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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

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"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Comunicado oficial dos jornalistas despedidos do Janeiro

 

 

1 Mais de um mês volvido sobre o despedimento ilegal de 32 jornalistas de O Primeiro de Janeiro e mais alguns funcionários, a Administração do jornal ainda não pagou os salários em atraso aos trabalhadores, designadamente o remanescente do mês de Junho e o mês de Julho completo, conforme havia sido prometido por duas pessoas que actuaram como porta-vozes da administração.

 


 

2 Durante o dia de hoje, foi feita mais uma tentativa de diálogo com a Administração. Um grupo de jornalistas – acompanhado por funcionários despedidos de outros sectores de O Primeiro de Janeiro – deslocou-se às instalações da empresa, na Rua de Santa Catarina, mas a resposta que obteve foi de novo um adiamento do prazo para o pagamento das remunerações em falta. Refira-se que no dia em que foi anunciada a suspensão de O Primeiro de Janeiro, a então directora do jornal, Nassalete Miranda, garantiu aos jornalistas em plena redacção, e em nome da Administração, o pagamento das verbas em atraso.


 

3 A verdade é que as semanas passam e do dinheiro devido aos jornalistas e restantes funcionários do Janeiro nem sinal. Esta situação tem originado diversos problemas financeiros, pessoais e até emocionais junto das pessoas afectadas, apanhadas num processo kafkiano em pleno mês de Agosto, e sem uma única palavra por parte da administração, absolutamente insensível aos que durante anos colaboraram seriamente para que o porta-estandarte do grupo – o jornal "O Primeiro de Janeiro" – fosse uma referência.

 


 

4 Referência que tem vindo a ser posta em causa com o jornal que mantém o mesmo título e tem saído para as bancas desde 4 de Agosto. E que é feito por jornalistas que continuam a receber os seus salários com semanas de atraso (até ao momento ainda não receberam o mês de Agosto).

 


 

5 Uma vez mais, os jornalistas ilegalmente despedidos de O Primeiro de Janeiro e os restantes funcionários que se encontram na mesma situação apelam a todas as forças da cidade do Porto no sentido de questionarem as autoridades sobre uma situação altamente lesiva dos direitos dos trabalhadores, e da própria liberdade de imprensa, e inadmissível num Estado de Direito.

 

6 Neste sentido, os funcionários ilegalmente despedidos gostariam de agradecer a todos os que se mostraram solidários e assim defenderam os princípios da Lei, nomeadamente o cumprimento do Código de Trabalho.

Os jornalistas despedidos de O Primeiro de Janeiro

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