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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Despojos da revolução

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100 anos depois, a revolução marxista russa continua ser festejada por muita gente. Dá um certo ar romântico "lutar pelo proletariado", evitar "a exploração do homem pelo homem", berrar por uma sociedade igualitária, mas quando se espreme a história do comunismo resta uma ditadura totalitária sobre o povo, uma exploração dos ditadores sobre o homem e uma repressão sobre os direitos cívicos e individuais das pessoas. Nem vou falar nos milhões que pagaram com a própria vida tamanha tirania, é sim altura de homenagear historicamente aqueles que acham que o melhor regime político é a liberdade: os heróis da Praça de Tiananmen, os corajosos que saltaram e retalharam o Muro de Berlim, os audazes prisioneiros políticos chineses, cubanos e venezuelanos, e personagens valentes como Lech Walesa e Vaclav Havel.  

Incendiários

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Continuam os incêndios fora de época, pirómanos que gostam de ver  arder o país noutras áreas. No futebol, Bruno de Carvalho gaba-se da sua educação e disponibiliza-se a dar algumas cadeiras de ética aos dirigentes desportivos - lembrei-me logo dum incendiário a dar aulas a um bombeiro! Na política, Assunção Cristas aproveita-se dos fogos para chamuscar o Governo, esquecendo-se que foi ela, enquanto ministra da Agricultura, em 2013, responsável por uma política que facilitou a plantação de eucaliptos em Portugal. Por fim, na justiça, um juiz, invocando a Bíblia, atribuiu somente a pena suspensa para um sádico que agrediu violentamente a mulher com uma moca de pregos, porque a sociedade vê com alguma compreensão a violência exercida pelo homem traído. Debalde, pôs a opinião pública em labaredas, calcinou a justiça portuguesa e candidatou-se a um lugar num tribunal fundamentalista islâmico!

O Triunfo dos Porcos

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Adoro animais e já fiz muitas loucuras por eles mas não posso concordar com a nova lei da entrada de animais de estimação em restaurantes. Isto ultrapassa o bom senso e já parece a fábula de Orwell, "O Triunfo dos Porcos", quando os animais passam a tomar decisões em detrimento dos humanos e onde o "animalismo" triunfa sobre uma uma sociedade de modas, pois quem não concordar e "ande sobre duas pernas é o inimigo". Quanto ao PAN, partido que lançou esta proposta, devia preocupar-se com o bem-estar dos animais que foram afectados pelos incêndios de Junho e Outubro, os feridos e perdidos, ou fazer alguma coisa para garantir a alimentação adequada aos que sobreviveram já que as pastagens foram consumidas pelo fogo, pois estão a dar a impressão que "todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros..."

Catalunha para totós

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Vou tentar explicar a situação da Catalunha numa espécie de manual para totós. Imaginemos a ilha da Madeira, que goza de uma autonomia política, administrativa e financeira, a querer ser independente de Portugal, só porque meia dúzia de jardinistas lembrou-se de fazer um referendo ilegal onde apenas pouco mais de 40% do eleitorado votou. Queixam-se da "ditadura de Lisboa", dos "cubanos do continente", de andarem a subsidiar os pobres de outras regiões, apesar de terem uma dívida pública gigantesca. Não basta ter uma bandeira nem uma cultura própria para berrar pela autodeterminação, pois existem dezenas de regiões europeias nessa mesma situação e não está em causa nenhuma opressão nem perseguição, não faz sentido apelar à liberdade e democracia quando são os próprios catalães a erguer fronteiras, a isolarem-se, pois há muito que o patriotismo orgulhoso deu lugar a um perigoso nacionalismo. 

Inferno de Outubro

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Quatro meses após os catastróficos incêndios de Pedrógão Grande pensou-se que o inferno não ousaria voltar, puro engano, o mesmo regressou em Outubro e espalhou-se pelo norte e centro do país. Por muito que se goste deste Governo, algo está a falhar quando são as populações que se transformam em Protecção Civil, abandonadas e enfrentando os fogos. Num país que só se preocupa com Lisboa e Porto, que atrasa a sua Reforma Florestal, que refloresta terrenos com eucaliptos visando o lucro comercial, está sujeito a entrar em combustão e a sumir do mapa. Fala-se de quem ganha com os fogos: madeireiros, imobiliárias, reservas de caça associativa, de empresas privadas contratadas para combater incêndios, mas como diz o outro no sketche, "falam, falam, falam, e eu não vejo ninguém a fazer nada"!

Prioridades

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Olhei para a televisão de soslaio, dizia que a Câmara Municipal de Oleiros tinha investido largos milhares de euros, só não consegui ler aonde. Tinha a esperança que este dinheiro fosse aplicado na reabilitação do Pinhal Interior, zona tão fustigada pelos catastróficos incêndios do último verão, talvez um plano que fomentasse o desenvolvimento económico da área ou uma medida que menorizasse o sofrimento de pessoas que perderam tudo. Qual não é o meu espanto quando acabo de ler a notícia completa, afinal as prioridades eram outras: a Câmara vai financiar obras de renovação do Estádio Municipal que habitualmente se encontra às moscas só para que uma associação local receba um clube grande numa eliminatória da Taça de Portugal em futebol!  

O legado de Passos Coelho

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Dá impressão que os eleitores quiseram dar uma vassourada no PSD nestas eleições autárquicas e os candidatos associados ideologicamente com o partido levaram por tabela. Já foi tarde, devia ter sido em 2015, por ocasião das Legislativas, mas mais vale tarde do que nunca - os portugueses afirmaram que não querem voltar aqueles anos de brutal austeridade porque afinal havia alternativa. O legado de Passos Coelho não é para esquecer, é um compêndio daquilo que não deve ser a social democracia pois manda-nos emigrar, sermos menos piegas, até porque "estar desempregado pode ser uma oportunidade". Nem de propósito: agora que não se recandidata à liderança do PSD, tem a oportunidade de ser um carácter solidário e pôr em prática a filosofia política que ensinou ao serviço da sua vida pessoal!

Um homem bom

Vou contar-vos uma estória extraordinária de um homem que queria ser médico mas tornou-se farmacêutico, alguém que dedicou a sua vida a ajudar os excluídos em detrimento da sua própria família e merecedor de ficar eternizado na galeria dos notáveis portugueses. João Almiro era assim, um anfitrião dos desfavorecidos, uma mão amiga que os recolhia dentro de sua casa. Visionário, criou o laboratório Labesfal, mas a sua maior riqueza era estudar para cuidar dos necessitados, pois de que vale ter muito dinheiro se existem pessoas infelizes à nossa volta? Uma fraternidade que envergonharia muitos credos religiosos, um homem bom injectado com amor, um farmacêutico que valorizou a classe e que afirmou, aos 90 anos, que recebeu mais daquelas almas perdidas do que deu!

Ida ao pote

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Sempre defendi uma aproximação dos cidadãos ao sistema político mas quando há demasiado interesse em ir ao pote ou quando existe falta de credibilidade nos candidatos a gente estranha. Em Castanheira de Pêra, a cantora Ágata faz parte de uma lista independente à Câmara. Parece que já estou a ver o slogan da campanha: "Podes ficar com as jóias, o carro e a casa mas não fico sem tacho político". No Porto, um ex-participante de um "reality show" com o segredo "Tive um bar de alterne", também concorre à Câmara. Já vislumbro o cartaz: "Alterne de partido comigo". Numa freguesia do mesmo distrito, um ex-ciclista que esteve envolvido em histórias de doping escala uma junta. Eu sugiro-lhe um bom outdoor: "O partido vitamínico" ou "Comigo pedalemos com motor"!  

Puritanos da bola

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Já começa a ser enjoativo a conversa dos juristas de ocasião sobre a legalização de claques de futebol. Se querem cumprir a Lei esta tem de servir a todos, sem excepção, e poderíamos começar pela apresentação do registo criminal de cada membro. Duvido que sobrasse muitos "legais", daqueles que relatam orgulhosamente em livro as suas façanhas criminais de líderes. Quanto aos clubes, não só fosse severamente punido aquele dá apoio a uma associação "ilegal", mas também aqueles "legais" que incitam ao ódio através de cânticos, à violência, ao racismo e à exibição de tarjas ofensivas. Basta que todos os clubes comam pela medida grande que acabará o ruído hipócrita promovido pelos puritanos diários da bola.

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