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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Glória ao vencedor, honra aos vencidos

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Acabada a época futebolística em Portugal é hora de glorificar o vencedor e honrar os vencidos. Convém também recordar que  não há memória dum vencedor ter sido tão vilipendiado pelos dois principais rivais chegando ao ponto de estes terem consumado uma aliança. Valeu tudo, primeiro foi a insinuação dos vouchers, como se a UEFA não reconhecesse que as lembranças de cortesia a árbitros são normais, depois a "cartilha", como se os comentadores e adeptos do Benfica fossem os únicos a receber informação do seu clube. Das violação de emails, das inúmeras lesões musculares que afectaram o plantel até ao ataque às claques ilegais do clube, como se as "legais" fossem sinónimo de urbanidade, surge o último estertor - o vídeoárbitro - o instrumento milagroso que iria restituir troféus a dragões e leões ironicamente proporciona o último título da época ao Benfica!     

Habemus tetra

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Nunca a expressão dos três "F´s" fez tanto sentido como no Sábado passado. A visita do Papa, a vitória de Portugal no festival da Eurovisão e o tetracampeonato do Benfica mexeram com as crenças e a auto estima dos portugueses. Uns saltaram por Jonas, uns rezaram por Francisco e outros berraram por Salvador. Que me perdoe o cantor mas eu não posso amar pelos últimos dois. Que me perdoe o Papa mas as minhas preces foram somente para a canonização do Jonas, a minha fé só dava para o "tetra e seis". Peço apenas uma última aparição, um milagre para todos os "cegos" enxerguem que o Benfica afinal é um justo vencedor desta Liga e é imune às queixinhas, à inveja e ao despeito.

Baralhar e voltar a dar

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Durou algum tempo esta espécie de gerigonça política que esteve no executivo da Câmara do Porto, mas quando um casamento entre a esquerda interesseira e a direita "independente" nasce torto, só pode acabar em divórcio. Imagine-se, Manuel Pizarro a candidatar-se em cima do joelho contra um colega de vereação, a combater na rua quem lhe deu pelouros e partidarite amiga. Mas quando pensava que a cisão entre estes dois políticos era insanável, Rui Moreira volta a baralhar e a dar dizendo que não fecha a porta a uma nova aliança, como em 2013, caso a "geografia eleitoral" o justifique, num espectáculo digno dos melhores contorcionistas da história política que apenas tiveram um amuo!

Não te afundes com a baleia

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No meu tempo, o jogo da baleia azul era judiar a gorduchinha da sala de aula que se vestia daquela cor. Palavras como o suicídio juvenil e auto mutilação soavam estranho, pois tínhamos o MacGyver que nos desenrascava de qualquer missão, o Crockett e o Tubbs que nos impediam de ter algum vício tóxico e a esquadra de Hill Street para nos proteger de qualquer experimentação. Os pais reuniam a família para verem o humor anti-depressivo do Herman e participavam na construção da nossa identidade. Havia música inspiradora, o ioiô, havia Allo Allo, o estabilizador do humor, dois adoráveis ET´s que vieram elevar a auto-estima de todos, e, imagine-se, até um Barco do Amor. Apesar dos problemas próprios da adolescência, do maldito acne, dos conflitos com gerações mais velhas, elas queriam ser o Modelo, eles o Detective, que nos dava jeito no mundo actual onde o lixo se propaga online, nas redes sociais, na televisão e ataca jovens fragilizados.    

Hooligans à portuguesa

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Alguém disse que o futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes das nossas vidas. Infelizmente pouca gente percebe isso, de modo que aconselhava todos os que não percebem a fazerem uma espécie de período de nojo e  reflectirem sobre o que estão a fazer não só ao futebol mas ao desporto em geral. Para esses gabinetes de comunicação que são autênticas madraças de fundamentalismo desportivo, para os presidentes de clubes que denigrem a imagem da sua própria sociedade desportiva, para os profissionais de comunicação social que não despem a camisola, para os chefes de família que vêm descarregar as suas frustrações nas redes sociais, para os desocupados que andam a ameaçar árbitros e para os comentadores televisivos que não são mais do que instigadores de ódio, mudem a vossa conduta ou serão tratados como hooligans à portuguesa e aí as autoridades nacionais terão que chamar as britânicas, habituadas a tratar do holiganismo e a arruaça virtual.

Pimbalhada à moda da Madeira

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Séculos depois da cristianização regressa uma doutrina homónima na Madeira e que rapidamente alastra ao continente. A suposto da "promoção turística" da ilha, como se a Madeira não fosse reconhecida desde há muitos anos como destino de excelência, surgem inúmeros fiéis convertidos à "ronaldomania" que não admitem o quão ridículo é rebaptizar o Aeroporto da Madeira com o nome do futebolista. Compreendo que em ano de eleições autárquicas isso traga alguns votos, mas será que dentro da magnífica história do país não haveria um nome mais indicado do que esta "pimbalhada" política e populista?  

Macacadas legalizadas

 

Só neste país se permite criar uma claque de futebol com o pretenso fim de apoiar a Selecção, com o alto patrocínio da Federação Portuguesa de Futebol. Eu sei que a FPF tem uma responsabilidade social, mas contratar cadastrados, desocupados e comilões de subsídios para irem ao estádio do anfitrião, escoltados pela polícia, insultar o clube e os adeptos que os acolhem em casa, é imperdoável. Se querem casa própria vão para a novíssima Cidade do Futebol, no Jamor, praticar as macacadas habituais de quem enche o peito e se diz "legalizado".  

Bardamerda, disse ele

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"Acordem e estremeçam", disse o presidente do Sporting na sua arrogância característica, depois de ser empossado para um segundo mandato. Confesso que depois do brilhante pecúlio de uma Taça de Portugal e uma Supertaça em quatro anos, o discurso podia ser mais humilde, apaziguador, cortando com o passado conflituoso onde afrontou meio mundo, mas "bardamerda para todos aqueles que não são do Sporting"!  Realmente o país ficou em sentido, já tínhamos visto um elemento de claque chegar a presidente do clube, nunca tínhamos visto um assalariado do clube transformar-se em chefe de claque com oratória de latrina.

Despovoamento e desertificação

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Existem estudos que prevêem que, em 2040, mais de 80% da população portuguesa estará concentrada no litoral. Um despovoamento do interior verdadeiramente assustador  agravado pelo encerramento de serviços públicos e que nem os incentivos fiscais de fixação da população e de empresas vieram resolver. Estas assimetrias são intoleráveis, mas mais insultuoso é assistir à guerrilha entre Lisboa e o Porto sobre quem tem direito a melhores aeroportos, transportes públicos, eventos desportivos, oferta cultural e fundos comunitários. Para estes centralistas e regionalistas de ocasião, esta gente egoísta que só olha para o seu umbigo, umas férias forçadas no interior envelhecido sem acesso aos quatro canais de televisão em sinal aberto, era meio caminho andado para repensarem o conceito de desertificação.  

Quintas-feiras chatas

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As quintas-feiras são chatas, trazem a acumulação de dias de trabalho e lembra que o fim de semana ainda está longe. Talvez por isso, Cavaco Silva decidiu animar o período e lançar o livro "Quinta-feira e outros dias". Trata-se de uma suposta "prestação de contas aos portugueses" pela forma como exerceu o cargo de Presidente da República, sendo muito mais do que conversas semanais com o primeiro-ministro da altura, José Sócrates. É um lamentável manifesto social-democrata já que a o seu partido não consegue fazer oposição credível ao governo, é um ressentido discurso anti-esquerda, próprio de quem nunca conseguiu despir a camisola laranja. É pena que nesta espécie de lavandaria de roupa suja que abriu em Belém, o homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas, à excepção do BES, não nos tenha esclarecido sobre as supostas escutas do PS à sua presidência. E se a sua pensão não vai dar para pagar as despesas, ao menos que este livro o ajude! 

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