

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Cada vez me convenço mais que a fuga de Jorge Jesus para Alvalade foi dos maiores erros históricos jamais tomados por uma Direcção do Benfica. Não que o "cérebro" não mereça o epíteto de Judas, pois vendeu-se à oferta mais alta do vizinho da Segunda Circular, não que não seja insubstituível, deselegante, mas o seu carisma e conhecimento do futebol é superior, em Portugal. Lembrou-se agora o Benfica de apostar na formação, talvez seja este o caminho para um clube sustentável, mas apostou tardiamente e de forma repentina, ao mesmo tempo que desinvestiu no plantel da equipa baixando a qualidade, sustentado por um treinador sofrível que deixou que os seus jogadores fossem afectados pelo clima de guerrilha verbal criado pelo presidente chefe de claque do Sporting.

Tripleto

 

Podiam ter sido quatro títulos mas foram "apenas" três, ainda assim, e parafraseando um grande benfiquista, "é bem melhor do que falecer". O Benfica foi das equipas que mais jogos efectuou no velho continente, entre lesões, castigos, erros de arbitragem que o puseram a jogar com dez, e apesar da trágica morte de dois dos seus símbolos, sobreviveu e triunfou. Há clubes assim, gigantescos, maiores do que o próprio país e que não sentem a erosão dos tempos nem a maldizente inveja pois têm os melhores adeptos do mundo. O tripleto: da união, da reciclagem de um treinador e da obstinação de um presidente.

Caçadores de fantasmas

 

Os caçadores de fantasmas e almas penadas expurgaram a Luz, afinal era apenas um espírito benigno que assombrava o Benfica. O campeão voltou, anunciando com estrondo as suas conquistas: campeonato, Taça da Liga e tudo o que o futuro quiser. Bastaram onze Eusébios, unidos, para resgatar os títulos perdidos, para a mística sobrepor-se a todos os fenómenos paranormais do futebol português e calar os videntes da desgraça.

Tingidos de vermelho

 

Num sorriso celestial de Eusébio e Coluna, a nação tingiu-se de vermelho, tantos foram aqueles que saíram à rua. A confirmação do óbvio: o Benfica já é muito maior do que o próprio país e extravasa os festejos dos títulos além fronteiras. Inteiramente merecido, para um presidente que manteve a confiança cega num contestado treinador, para um grupo de trabalho unido e de qualidade, para os milhões de adeptos que festejam como se não houvesse amanhã, como se ganhassem 3 ou 4 campeonatos seguidos, pois sabem que o Benfica não tem a chave daquele supermercado onde se compram títulos.

Jesus, o pecador

 

É rude, por vezes arrogante e cheio de bazófia, mas é um dos melhores treinadores portugueses de sempre. E se em Inglaterra teve uma atitude menos feliz com o técnico adversário espetando-lhe três dedos, Jesus, o pecador, alegra estes dias de incerteza de um país falido através das suas atitudes desbragadas. Por este Jesus ninguém sente compaixão, ninguém admite que classe também é fazer rir toda a gente, porque o Jorge nasceu na Amadora, não em Setúbal, nem tampouco tem o apelido de "Mourinho" em que tudo lhe é permitido e concedido.

Eusébio, o rei

 

Eusébio é Portugal, mesmo quando o país não era conhecido pois estava imerso na ignorância e no cinzentismo. Eusébio é África, mesmo quando os racistas o desconsideravam em surdina. Eusébio é também o Benfica, dois representantes do povo, das histórias que se fundem numa só, o prestígio internacional , o respeito, dos relatos radiofónicos que paravam a guerra colonial, da emancipação dos mais pobres que também têm direito a sonhar, do triunfo da humildade numa epopeia de trabalho.

O fim do monopólio

 

Parece que o pequeno canal de televisão do Benfica começa a provocar pruridos em muita gente a partir do momento em que inclui a transmissão dos seus jogos em casa, preparando-se para fazê-lo com outros clubes, rompendo com a situação dominante no mercado audiovisual. Eles bem acusam dizendo que o Benfica vai sonegar imagens comprometedoras, eles criam um canal "low cost", coisa que nunca fizeram num monopólio de quase 30 anos de existência. Eles bem berram dizendo que "há conflito de interesses", estranhando eu que só agora se tenham lembrado disso, quando no passado o dono dos direitos televisivos em Portugal ditava as leis do futebol português, que se dava ao luxo de escolher o local dos jogos para serem televisionados, que possuía uma agência de viagens a que todos os clubes recorriam e que detinha participações sociais em diversas sociedades anónimas desportivas.

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