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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

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"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Névoa na justiça

 

O empresário de Oliveira de Azeméis que detém "O Primeiro de Janeiro" continua a passear-se impunemente pelo mundo da comunicação social e da justiça. Tem por hábito despedir jornalistas de uma forma ilegal ao mesmo ritmo das inúmeras empresas que cria. Rodeando-se de "testas de ferro", de directores e administradores de jornais com espinha dorsal acentuadamente curvada,  tem por hábito esquecer-se dos salários dos seus funcionários e redacções. No entanto, foi agora acusado pelo Tribunal de Gondomar por fuga ao fisco. Como não bastasse em ser o coveiro de algumas empresas, no qual o Jornal "Motor" é o último alvo, ainda se advoga em ser o principal credor da falência das mesmas. Temo porém que a névoa que paira sobre a justiça portuguesa - certamente devido ao  vulcão islandês - vá sepultar debaixo das cinzas a pouca credibilidade que já resta dela.

Desmoronamento da montanha

O cerco ao proprietário do jornal "O Primeiro de Janeiro" está a apertar-se. além da contestação aos polémicos despedimentos no matutino portuense, do cancelamento do estatuto de pessoa colectiva de utilidade pública e da perda de credencial de cooperativa do grupo Folha Cultural, Eduardo Costa enfrenta, agora, acções inspectivas do fisco às suas empresas e a título individual. A Direcção de Finanças de Aveiro confirmou oficialmente à VISÃO ter efectuado, entre Abril e Maio últimos, uma inspecção às instalações do grupo empresarial, em Oliveira de Azeméis. Naquele período, foram recolhidos dados contabilísticos em suporte digital relativos aos anos de 2004, 2005 e 2006. Os relatórios estão concluídos e as Finanças já comunicaram a Eduardo Costa as diversas irregularidades e dívidas em causa, cujo montante, contudo, não foi possível apurar. Mas, na sequência dessa acção inspectiva, as Finanças abriram, igualmente, uma investigação fiscal ao próprio empresário oliveirense, que, segundo a mesma fonte oficial, ainda decorre. O primeiro sinal de alerta no grupo foi dado em Novembro passado, quando a Inspecção de Finanças entrou nas instalações da Sedico, a empresa que geria o jornal. A resistência do director comercial e de publicações a facilitar o acesso aos inspectores obrigou mesmo a uma intervenção policial. Enquanto decorriam estas acções fiscalizadoras, o Governo de José Sócrates anunciou a atribuição de mais de um milhão de euros de incentivos a três empresas de Eduardo Costa. As verbas, essencialmente comunitárias, são distribuídas no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
 
N.B.: 5 milhões de euros, é quanto Eduardo Costa quer para ceder o título "O Primeiro de Janeiro"!
 
 
Miguel Carvalho, VISÃO, 4 de Setembro de 2008

Pesadelo interminável

Os trabalhadores de "O Primeiro de Janeiro", despedidos no passado dia 30 de Julho, continuam sem receber os salários em atraso e o subsídio de férias prometido pela então directora, Nassalete Miranda, antes da dissolução daquele órgão.

Em causa estão parte dos salários do mês de Junho, o mês de Julho e o subsídio de férias, o que significa que alguns jornalistas dos quadros, com salários mais elevados, estão há três meses com apenas um ordenado mínimo.

Em comunicado enviado às redacções, os jornalistas "despedidos ilegalmente", como assinam o documento, explicam que "o último depósito feito pela administração do [jornal] centenário nas contas bancárias dos 34 jornalistas e dos três funcionários administrativos foi feito no dia 24 de Julho, quando passava já quase um mês sobre a data prevista.

No mesmo comunicado pode-se ler que, pelo menos três colaboradores do jornal, que não tinham contrato de trabalho e foram despedidos por essa altura, continuam sem receber os honorários pelo trabalho realizado nesse mês".

"Há 32 dias sem pôr a vista em dinheiro, e tendo de fazer face às despesas do quotidiano, os 34 jornalistas e os três administrativos estranham a ausência de medidas por parte das instâncias competentes, e lamentam que o caso - de índole criminosa, praticado por um empresário ligado a diversas fraudes e há poucos meses condenado por ter enganado o Estado - comece a cair no esquecimento das autoridades e da opinião pública", refere o documento.

Em declarações à Lusa, Carla Teixeira, uma das jornalistas despedidas do "Janeiro", contou que o sentimento da antiga redacção do diário matutino "é de frustração por saber que nos devem e que estamos a passar dificuldades porque alguém se está a furtar a cumprir com as suas obrigações e porque o Eduardo Costa não está, com certeza, a passar dificuldades".

Em tom de desabafo, Filinto Melo, jornalista despedido de "O Primeiro de Janeiro", escreve no blogue dedicado àquele diário estar "há setenta e quatro dias sem ingerir um salário por inteiro". "Para além, disso, companheiros, há já trinta e nove dias que não toco mesmo em pinga de dinheiro colocado na minha conta", lamenta.

O jornal "O Primeiro de Janeiro" suspendeu a sua publicação no passado dia 1 de Agosto, após o despedimento colectivo de toda a redacção (34 jornalistas e três administrativos), regressando às bancas no dia 4 de Agosto pela mão de Rui Alas, ex-director do suplemento desportivo daquele órgão, e quatro jornalistas do mesmo suplemento.

A anterior directora do jornal, Nassalete Miranda, tinha anunciado no dia 31 de Julho que "O Primeiro de Janeiro" cessaria a sua publicação durante o mês de Agosto "para modernização em termos gráficos e de conteúdo".

Durante vários dias os trabalhadores despedidos colectivamente reuniram-se frente à antiga redacção do "Janeiro", na rua Coelho Neto, para manifestar o seu descontentamento, recebendo a visita e o apoio de vários partidos políticos.

Recorde-se que gestor do diário "O Primeiro de Janeiro", Eduardo Costa, foi julgado em Abril de 2003, em Oliveira de Azeméis por forjar uma publicação e burlar o Estado com o porte-pago.

Em Março de 2008 parte do julgamento foi repetida, condenando Eduardo Costa a uma pena de prisão de dois anos e seis meses, suspensa por um ano, por fraude na obtenção indevida de subsídios por parte do Estado, através do jornal "Recortes da Província".

 

Jornal de Noticias

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