Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

O crime compensa

 

Podia ser um argumento de um filme policial de Hollywood mas infelizmente passou-se em Portugal. O realizador, um juiz, decretou a sentença ao nosso herói, um militar da GNR, que desta vez, não teve um final feliz: condenado à pena suspensa de quatro anos e a indemnizar os "lesados " em 45 mil euros. Exigia-se um guião diferente, pois Hugo Ernano, escapando por pouco a um atropelamento, decidiu cumprir o seu dever e perseguir dois assaltantes: pai e o tio de uma criança que viria a morrer acidentalmente.  A negligência e a irresponsabilidade do pai que levou à morte da criança custou-lhe apenas dois anos e 10 meses de prisão efectiva. Esta história tem um epílogo: mais do que concluir de que o "crime compensa", faz reflectir os agentes de autoridade, questionando se vale a pena agir no cumprimento do dever ou assobiar para o lado, essa cobarde maneira de estar na vida tão característica de muitos.

Ricos e vaidosos

 

A Seleção nacional veio embora do Brasil para desespero das "ronaldetes" da nossa praça. Para aqueles que repararam no mau planeamento do Mundial, nos locais de estágio, nos convocados, num grupo envelhecido, com naturalizados por interesse, de vedetas com protuberâncias pilosas e de estranhos penteados, só podia dar nisto. Junte-se a isso uma Federação burguesa, acomodada, alimentada por ricos patrocinadores, uma comunicação social histérica e empresários de futebol interesseiros que minam o trabalho do treinador. Perguntem ao jogador vaidoso - pois um dia disseram-lhe que "era o melhor do mundo" e desde aí o seu ego inchou para o tamanho deste planeta -, a razão deste fracasso. 

Praga de despedimentos

 

Continua a praga de despedimentos colectivos de jornalistas em grupos de comunicação social. E se as administrações reconhecem que o processo é "doloroso", é por aí mesmo, por solidariedade, pelos topos da hierarquia, dos executivos, da gerência e das chefias, que poderia haver uma redução de custos nas empresas, diminuindo nestes salários e poupando nos quadros do pessoal. Para aqueles que privam com o Sr. Cunha, para os desfasados da realidade, para quem bate punho no peito dizendo que para manter o emprego basta ser "proactivo, dar o litro, superar-se e reinventar-se", espero eu que nunca chegue o dia em que ao entrarem na redacção, vejam no seu lugar um estudante, um estagiário ou um colaborador.  

Reacções vagais

 

O desmaio de Cavaco Silva nas cerimónias do Dia de Portugal é o retrato perfeito do país, à beira da derradeira síncope, numa espécie de Torre de Babel onde ninguém se entende. Cidadãos contra cidadãos - aqueles que livremente se podem manifestar e os outros que acham que uma manifestação tem dias apropriados. Militares amordaçados e ironicamente em sentido perante aqueles que lhes têm sonegado os rendimentos, o patriotismo saloio daqueles que insistem em aclamar os que estavam no palanque, os senhores da austeridade que provocam hipotensão, visão turva, palpitações e vómitos, essas sim, verdadeiras reacções vagais.

Falidos e sem ideias

 

Esta chusma de lacaios do governo, de economistas incompetentes, de lóbis elitistas, de políticos e ex-políticos decadentes afirmam que "se o Tribunal Constitucional pudesse desaparecer, o país beneficiaria", que o mesmo "cria situações pantanosas" e "arrasta  o país para o passado". Berra despudoradamente esta direita  intelectualmente falida e sem ideias, pois  com laivos ditatoriais diz que há "necessidade de escolher melhor os juízes" do TC. Pedem clarificações técnicas por terem sido chumbados três artigos do Orçamento de Estado para 2014, elementos básicos que qualquer pessoa de bem - que não é o caso destes governantes - acharia razoável: o princípio da igualdade na repartição de encargos públicos, o princípio da proporcionalidade (taxas sobre subsídios de desemprego e doença), e da desigualdade (pensões).

Mais sobre mim

imagem de perfil

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D