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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Vassourada

 

António Costa sempre tinha razão, o PS não precisa de estórias de cravos cortados, precisava sim de uma vassourada: nos "yes man" e na modorra em que se tinha transformado esta oposição de esquerda. A sua vitória esmagadora prova que não foi desleal, não foi egoísta, apenas não se contentou com uma pequena vitória nas Eleições Europeias e assumiu aquilo que muitos pensam mas têm medo de dizer: "os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades, existindo alternativa à austeridade". E admitindo que isso possa ser aproveitado num enganador slogan partidário com vista às Legislativas de 2015, a partir de agora o Governo não estará seguro debaixo de "fogo amigo",  estará condenado a ser desmascarado como o mais incompetente Governo de sempre.

Pontapés na gramática moral

 

Já vi Jorge Jesus irascível, gozando com os treinadores adversários ao mostrar-lhes os dedos de uma mão, dançando, e até o vi resgatar um adepto das garras da polícia, em Guimarães, mas nunca o vi meter um dedo no olho do treinador adversário, nunca o vi partir para o insulto pessoal dizendo que o seu colega de profissão tinha um neurónio nem nunca o vi romper camisolas de jogadores contrários. De modo que o recente ataque de José Mourinho a Jesus - que decidiu interpretar mal as palavras do técnico do Benfica -,  é baixo, desprezível, de alguém que dá calinadas em inglês e acusa outro de pontapear a gramática portuguesa, de alguém que apesar de ser bom naquilo que faz, é egocêntrico, incompatibiliza-se com colegas de profissão, futebolistas, directores, jornalistas e vive rodeado de uma legião de pedantes e bajuladores.

Perdoa-me

 

Este é o Governo do "perdoa-me", a fazer lembrar aquele programa televisivo dos anos 90 que promovia o entendimento entre pessoas desavindas. E se fica sempre bem pedir desculpa aos portuguesas, a harmonia entre os cidadãos e os governantes nunca será possível nesta relação de equívocos. Primeiro, Rui Machete, pedindo desculpa pelos processos judiciais que decorriam em Portugal contra empresários daquele país. Depois, Paula Teixeira da Cruz, assumindo responsabilidade política pela trapalhada do novo mapa judiciário. Por fim, Nuno Crato, pedindo desculpa aos professores devido ao erro na fórmula matemática utilizada nas listas de contratação de docentes. Agora só falta vir o primeiro-ministro pedir desculpa pelo massacre fiscal aos contribuintes, pensionistas e funcionários públicos, empobrecendo-os, simplesmente nós não queremos alegações de culpa, queremos que se demitam por incompetência!

Modos de vida

 

Depois de ter dito que "temos de empobrecer, de regressar ao que é mais básico", Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, volta a arrazoar no alto da sua castidade dizendo que existem "profissionais da pobreza em Portugal, que fazem da mendicidade um modo de vida". E então? É um discutível modo de vida, talvez censurável, mas não tão grave como aqueles profissionais do dinheiro, do "off shore" ao lóbi, aqueles banqueiros que usaram o dinheiro dos outros e arruinaram o BPN, BPP e o BES. E que dizer do profissional da política, aqueles que são ou foram deputados e simultaneamente gestores de empresas que têm negócios com o Estado, ou daqueles que com um simples mandato de cinco anos têm direito a uma pensão vitalícia? Modos de vida, no país do "salve-se quem puder".

Califado de idiotas

 

Existe um califado de idiotas que quer regressar ao século VII, ao retrocesso civilizacional. São muito corajosos: enterram pessoas vivas, assassinam mulheres, velhos e crianças, decapitam criaturas indefesas e de mãos amarradas atrás das costas. São seguidores do Islão fundamentalista, repressivo, racista, intolerante, anti-ocidental, e têm o apoio encapotado de outros idiotas, dos "pacifistas" do Keffiyeh - aquele lenço de origem árabe imortalizado por Arafat. Séculos depois de Pelágio e Fernando Magno terem expulso da Ibéria os antepassados deste califado de idiotas, lá terá a nação do costume, a única com coragem, de lhes ensinar os progressos do comportamento humano moderno.

A princesa Nonô

 

A Nonô deixou-nos, foi para um mundo rosa onde se encontram outras princesas, onde habitam fadas, elfos e unicórnios, aquele portal mágico que só as crianças têm o direito de entrar. A Leonor pode não ter vencido a "maldita doença", mas aos 5 anos mostrou a coragem que muitos nunca terão em vida, enfrentando o destino sempre com um maravilhoso sorriso e recebendo doses de incondicional amor familiar.

O bom rebelde

 

Era "O bom rebelde" apesar de ser demolidor nos palcos de "stand up comedy", não poupando ninguém. Robin Williams via a gargalhada como veículo de realização pessoal, uma terapia - no papel transformista em Mrs. Doubtfire (Papá para sempre) e do incansável animador de rádio em "Bom dia, Vietname". Mas aquilo que marca a minha geração, mais do que a sua candura paternal no papel de médico em "Patch Adams", é a personagem assombrosa do "Clube dos Poetas Mortos", ensinando a arte do livre pensamento, "pois a maioria dos homens vivem vidas de silencioso desespero" - citando Thoreau, mas também dissertando sobre Frost e Whitman de modo a "aproveitar o dia", pois a vida é curta.

 

 

 

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