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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Quintas-feiras chatas

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As quintas-feiras são chatas, trazem a acumulação de dias de trabalho e lembra que o fim de semana ainda está longe. Talvez por isso, Cavaco Silva decidiu animar o período e lançar o livro "Quinta-feira e outros dias". Trata-se de uma suposta "prestação de contas aos portugueses" pela forma como exerceu o cargo de Presidente da República, sendo muito mais do que conversas semanais com o primeiro-ministro da altura, José Sócrates. É um lamentável manifesto social-democrata já que a o seu partido não consegue fazer oposição credível ao governo, é um ressentido discurso anti-esquerda, próprio de quem nunca conseguiu despir a camisola laranja. É pena que nesta espécie de lavandaria de roupa suja que abriu em Belém, o homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas, à excepção do BES, não nos tenha esclarecido sobre as supostas escutas do PS à sua presidência. E se a sua pensão não vai dar para pagar as despesas, ao menos que este livro o ajude! 

O Cavaleiro da Triste Figura

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O líder do PSD acusou o PS de fazer "triste figura" ao dizer "coisas incongruentes"  e "ridículas" para agradar a clientelas. Deve haver aqui alguma troca de protagonista porque ultimamente Passos Coelho tem encarnado o papel do Cavaleiro da Triste Figura, personagem da estória de Cervantes. Sem Dulcineia que rejeita nova aliança à Direita, mas com a companhia dos seus fieis escudeiros e de Sancho, pança de todos aqueles que governaram quixotescamente durante quatro penosos anos, vem agora lutar contra moinhos de vento, imaginando o Diabo. De bandeira na lapela e discurso gasto monta o velho Rocinante, mas ao esquecer-se de olhar para trás, não repara nos outros cavaleiros que querem tomar o seu lugar no partido.  

Travessia no deserto portuense

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O PSD continua a sua travessia no deserto, comprovado agora com a recente derrota nas eleições legislativas dos Açores. Veja-se também o caso da cidade do Porto onde  nem sequer apresentou candidato às próximas eleições autárquicas. Sei que não é fácil combater politicamente esta espécie de União Nacional em redor do independente Rui Moreira, apoiado pelo CDS e pelo servilismo do PS, mas só uma oposição insatisfeita pode dar voz a cidadãos que não compreendem o excessivo poder do vereador do PS no executivo, a confusão originada pelo concurso público para a exploração do Palácio de Cristal, a forma como o presidente da câmara desrespeitou a Galiza na questão dos voos TAP Vigo/Lisboa, as declarações infelizes sobre o fumeiro e o galo de Barcelos na contestação à promoção turística do Norte, a divisão que criou entre autarcas do interior e do litoral a propósito da distribuição de fundos comunitários (PEDU), e a vergonhosa concessão do estacionamento na via pública que tem infernizado a vida de quem trabalha ou estuda.  

 

 

 

Foi chão que deu uvas

uvas

Não devo ser o único a achar que a política já "foi chão que deu uvas". Atente-se no exemplo do PSD: Alberto João Jardim dedica-se agora à representação num filme onde interpreta o papel de um "pastor visionário", só não sei como ele não consegui antecipar o valor astronómico da divida da Madeira. No continente, um presidente de uma concelhia da Juventude Social Democrata decidiu participar num "reality show", arrastando a política para um palco de "voyeurismo" saloio, e à última da hora, Passos Coelho deixou cair a sua nova função de apresentador e promotor livreiro para se dedicar aquilo em que é mesmo bom: caçar "pokémons"!

"Crime", disse ele

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O deputado Luís Marques Guedes, do PSD, acusou o ministro das Finanças de alegadamente ter prestado falsas declarações na comissão parlamentar do inquérito ao Banif. "Crime", disse ele, a fazer lembrar a versão masculina daquela antiga série televisiva de ficção policial. É comovente ver um antigo membro do Governo de centro- direita ofender-se com alguém que tenta resolver as trapalhadas de banqueiros e não ter chamado as autoridades judiciárias a investigar o caso "Tecnoforma", o aumento da dívida pública, para ajudar a descobrir quem lucrou com o desmantelamento dos serviços públicos. Criminosos foram sim os quatro anos de governação que empurrou milhares para fora do país, para o desemprego e para a pobreza, criminosos foram aqueles que esmagaram a função pública e cortaram pensões, quem ajudou a fechar lojas por causa do aumento do IVA e da subida das rendas, quem deu ensejo aos pais, aos avós, de passarem a ajudar monetariamente os filhos e os netos!  

A oeste nada de novo

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Este não é certamente a mais agradável proposta de Orçamento do Estado para 2016 porque aumenta o Imposto Único de Circulação, o Imposto Sobre Veículos e os combustíveis, que aliados à manutenção das portagens nas ex-SCUT destruirão empresas e criarão desemprego. No entanto, não é um "gigantesco aumento de impostos" como descaradamente se queixa a oposição, quando comparado com quatro anos da maior repressão fiscal de que há memória a que fomos condenados pela dupla PSD/CDS. A oeste, nada de novo, os de bandeira na lapela professam ser sociais democratas sem saberem quem foi Sá Carneiro, os outros resolvem as dúvidas deste orçamento aconselhando os portugueses a "usarem mais transportes públicos".

Bate punho político

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Parece que o vice-presidente do PSD, Marco António Costa, apelou aos socialistas para moderarem a linguagem em relação ao Governo pois utilizaram palavras  como "mentir", "burlar" e "falsear". Quanto ao "mentir", há um engano, não é a oposição que diz isso, são os próprios portugueses que descreveram o primeiro-ministro como "mentiroso", numa recente sondagem da Universidade Católica para a RTP. Talvez se lembrem das promessas feitas por ele no período que antecedeu a sua chegada ao Governo: de que era "um disparate acabar com o 13º mês", que "aumentar o IVA não tinha fundamento", que o PSD chumbou o PEC 4 porque a "austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento" e de que "não se põe um país a pão e água". Bate punho o porta-voz do PSD, amansando os seus correligionários que estão mudos acerca da investigação do Ministério Público sobre si na sequência de denúncias públicas de um militante, e também com o relatório da auditoria do Tribunal de Contas que arrasa a sua gestão como vice da Câmara de Gaia, entre 2008 e 2012, merecendo "um forte juízo de censura".  

 

 

 

 

 

 

 

A valsa dos condenados

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Foi com a tentativa de dar significado à coisa, escolhendo a data de 25 de Abril, que PSD e CDS-PP anunciaram concorrer coligados às eleições legislativas, pois "nunca antes houve uma coligação com tanta estabilidade". A estabilidade tem sido semelhante à do Titanic quando colidiu com um icebergue, ou já se esqueceram das demissões de Vítor Gaspar, de Miguel Relvas, de Miguel Macedo e da "decisão irrevogável" de Paulo Portas que rasgou o casco e soltou rebites. No convés, os músicos vão tocando a mesma valsa há quatro anos para os condenados de terceira classe que sabem que se vão afundar com o navio, e para os outros passageiros que, mercê da amizade com a tripulação, do seu poder e estatuto social, já reservaram os últimos salva-vidas.

O país está melhor

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Primeiro foi o inenarrável líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, ao dizer, no ano passado, que "a vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor"; recentemente foi António Costa dizer que hoje o país está numa situação "muito diferente" do que em 2011. E se ainda posso compreender, embora incrédulo, as palavras do secretário-geral do PS, ditas num contexto onde estavam investidores chineses, é degradante assistir a este aproveitamento semântico e consequente arremesso político de direita. Não percebo como um país está melhor ao apresentar perto de 30% da população em risco de pobreza ou exclusão social, com metade dos desempregados sem receberam subsidio de desemprego ou rendimento social de inserção, com emigração, pobreza, desigualdade e desmantelamento dos serviços públicos. Claro que há melhorias: na máquina partidária, na militância, nos boys, nas assessorias e na carteira dessa rede clientelista.

O fim do jardinismo

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Com a vitória de Miguel Albuquerque na liderança do PSD/Madeira e a consequente demissão de Alberto João Jardim, o governo regional cai, o parlamento é dissolvido e o jardinismo é expurgado da ilha. Foram quase 40 anos que esta espécie de Pinto da Costa político governou a Madeira, e se não lhe são conhecidos gostos pela fruta, pela banana da ilha, os métodos são idênticos: a prepotência, o desrespeito pela comunicação social "bastarda" e pelos "cubanos continentais" que estão em Lisboa. O rei das inaugurações de heliportos, de estádios, de piscinas, de obras de utilidade questionável deixa um ar de desenvolvimento mas também um bailinho regional de muitos milhões de euros de dívida.

 

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