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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

A fogueira das vaidades

 

O recente Congresso do PSD, no Pavilhão Atlântico, acabou por ser uma simples fogueira das vaidades. No desfile de  pindéricos com lantejoulas alaranjadas, notou-se a presença de alguns "notáveis": Santana Lopes, o homem das mil vidas; Jardim, gastador inveterado transformado milagrosamente em Tio Patinhas; Marcelo, mirando Belém; Menezes, cobiçando a Câmara do Porto e José Sócrates - não que alguma vez estivesse lá estado, mas pela quantidade de vezes que é evocado para interpretar o papel de bode expiatório e esconder a incompetência daqueles que sobrecarregam o "lombo dos portugueses". A coberto do patriotismo bolorento, a nostalgia dos tempos da União Nacional fez-se sentir quando os congressistas votaram consoante a vontade do presidente do partido na mesma coisa por duas vezes! Inédito!

Bloqueio mental

Desbloqueio arbitral

 

À tarde, no Marquês de Pombal, em Lisboa, um concerto de Stravinsky para celebrar a chegada da Primavera, à noite, no Estádio da Luz, depois da derrota do FCP para a Taça da Liga, o escarcéu, o habitual Sermão de Santo António aos Peixes proferido pelo padre do costume, por aquele que até agora tinha dito que "os árbitros têm sido uns heróis". Ele bem tenta curar a cegueira dos seus adeptos, ele bem tenta desvalorizar esta competição porque nunca a ganhou, ele bem sabe que a sua equipa e o seu treinador são medianos, ele bem sabe que sem o erro de arbitragem que lhe permitiu ganhar na Luz, para o campeonato, já tinha sido apeado da corrida ao título. Porque dizem por aí que o Estádio da Luz é um salão de festas para outros clubes, talvez por isso a UEFA o tenha escolhido para ser palco da final da Liga dos Campeões em 2014,  agora que houve desbloqueio arbitral e uma vitória honesta e justa.

A última corrida

 

Sim, foi graças a ti e a outros valorosos fundistas que aprendi a gostar de atletismo. Na década de 80, imaginei-me a correr, a eclipsar recordes nacionais, a receber medalhas e a ser elevado ao Olimpo. Saudades desses tempos nostálgicos, dessa tua fisionomia tão caracteristicamente portuguesa, da tua simplicidade, dessa tua raça nortenha que faz cerrar os dentes. Podes ter corrido a tua última prova, mas para os benfiquistas com quem privaste durante 10 anos e para os amantes da modalidade permanecerás eterno. Obrigado António Leitão.

Guerras pudicas

Foto: LPFP

 

Não tenho dúvidas de que o alargamento proposto pelo Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, isentando os clubes da despromoção na presente época, põe em causa a verdade desportiva, mas fico espantado com a inocência de alguns que só agora descobriram que apenas seja isto que vicia o futebol português. Porque não me esqueço do tempo em que a maior associação distrital de futebol mandava na arbitragem, em que o Presidente da Liga acumulava o cargo com o de presidente de futebol da terra e sentava-se no banco, ao lado do treinador, como visitante. Sou do tempo em que o anfitrião jogava em casa emprestada devido a um duvidoso direito de transmissão televisiva que ainda hoje perdura. Vivo no tempo em que os "clubes grandes" emprestam jogadores aos "clubes pequenos", mas esses atletas lesionam-se misteriosamente na véspera de se defrontarem. Por isso, este "grito do Ipiranga", esta emancipação dos pequenos clubes, é uma artimanha semelhante a outras já usadas e que corroem as fundações do futebol português.

A Síria não pode esperar

Foto: The Guardian 

 

 

Enquanto se continua a massacrar população na Síria, esgrime-se argumentos políticos irrelevantes à medida que a chacina vai aumentando. Uma certa esquerda vive na negação, sempre com o ridículo discurso do imperialismo na ponta da língua, ensurdecendo quando o ditador Bashar Al-Assad prime o gatilho. Aos filhos do socialismo e outros que se esquecem que também foram mortos e perseguidos em nome da liberdade, juntam-se agora alguns monárquicos, não se demarcando claramente do vergonhoso regime de Damasco, mesmo todos sabendo que o povo sírio não pode esperar.

De Lisboa, com amor

 

 

O Benfica derreteu o gelo do Báltico e entrou no lote das 8 melhores equipas europeias que competem na Liga dos Campeões. O Sol de Lisboa funcionou melhor do que qualquer moderno quebra-gelo russo, a estrela de luz sorriu para quem permitiu que o primeiro jogo em São Petersburgo se realiza-se  naquelas condições degradantes, para quem considerou o Benfica um adversário acessível para o Zenit, para quem lesionou um colega de profissão e a seguir foi sentar-se triunfalmente no Dragão, para quem branqueou esse acto, tal como a neve que rodeava o Estádio Petrovsky. De Lisboa, com amor. Spasiba.

 

A farsa

 

No Estádio da Luz, os benfiquistas sentiram o travo frutado na boca, a indigestão de uma mariscada e os resquícios da impunidade de presidentes de clubes de futebol que recebem árbitros em suas casas em busca de aconselhamento familiar. Entre erros próprios, incompetência do treinador e de dirigentes encarnados, quando chega o momento da verdade, das decisões, lá surge a mão arbitral que embala o berço do futebol português há mais de trinta anos.  A farsa continua, de "proençada em proençada" até à destruição final do futebol, até que, os adeptos, fartos de tanta comédia, não contribuam mais para esta indústria que se alimenta do maior clube português e se dediquem a actividades mais genuínas.

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