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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Inferno de Outubro

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Quatro meses após os catastróficos incêndios de Pedrógão Grande pensou-se que o inferno não ousaria voltar, puro engano, o mesmo regressou em Outubro e espalhou-se pelo norte e centro do país. Por muito que se goste deste Governo, algo está a falhar quando são as populações que se transformam em Protecção Civil, abandonadas e enfrentando os fogos. Num país que só se preocupa com Lisboa e Porto, que atrasa a sua Reforma Florestal, que refloresta terrenos com eucaliptos visando o lucro comercial, está sujeito a entrar em combustão e a sumir do mapa. Fala-se de quem ganha com os fogos: madeireiros, imobiliárias, reservas de caça associativa, de empresas privadas contratadas para combater incêndios, mas como diz o outro no sketche, "falam, falam, falam, e eu não vejo ninguém a fazer nada"!

Ida ao pote

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Sempre defendi uma aproximação dos cidadãos ao sistema político mas quando há demasiado interesse em ir ao pote ou quando existe falta de credibilidade nos candidatos a gente estranha. Em Castanheira de Pêra, a cantora Ágata faz parte de uma lista independente à Câmara. Parece que já estou a ver o slogan da campanha: "Podes ficar com as jóias, o carro e a casa mas não fico sem tacho político". No Porto, um ex-participante de um "reality show" com o segredo "Tive um bar de alterne", também concorre à Câmara. Já vislumbro o cartaz: "Alterne de partido comigo". Numa freguesia do mesmo distrito, um ex-ciclista que esteve envolvido em histórias de doping escala uma junta. Eu sugiro-lhe um bom outdoor: "O partido vitamínico" ou "Comigo pedalemos com motor"!  

Chico, o agricultor

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O Chico era jornalista mas nos últimos quatro anos até foi agricultor, dedicando-se a plantar melões para consumo próprio e dos amigos. De repente lá conseguiu realizar o seu maior sonho, ser director de comunicação do clube de futebol lá da terra. Quis logo ajustar contas com um glorioso rival e começou a cultivar ódio e ressentimento. Saudoso do tempo onde crescia fruta de qualidade e qualquer nabo medrava no terreno, hoje o Chico está falido e só tem uma pequena horta comunitária cheia de ervas daninhas, olhando com inveja para os campos alheios repletos de papoilas vermelhas. Culpando os árbitros, o Chico aliou-se a outro lavrador com esperança de ambos ganharem alguma coisa, mas apenas vai vencendo no ciclismo, na maledicência, na intimidação de sachola, na brejeirice e na pirataria informática.

Despovoamento e desertificação

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Existem estudos que prevêem que, em 2040, mais de 80% da população portuguesa estará concentrada no litoral. Um despovoamento do interior verdadeiramente assustador  agravado pelo encerramento de serviços públicos e que nem os incentivos fiscais de fixação da população e de empresas vieram resolver. Estas assimetrias são intoleráveis, mas mais insultuoso é assistir à guerrilha entre Lisboa e o Porto sobre quem tem direito a melhores aeroportos, transportes públicos, eventos desportivos, oferta cultural e fundos comunitários. Para estes centralistas e regionalistas de ocasião, esta gente egoísta que só olha para o seu umbigo, umas férias forçadas no interior envelhecido sem acesso aos quatro canais de televisão em sinal aberto, era meio caminho andado para repensarem o conceito de desertificação.  

A culpa é do Benfica

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As duas vitórias consecutivas do Benfica, em Guimarães, em competições distintas e com duas equipas diferentes, dão razão aqueles que apelidam o clube lisboeta de "monstro"...de qualidade. A culpa realmente é do Benfica, da categoria do seu plantel e do seu treinador, não é da suposta ajuda dos árbitros como alguns tentam em menorizar as vitórias da equipa da Luz. Enquanto uns falam de "vouchers" e incendeiam a arbitragem, enquanto outros desenham em telas como se fossem mestres e falam em "polvo", talvez da "fruta" que enjoaram no passado, o Benfica vai percorrendo o seu caminho de vitórias à custa da união e da sua organização.     

Pai herói

 

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Mário Soares combateu sempre ao lado dos bons, contra uma ditadura salazarista e contra uma possível ditadura militar ou de esquerda. É aquela figura paternal que sabia que não podíamos continuar orgulhosamente sós, o progenitor da adesão à União Europeia, o pai herói que nos educou de forma a vermos que o bem mais precioso que existe é a liberdade. Um protector para aqueles que pensam diferente de nós, um criador dos alicerces desta democracia, tolerante com os adversários e com o ressentimento dos retornados das ex-colónias. Tenho a certeza que, se regressasse novamente a Santa Apolónia no "comboio da liberdade" faria tudo da mesma maneira.

O roto e o nu

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O roto, que em tempos dizia que "só os burros é que falam da arbitragem", insurge-se agora contra os árbitros e as nomeações usando a gasta táctica da vitimação e intimidação. O nu, que ao fim de duas jornadas da Liga rejubilava com os "ventos de mudança", agora também se junta às choradeiras diárias. O roto e o nu são almas gémeas em falência técnica que odeiam o vermelho e se copiam. Disfarçam as suas incompetências desportivas à custa dos árbitros pois investiram tantos milhões para receber tostões. O roto e o nu têm voz na imprensa incendiária, no populismo desportivo grunho, sendo caso para perguntar a toda a esta gente: porque não se vestem com moralidade e bom senso?

O último Natal

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A ironia de morrer no dia 25 de Dezembro, quando uma das suas canções mais famosas era sobre a época natalícia, tocando nas rádios ano após ano. Pode ter sido o último Natal de George Michael (Last Christmas), mas perdurarão eternamente as boas memórias dos maravilhosos anos 80, de despreocupações, da moda da ganga rasgada e do brinco em forma de cruz, na orelha. Nos anos 90 reinventou-se mas manteve a qualidade da sua composição musical, décadas de bandas sonoras de muitas vidas produzidas por um dos maiores músicos da pop do século XX.

Um clube diferente

 

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É um clube diferente, com um presidente assalariado e uma equipa técnica paga a peso de ouro. A três meses das eleições para a presidência, os sócios estão anestesiados com vapor e não reagem perante tantos acontecimentos que envergonha o clube. O outrora grande Sporting é gerido por populistas que inflacionam o número de títulos, que copiam o que os outros fazem e têm uma obsessão doentia pelo vermelho. Continuam a jogar à roleta russa, prometendo mundos e fundos, e elas depois "Doyen" que se farta, à espera do afundanço total, na tabela e nas finanças do clube.   

Soares é fixe!

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Bastou Mário Soares cair numa cama de um hospital para logo se soltar uma série de comentários odiosos. Soares sempre foi assim, uma pedra solta na engrenagem dos interesses pessoais de muita gente conotada com a direita. Não lhe perdoam o combate ao Estado Novo e o facto de ter voltado as costas aos comunistas e à extrema-esquerda, em 25 de Novembro de 1975. E reconhecendo que a inevitável descolonização ultramarina poderia ter sido feita de outra maneira, Soares é fixe, permite que qualquer ressabiado o calunie, debaixo da liberdade e da democracia que ele ajudou a construir e que pagou com a prisão e deportação. 

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