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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Os renegados

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O Benfica é um clube extraordinário: permite que uma pessoa insolvente publique um livro, mesmo falando mal do emblema, de modo a ajudá-la a pagar o que deve! Enquanto o credor esfrega o olho, perdão, as mãos, escreve-se um livro baseado em correspondência electrónica roubada. O "Zé Cabra" da escrita aliou-se a um blogueiro doutorado em História mas parecem renegar factos passados, por isso eu sugiro um título para a 2ª edição do livro que acabe com tanto puritanismo: "Fruta para dormir, rebuçado e café com leite", "A creolina nos balneários", "O Famoso Guarda Abel", "Mandei um árbitro para o Brasil", "Fuga para Vigo", "Uma aventura no Centro de Treinos dos Árbitros e na casa de suas famílias",  "Largos dias têm quinhentinhos", "Sabes que o melhor está para vir quando te sentares num tribunal", e "Sei o que tens feito há mais de trinta anos"!

Telhados de vidro

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Depois do "funcionário do ano" ter divulgado emails mencionando a suposta existência de uma rede de influência do Benfica sobre estruturas de decisão do futebol para influenciar a arbitragem em Portugal, sabe-se agora que também o director-geral do FC Porto está a ser investigado por "factos susceptíveis de integrarem o crime de corrupção no fenómeno desportivo". O ditado nunca falha: "quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho". Por outro lado, gostava de ver a reacção dos caçadores de bruxas do futebol português, aqueles coscuvilheiros e justiceiros da Internet dos tempos modernos que pirateiam criminalmente correio electrónico privado deturpando-o e publicando-o fora do contexto, bem como o destaque dado por alguma comunicação social que participa neste voyeurismo e só rasga as vestes consoante a cor da camisola do clube.

Ressentidos e vingativos

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Quero elogiar a SIC por não ter aceite a imposição do FC Porto de negar a entrada do ex-autarca Rui Rio no pavilhão do clube, por ocasião de uma emissão especial do programa televisivo "Quadratura do Círculo". E se o clube da cidade tem o direito de receber quem quer, em sua casa, também Rui Rio, como antigo edil, teve legitimidade para não se meter no lamaçal chamado futebol, de questionar Planos de Pormenor urbanísticos, de evitar as relações perigosas entre o desporto e a política - daquelas em que se oferece centros de estágio pagos pelo erário público. O ressentimento portista é feio, vingativo, de uma pequenez confrangedora que rebaixa a cidade e afugenta os visitantes.

Não estraguem as modalidades amadoras

 

A passada quarta-feira foi uma má propaganda para o basquetebol português. No pavilhão do FC Porto, com uma transmissão televisiva à revelia da Federação e após a equipa da casa ter perdido o título de campeão nacional para o Benfica, voltou o mau perder do costume. Pedras, isqueiros, cadeiras, todo o tipo de objectos e até um incêndio serviu para descarregar as frustrações nos atletas encarnados. Quem atiçou o fogo, quem chama aos outros "adeptos do clube do fascismo", de burros, quem cultiva a semente do ódio a Lisboa, quem assiste da poltrona presidencial e vê o circo a arder é o mesmo que desculpa os seus e tem a distinta lata de culpabilizar a polícia. Não deixem que esta gente estrague as modalidades amadoras à semelhança do que fizeram com o futebol.

 

 

 

 

Bloqueio mental

Desbloqueio arbitral

 

À tarde, no Marquês de Pombal, em Lisboa, um concerto de Stravinsky para celebrar a chegada da Primavera, à noite, no Estádio da Luz, depois da derrota do FCP para a Taça da Liga, o escarcéu, o habitual Sermão de Santo António aos Peixes proferido pelo padre do costume, por aquele que até agora tinha dito que "os árbitros têm sido uns heróis". Ele bem tenta curar a cegueira dos seus adeptos, ele bem tenta desvalorizar esta competição porque nunca a ganhou, ele bem sabe que a sua equipa e o seu treinador são medianos, ele bem sabe que sem o erro de arbitragem que lhe permitiu ganhar na Luz, para o campeonato, já tinha sido apeado da corrida ao título. Porque dizem por aí que o Estádio da Luz é um salão de festas para outros clubes, talvez por isso a UEFA o tenha escolhido para ser palco da final da Liga dos Campeões em 2014,  agora que houve desbloqueio arbitral e uma vitória honesta e justa.

A farsa

 

No Estádio da Luz, os benfiquistas sentiram o travo frutado na boca, a indigestão de uma mariscada e os resquícios da impunidade de presidentes de clubes de futebol que recebem árbitros em suas casas em busca de aconselhamento familiar. Entre erros próprios, incompetência do treinador e de dirigentes encarnados, quando chega o momento da verdade, das decisões, lá surge a mão arbitral que embala o berço do futebol português há mais de trinta anos.  A farsa continua, de "proençada em proençada" até à destruição final do futebol, até que, os adeptos, fartos de tanta comédia, não contribuam mais para esta indústria que se alimenta do maior clube português e se dediquem a actividades mais genuínas.

A loja do mestre André

 

 

Afinal, a madeira da "cadeira de sonho" tinha caruncho e partiu-se. Na loja do mestre André venderam-se ilusões, promessas e juras eternas, nada que qualquer fax e uma transferência bancária não resolvam. No entanto, parece que havia outro, o adjunto, transformado em obreiro de títulos de última hora. Gabo-te a coragem por saberes que os clientes do costume viriam à tua loja apresentar reclamação, furibundos, chamando-te traidor e apelando às vigílias. Obrigado mestre André por este alto momento de comédia e ironia, aprendeste com os melhores, porque foi preciso alguém de sangue azul pagar na mesma moeda a quem inventou a arte de desviar jogadores e treinadores praticamente assegurados noutros clubes utilizando o cinismo e o poder do dinheiro.

Baía de sinceridade

 

 

As palavras de Vítor Baía, criticando o clube do seu coração por fechar-se ao exterior e não o ter homenageado - como os mais de 400 jogos pelo FC Porto e o seu palmarés invejável assim o exigiam - revelam que mais do que um portista está ali um desportista. O prefixo faz toda a diferença: por mais lavagens cerebrais que se façam em determinados clubes, por mais que se atice os sócios e adeptos, por mais que se renegue o passado e a deontologia profissional por um miserável prato de lentilhas, a opinião livre e certeira é mais poderosa do que discursos encomendados e outros tantos ao melhor estilo talibã.

Mimados e beneficiados

 

Costuma dizer-se que não se deve cuspir para o ar sob pena de nos sujarmos. Vem isto a propósito das declarações de André Villas Boas, técnico do FC Porto, ironizando com o facto do SL Benfica ter sido escandalosamente prejudicado pela arbitragem em Guimarães. Que se repetisse o jogo, disse ele, de forma jocosa. Não é que, passadas algumas semanas, provou do mesmo remédio, no mesmo local, com a particularidade de ter fantasiado com uma penalidade que ninguém viu, nem mesmo o seu fiel jornal diário desportivo. Um tremenda falta de fair-play, frequente naquelas paragens, pouco habitual nos de sangue azul, que nem a sua recente retratação desculpa. Se a sua intenção era imitar Mourinho, faltou-lhe classe, se o seu esforço é seguir as pisadas de Robson, faltou-lhe humildade. Sem necessidade, a sua equipa continua a praticar excelente futebol.

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