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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

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"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Pai herói

 

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Mário Soares combateu sempre ao lado dos bons, contra uma ditadura salazarista e contra uma possível ditadura militar ou de esquerda. É aquela figura paternal que sabia que não podíamos continuar orgulhosamente sós, o progenitor da adesão à União Europeia, o pai herói que nos educou de forma a vermos que o bem mais precioso que existe é a liberdade. Um protector para aqueles que pensam diferente de nós, um criador dos alicerces desta democracia, tolerante com os adversários e com o ressentimento dos retornados das ex-colónias. Tenho a certeza que, se regressasse novamente a Santa Apolónia no "comboio da liberdade" faria tudo da mesma maneira.

Soares é fixe!

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Bastou Mário Soares cair numa cama de um hospital para logo se soltar uma série de comentários odiosos. Soares sempre foi assim, uma pedra solta na engrenagem dos interesses pessoais de muita gente conotada com a direita. Não lhe perdoam o combate ao Estado Novo e o facto de ter voltado as costas aos comunistas e à extrema-esquerda, em 25 de Novembro de 1975. E reconhecendo que a inevitável descolonização ultramarina poderia ter sido feita de outra maneira, Soares é fixe, permite que qualquer ressabiado o calunie, debaixo da liberdade e da democracia que ele ajudou a construir e que pagou com a prisão e deportação. 

Mais do que um político

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É engraçado verificar que, mesmo aos noventa anos, Mário Soares continua a ser uma espinha encravada em muitas gargantas: na oposição ao Governo, na direita nacionalista saudosa de Salazar e na esquerda revolucionária que não lhe perdoa o facto de ter "abandonado" o Partido Comunista, acabando por derrotar Cunhal, em 1975. Também graças a ele posso escrever estas linhas sem ser censurado, com a convicção de que um estadista não pode agradar a todos mas tem que dialogar com todos, deixando o fanatismo ideológico na gaveta. Por isso foi incoerente, tempestuoso, e admitindo que a descolonização possa ter sido mal feita, evitou-se um banho de sangue, veio a paz, a prosperidade europeia e o sabor reconfortante da democracia. Soares não é fixe , é mais do que isso de ser um político, é um eterno inconformado que combateu nas trincheiras da liberdade.

Depuração de ódio político

 

Bastou Mário Soares ter exagerado um pouco nas palavras ao apelidar alguns membros do Governo de "delinquentes que têm de ser julgados depois de saírem do poder", para os detractores do ex-primeiro-ministro e ex-presidente da República abandonarem as tocas. Retornados vingativos, comunistas eternamente derrotados, saudosistas do "outro senhor" ou simplesmente correligionários de direita que rejubilam pelo FMI ter entrado pela primeira vez em Portugal, em 1977, no Governo de Mário Soares, como se fosse possível comparar os dias de hoje com a herança de 30 anos de salazarismo e do instável PREC. Nesta absurda depuração de ódio político parece que existem os "delinquentes" bons e os maus, consoante as simpatias e a cor partidária.

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