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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Só por masoquismo

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Perante as sondagens que colocam este desgoverno pronto a exercer mais quatro anos, recuso-me a aceitar que estes inquiridos representem a população portuguesa. Estes estudos são um insulto a quase meio milhão de pessoas que foram obrigadas a emigrar, aos quase 30% da população em risco de pobreza ou exclusão social, e aos quase 600 mil desempregados, metade desses sem receberem subsidio de desemprego ou rendimento social de inserção. Só se for por masoquismo que se consiga votar em alguém que nos chama "mansos" e "piegas", em gente "irrevogável" que tentou exterminar o Tribunal Constitucional, que se gaba de ter os "cofres cheios" e de "ir para além do memorando", que aumentou a dívida pública, que esmagou a função pública e cortou pensões, no país europeu onde os impostos sobre os rendimentos do trabalho mais subiram. 

Vidas asfixiadas

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É tão conveniente apontarmos uma personagem como José Sócrates para descarregar as nossas frustrações pessoais e políticas. Dizem os justiceiros de taberna que "por ter estado preso é porque roubou", mas deve haver algum equívoco: o único primeiro-ministro que me confiscou metade do subsídio de Natal, através de uma sobretaxa no IRS, em 2011, ainda está em funções. O mesmo se queixam os trabalhadores do Estado e pensionistas que ficaram sem os dois subsídios, em 2012. Já nem falo na redução do meu salário devido ao aumento das contribuições para a Segurança Social, a redução dos dias de férias e a eliminação de feriados. Entre cortes no subsídio de desemprego e de doença, presenciei o aumento das taxas moderadoras, do preço dos transportes, do IVA da electricidade, do gás, de bens e serviços, e do maldito IMI que torna a vida dos cidadãos ainda mais asfixiada. Só sei que Sócrates nunca me chamaria piegas, nunca me mandaria emigrar, nunca diria que "estar desempregado pode ser uma oportunidade", jamais chegaria à brilhante conclusão que "Portugal só sai da crise empobrecendo"!

País virtual

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A marcação de jogos dos "três grandes" da Liga de Futebol para 4 de Outubro, dia das eleições legislativas, mostra bem a importância e a consideração que alguns dão à política. Vivemos num país virtual, mais atentos às coisas da bola, aos jogos da Santa Casa, a ligar para os concursos que têm chamadas de valor acrescentado, a comentar a vida dos outros e às novas novelas debitadas pelas televisões. O país real, aquele que devia definir através do voto novas perspectivas sobre a nossa vida, é secundarizado, e é mais fácil escondermo-nos atrás de uma cadeira de um estádio, deixando que os outros tomem decisões por nós.

O novo ditador

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Nasceu um novo ditador na Hungria, alguém disfarçado de Primeiro Ministro que usa um perigoso discurso nacionalista. Depois de pedir o debate sobre o regresso da pena de morte, depois de ilegalizar os sem abrigo e promover uma série de alterações constitucionais no seu país, agora ergue muros e constrói barreiras de arme farpado para travar os migrantes, lembrando os piores tempos da história da Europa. Não são aqueles desesperados à procura de sobreviver que ameaçam a Europa, são estes conservadores pouco solidários que conspurcam o projecto europeu, é esta gente egoísta  que bate no peito pelo cristianismo mas que durante a sua vida não praticou um único acto humanista próprio da religião. 

O poder das armas

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Critica-se muito, e com razão, o direito constitucional de todos os cidadãos dos EUA poderem possuir uma arma, mas acho que era hora de também olharmos para dentro do nosso país e reflectirmos sobre as recentes notícias de mortes e assassinatos com armas de fogo.  A nova Lei das Armas deveria ser clara: impedir o acesso do cidadão ao uso e porte de arma, exceptuando razões profissionais. É assustador pensar no número de armas ilegais que foram voluntariamente entregues em 2006 e as outras que têm circulado até aos nossos dias na mesma situação. Não chega ter uma licença, ter aptidões psíquicas, ser idóneo, ter um registo criminal limpo, é necessário combater o lóbi dos armeiros, esvaziar o poder das associações e federações de caça.

 

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