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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

A valsa dos condenados

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Foi com a tentativa de dar significado à coisa, escolhendo a data de 25 de Abril, que PSD e CDS-PP anunciaram concorrer coligados às eleições legislativas, pois "nunca antes houve uma coligação com tanta estabilidade". A estabilidade tem sido semelhante à do Titanic quando colidiu com um icebergue, ou já se esqueceram das demissões de Vítor Gaspar, de Miguel Relvas, de Miguel Macedo e da "decisão irrevogável" de Paulo Portas que rasgou o casco e soltou rebites. No convés, os músicos vão tocando a mesma valsa há quatro anos para os condenados de terceira classe que sabem que se vão afundar com o navio, e para os outros passageiros que, mercê da amizade com a tripulação, do seu poder e estatuto social, já reservaram os últimos salva-vidas.

Eles espremem tudo

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Podia ser um argumento de um drama erótico do género "9 semanas e meia", mas não, tratou-se de um episódio da vida real onde duas enfermeiras foram obrigadas a espremer o leite das mamas em frente a médicos de saúde ocupacional, fazendo prova da evidência de leite, para assim permitir a dispensa do trabalho a mães que amamentam bebés a partir dos 12 meses de vida. Por instantes, esses médicos e administradores hospitalares fizeram-me lembrar o estilo inquisitório e invasivo dos agentes da PIDE. Sei como se sentem essas mulheres, para eu fazer prova de que recebo um salário também sou espremido com impostos até ficar seco, o pior é que, como o leite, nós também vamos azedando com este tipo de gente.

Crentes

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Como diz o provérbio, "na primeira todos caem, na segunda, cai quem quer". Por isso, não percebo o esforço dos crentes em dizerem que o país está melhor. Ainda recentemente um canal televisivo apresentou uma reportagem sobre hospitais públicos, nomeadamente nas urgências, relatando uma situação de caos, digna de um país de terceiro mundo que tem um ministério da saúde que abdicou de investir no sector. Depois, descobre-se que a propagandeada criação de emprego feita por um Ministro da Solidariedade e Segurança Social - cujo feito relevante foi ter-se deslocado numa Vespa -, é afinal o resultado de estágios subsidiados e mal pagos. E entre aumentos da dívida pública, de repressão fiscal sobre o trabalho, de mentecaptos que penhoram bens alimentares a associações e bolos a restaurantes, dum Programa de Estabilidade do Governo que prevê reduzir o valor das despesas com pensões em cerca de 600 milhões de euros, ainda temos que levar com estes especialistas, com crentes políticos, que nos apontam o caminho para mais quatro anos de austeridade. Voltando ao provérbio, "à terceira, só cai, quem é tolo "!

Mentiroso compulsivo

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O vice-presidente da Associação de Integridade e Transparência, Paulo Morais, decidiu ser candidato às Presidenciais do próximo ano para "combater a corrupção e a mentira sistemática da política portuguesa", aqueles políticos que tudo prometeram mas quando são eleitos não cumprem nada, logo, deviam ser imediatamente demitidos pelo Presidente da República. Passos Coelho rapidamente olhou de soslaio porque se contabilizassem as promessas feitas por ele no período que antecedeu a sua chegada ao Governo, batia o recorde mundial das demissões! Ficam as suas impressões digitais na "ida ao pote", as pegadas deixadas para a posteridade na comunicação social, no Twitter e no Facebook, de que era "um disparate acabar com o 13º mês", que "aumentar o IVA não tinha fundamento", que o PSD chumbou o PEC 4 porque a "austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento", de que "não se põe um país a pão e água", e a inesquecível interrogação de um compulsivo: "como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?" 

Cada tiro, cada melro!

 

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                                                                       Foto: Henrique Monteiro

Cavaco Silva criticou o "incómodo incompreensível daqueles que querem esconder as boas notícias que têm vindo a surgir em relação à economia portuguesa" e as  "intrigas  político-partidárias que não criam um único emprego." O homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas continua a nivelar o terreno laranja para as legislativas deste ano, o problema é que as recentes noticias de que o desemprego tem vindo a aumentar, pelo quarto mês consecutivo, fazem-no cair no país real. Também a Ministra dos "cofres cheios", "do país que consegui dar a volta", falou cedo demais, aquela exortação para os jovens se multiplicarem perdeu a lógica visto que a taxa de desemprego jovem também aumentou em Fevereiro. Lá diz o ditado, cada tiro, cada melro!

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