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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Baralhar e voltar a dar

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Durou algum tempo esta espécie de gerigonça política que esteve no executivo da Câmara do Porto, mas quando um casamento entre a esquerda interesseira e a direita "independente" nasce torto, só pode acabar em divórcio. Imagine-se, Manuel Pizarro a candidatar-se em cima do joelho contra um colega de vereação, a combater na rua quem lhe deu pelouros e partidarite amiga. Mas quando pensava que a cisão entre estes dois políticos era insanável, Rui Moreira volta a baralhar e a dar dizendo que não fecha a porta a uma nova aliança, como em 2013, caso a "geografia eleitoral" o justifique, num espectáculo digno dos melhores contorcionistas da história política que apenas tiveram um amuo!

Mais do que um político

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É engraçado verificar que, mesmo aos noventa anos, Mário Soares continua a ser uma espinha encravada em muitas gargantas: na oposição ao Governo, na direita nacionalista saudosa de Salazar e na esquerda revolucionária que não lhe perdoa o facto de ter "abandonado" o Partido Comunista, acabando por derrotar Cunhal, em 1975. Também graças a ele posso escrever estas linhas sem ser censurado, com a convicção de que um estadista não pode agradar a todos mas tem que dialogar com todos, deixando o fanatismo ideológico na gaveta. Por isso foi incoerente, tempestuoso, e admitindo que a descolonização possa ter sido mal feita, evitou-se um banho de sangue, veio a paz, a prosperidade europeia e o sabor reconfortante da democracia. Soares não é fixe , é mais do que isso de ser um político, é um eterno inconformado que combateu nas trincheiras da liberdade.

O ultraleve

Hidra de Lerna - PMDB - menor.JPG

 

No início prometia ser uma lufada de ar fresco na política portuguesa, mas o actual Bloco de Esquerda assemelha-se a um avião que vai perdendo e soltando peças por falta de manutenção. Primeiro foi Daniel Oliveira, depois Francisco Louçã, Ana Drago, e recentemente João Semedo, abandonaram a tripulação. Lentamente, transformou-se num pequeno ultraleve com uma nova equipa de bordo: uma anedótica comissão permanente composta por seis dirigentes! Um remédio paliativo para alguém que vai despenhar-se devido ao seu sectarismo interno, por falta de passageiros, por arriscadas e traiçoeiras rotas percorridas demasiadamente à esquerda.

Não perdoo La Féria

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Não te perdoo Filipe La Féria por não teres conseguido desviar da boa vida, da juventude partidária, aquele jovem chamado Passos Coelho. Não perdoo esta tua falta de visão ao não teres aceite este concorrente para fazer de cantor no "casting" de "My Fair Lady". Perdeu-se um grande artista, e que artista, ganhou-se um político mediano. A Revista, aos bolsos dos portugueses, nunca mais será a mesma e peças como o "Pinóquio",  "Música no Coração", o "Principezinho" laranja, o "Feiticeiro" de São Bento, perdão, de Oz, perderam o seu maior protagonista e esvaziaram teatros!

Lixo tóxico

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Parece que as agências de "rating" continuam a colocar Portugal no "lixo". É normal, a actividade de certos humanos, produtores de resíduos, transformaram este país num gigantesco aterro sanitário. A imundície começou com os resíduos sólidos urbanos do BPN, apesar da tentativa falhada de compostagem por parte de correligionários do partido que hoje está no Governo. Segui-se o entulho inorgânico dos submarinos, descarregados pelo então ministro da Defesa, que ainda hoje expele um estranho odor a metano. A seguir, os resíduos especiais perigosos para a saúde das contas públicas: o  buraco gerado pela dívida da Madeira e as PPP (parcerias público-privadas), iniciadas em 1995 com as pontes de Lisboa. Por fim, o lixo "tóxico" do BES que pode vir a ser reciclado pelos contribuintes, imagine-se, já que a sua incineração é impossível!  

Falidos e sem ideias

 

Esta chusma de lacaios do governo, de economistas incompetentes, de lóbis elitistas, de políticos e ex-políticos decadentes afirmam que "se o Tribunal Constitucional pudesse desaparecer, o país beneficiaria", que o mesmo "cria situações pantanosas" e "arrasta  o país para o passado". Berra despudoradamente esta direita  intelectualmente falida e sem ideias, pois  com laivos ditatoriais diz que há "necessidade de escolher melhor os juízes" do TC. Pedem clarificações técnicas por terem sido chumbados três artigos do Orçamento de Estado para 2014, elementos básicos que qualquer pessoa de bem - que não é o caso destes governantes - acharia razoável: o princípio da igualdade na repartição de encargos públicos, o princípio da proporcionalidade (taxas sobre subsídios de desemprego e doença), e da desigualdade (pensões).

Eternos vencedores

 

Portugal deve ser o único país em que o resultado das eleições europeias produz eternos vencedores em todos os partidos. Um Bloco de Esquerda desmantelado após Louçã, mas contente por voltar a reeleger apenas um eurodeputado. O mesmo brilhante número foi conseguido pelo Partido Popular, com a desculpa de que os dois terços dos abstencionistas que ficaram em casa eram simpatizantes da coligação. Quanto ao PSD, rejubila porque a derrota não foi tão grande com se previa e que as futuras legislativas é que contam, pois Seguro é um homem a prazo dentro do seu próprio partido. Por fim, o PS, o vencedor, curto, que só não esmagou porque Marinho Pinto desviou muito do eleitorado!   

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