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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Macacadas legalizadas

 

Só neste país se permite criar uma claque de futebol com o pretenso fim de apoiar a Selecção, com o alto patrocínio da Federação Portuguesa de Futebol. Eu sei que a FPF tem uma responsabilidade social, mas contratar cadastrados, desocupados e comilões de subsídios para irem ao estádio do anfitrião, escoltados pela polícia, insultar o clube e os adeptos que os acolhem em casa, é imperdoável. Se querem casa própria vão para a novíssima Cidade do Futebol, no Jamor, praticar as macacadas habituais de quem enche o peito e se diz "legalizado".  

A culpa é do Benfica

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As duas vitórias consecutivas do Benfica, em Guimarães, em competições distintas e com duas equipas diferentes, dão razão aqueles que apelidam o clube lisboeta de "monstro"...de qualidade. A culpa realmente é do Benfica, da categoria do seu plantel e do seu treinador, não é da suposta ajuda dos árbitros como alguns tentam em menorizar as vitórias da equipa da Luz. Enquanto uns falam de "vouchers" e incendeiam a arbitragem, enquanto outros desenham em telas como se fossem mestres e falam em "polvo", talvez da "fruta" que enjoaram no passado, o Benfica vai percorrendo o seu caminho de vitórias à custa da união e da sua organização.     

O roto e o nu

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O roto, que em tempos dizia que "só os burros é que falam da arbitragem", insurge-se agora contra os árbitros e as nomeações usando a gasta táctica da vitimação e intimidação. O nu, que ao fim de duas jornadas da Liga rejubilava com os "ventos de mudança", agora também se junta às choradeiras diárias. O roto e o nu são almas gémeas em falência técnica que odeiam o vermelho e se copiam. Disfarçam as suas incompetências desportivas à custa dos árbitros pois investiram tantos milhões para receber tostões. O roto e o nu têm voz na imprensa incendiária, no populismo desportivo grunho, sendo caso para perguntar a toda a esta gente: porque não se vestem com moralidade e bom senso?

Um clube diferente

 

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É um clube diferente, com um presidente assalariado e uma equipa técnica paga a peso de ouro. A três meses das eleições para a presidência, os sócios estão anestesiados com vapor e não reagem perante tantos acontecimentos que envergonha o clube. O outrora grande Sporting é gerido por populistas que inflacionam o número de títulos, que copiam o que os outros fazem e têm uma obsessão doentia pelo vermelho. Continuam a jogar à roleta russa, prometendo mundos e fundos, e elas depois "Doyen" que se farta, à espera do afundanço total, na tabela e nas finanças do clube.   

Teoria da evolução do futebol

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Antigamente os grunhos iam ao futebol e relatavam a delinquência em livros, mas agora até têm uma equipa de futebol de "canela até ao pescoço" a competir na divisão distrital. Em tempos passados, os broncos davam uns sopapos aos árbitros em centros comerciais, agora ameaçam-nos cobardemente por telemóvel, nas redes sociais ou através dos meios de comunicação do clube. O troglodita, outrora marginalizado, diz-se legalizado, e evoluiu para chefe de família, comentador, político, músico, advogado, empresário e até sopeira de casa, mas aquilo em que nunca se vai transformar é numa espécie que saiba perder.

Balada para Mário Wilson

 

 

Ó Coimbra do Mondego e dos dois amores que ele lá teve: a Académica e o Benfica. Do Choupal até à Lapa, todas as glórias na sombra daquela capa. "Sentes que um tempo acabou", vice-campeão na "Briosa", "qualquer que não volta que voou". "Capa negra de saudade no momento da partida, segredos desta cidade" levou o velho capitão "p'rá" vida. A estória de Mário Wilson não é só futebol, também é uma lição de sonho e tradição, porque sei que "levas em ti guardado o choro de uma balada, recordações do passado, o bater da velha cabra".

Milhões a rodos

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O provérbio "o que é demais, é moléstia", serve perfeitamente para retratar a alienação geral que se tornou esta vitória da Selecção Nacional de futebol. Mas já que estamos numa onda de amor à pátria, só quando nos convém, claro, reparei que parece jorrar milhões de euros por todo o lado, desde o impacto que esta vitória trouxe à economia passando pelo encaixe da Federação Portuguesa de Futebol, dos seus patrocinadores, dos prémios dados aos atletas, até às mais que prováveis transferências que vão gerar lucros aos agentes de futebol. Aproximando-se uma possível multa aplicada ao país pela Comissão Europeia por incumprimento da meta do défice entre 2013 e 2015, proponho uma vaquinha entre estes heróis do pontapé na bola, para que não sejam os mesmos que andam constantemente de bolsos vazios, de cachecol e bandeira na janela, a pagar as contas públicas.

Ainda há finais felizes

 

 

No início era o "cérebro", do género "depois de mim, o caos", troçando do seu colega de profissão, Rui Vitória. Como não bastasse o despeito, o clube era enxovalhado através do Facebook por alguém que se comporta como um garoto, com mau perder, pressionando a arbitragem e lançando suspeitas às ofertas de cortesia previstas no Código de Ética da UEFA. A norte, via internet, choviam boletins informativos feito pelos caciques do costume, atirando farpas para a fogueira. Entretanto surgiram as lesões, mas que abriu a oportunidade à formação do Seixal, e foi essa injecção de sangue novo que fez o Benfica ganhar em Alvalade, o clique para o tricampeonato.Se há justiça no futebol ela tingiu-se de vermelho, se há equipa mais unida ela mora na Luz, pois acabei de descobrir que ainda existem finais felizes.

 

Um erro histórico

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Cada vez me convenço mais que a fuga de Jorge Jesus para Alvalade foi dos maiores erros históricos jamais tomados por uma Direcção do Benfica. Não que o "cérebro" não mereça o epíteto de Judas, pois vendeu-se à oferta mais alta do vizinho da Segunda Circular, não que não seja insubstituível, deselegante, mas o seu carisma e conhecimento do futebol é superior, em Portugal. Lembrou-se agora o Benfica de apostar na formação, talvez seja este o caminho para um clube sustentável, mas apostou tardiamente e de forma repentina, ao mesmo tempo que desinvestiu no plantel da equipa baixando a qualidade, sustentado por um treinador sofrível que deixou que os seus jogadores fossem afectados pelo clima de guerrilha verbal criado pelo presidente chefe de claque do Sporting.

País virtual

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A marcação de jogos dos "três grandes" da Liga de Futebol para 4 de Outubro, dia das eleições legislativas, mostra bem a importância e a consideração que alguns dão à política. Vivemos num país virtual, mais atentos às coisas da bola, aos jogos da Santa Casa, a ligar para os concursos que têm chamadas de valor acrescentado, a comentar a vida dos outros e às novas novelas debitadas pelas televisões. O país real, aquele que devia definir através do voto novas perspectivas sobre a nossa vida, é secundarizado, e é mais fácil escondermo-nos atrás de uma cadeira de um estádio, deixando que os outros tomem decisões por nós.

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