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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

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"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Gritos de impotência

Foto: The Times 

 

"Falam falam mas não os vejo a fazer nada", podia ser um diálogo de uma rábula humorística, só que, infelizmente, a situação é bem mais séria. O regime do homem de bigodinho irritante continua a massacrar a sua população, na Síria. Perante a tímida reacção da China e da Rússia, perante a expectativa israelita, perante a inércia da Organização das Nações Unidas, perante a escalada de violência que agora executa mulheres e crianças, teoriza-se bastante mas pouco se age. O mundo acobarda-se, grita, mas sofre da impotência que nenhum medicamento pode elevar, e morre-se, morre-se tão estupidamente

Não estraguem as modalidades amadoras

 

A passada quarta-feira foi uma má propaganda para o basquetebol português. No pavilhão do FC Porto, com uma transmissão televisiva à revelia da Federação e após a equipa da casa ter perdido o título de campeão nacional para o Benfica, voltou o mau perder do costume. Pedras, isqueiros, cadeiras, todo o tipo de objectos e até um incêndio serviu para descarregar as frustrações nos atletas encarnados. Quem atiçou o fogo, quem chama aos outros "adeptos do clube do fascismo", de burros, quem cultiva a semente do ódio a Lisboa, quem assiste da poltrona presidencial e vê o circo a arder é o mesmo que desculpa os seus e tem a distinta lata de culpabilizar a polícia. Não deixem que esta gente estrague as modalidades amadoras à semelhança do que fizeram com o futebol.

 

 

 

 

A poção mágica do campeão

 

 

O velho druida coloca o caldeirão em lume brando durante 30 longos anos. Numa taberna, numa Associação de Futebol local, numa Liga da qual já foi presidente, qualquer lugar serve para preparar a poção mágica. A mistela, de aroma frutado, com café e leite, faz campeões. Aqueles que a provam elevam a sua força ao máximo, tal como Asterix fazia, agigantando-se, não na Gália mas neste rectângulo à beira mar plantado onde as escutas telefónicas comprometedoras são declaradas inconstitucionais. Todos bebem - uns são milagrosamente convocados para arbitrar competições internacionais devido aos bons serviços prestados, outros debitam a sua reverência na comunicação social, os adversários sentem-se estranhamente apáticos, os órgãos jurisdicionais extrapolam e até reputadas donzelas sucumbem ao seu encanto.  À venda, com desconto, num supermercado perto de si, ou na pior das hipóteses, numa casa bem iluminada.

Pingos de sofreguidão

 

Enquanto que em países de outras latitudes as pessoas correm para os supermercados para garantir bens de primeira necessidade, no caso de ficarem barricadas em casa devido às frequentes intempéries, em Portugal corre-se para os supermercados à menor suspeita de descontos mirabolantes. A gula, saciada à estalada, pois é urgente açambarcar e atolar a casa com qualquer coisa dando razão ao ditado: "não há fome que não dê em fartura". O requinte de malvadez em escolher o 1º de Maio para oferecer um prato de lentilhas, para dividir a população e os funcionários, abusando das suas fraquezas. Pingos de sofreguidão, de egoísmo, de um povo estranho que pena o ano inteiro mas que de repente desenrasca 100 euros. Por este andar, preparem-se, ainda havemos de os ver a devorarem prateleiras de supermercados em noite de consoada!

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