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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

A falência dos valores sociais democratas

 

Onde param as políticas sociais democratas modernas que Bernstein idealizou, que homens como Olof Palm puseram em prática e que inspiraram políticos portugueses como Sá Carneiro? Valores como a abolição da desigualdade social, o humanismo, a erradicação da pobreza, foram colocadas numa gaveta e deram lugar aos interesses obscuros da banca, emparedados entre a cumplicidade ruinosa de políticos e empresários sem escrúpulos, das suas ambições desmedidas, da despromoção da função pública, da demissão do estado como Estado. E nós, cidadãos, também culpados por alimentar essa fogueira das vaidades, à espera que o cutelo sob a forma de Orçamento do Estado seja vetado pelo Presidente da República e nos ilibe das sucessivas desgovernações das políticas de esquerda e de direita

Prenúncio de uma revolução

 

 

O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, disse que este Governo vai ficar na História. Concordo, em menos de quatro meses, esta coligação regrediu mais de 35 anos tornado obsoletas as conquistas de Abril e cuspindo na própria Constituição. O seu líder esquece-se que não aprovou o PEC 4 por este "não potenciar o crescimento mas impor mais sacrifícios aos membros mais vulneráveis da sociedade". Travestido de guru da economia, chegou à brilhante conclusão de que os impostos têm um efeito recessivo sobre a mesma, mas chegando ao poder, mudou imediatamente de discurso e encontra na função pública o bode expiatório para a sua incompetência. Está-lhes no sangue: alguns políticos profissionais mentem com quantos dentes na boca, até que um dia, o povo, cansado de ser esmifrado, se inspire na Revolução Francesa e cobre em juros aquilo que lhes é constantemente sonegado. 

A triste sina dos professores

 

 

Mais um Dia Mundial dos Professores que passou, mais motivos para haver menos festejos. Longe vão os tempos em que os alunos cantarolavam a música dos Pink Floyd para que os professores os deixassem em paz. Agora, os professores querem que os sucessivos incompetentes ministros da educação também os deixem em paz: do degradante modelo de avaliação ao seu desempenho, da estupidez burocrática e administrativa a que são votados, da precariedade, dos 55 mil candidatos aos concursos de contratação a prazo, das suspeitas da manipulação desses mesmos concursos pelas direcções das escolas, da ansiedade e instabilidade profissional provocada pelas colocações no final de Agosto e pelos recentes cortes na Educação que diminuem a qualidade do ensino. Tratem os docentes como a UNESCO os reconhece: "um grupo profissional fundamental sem o qual não pode haver nem desenvolvimento durável, nem coesão social, nem paz".

Chamem-me saudosista

 

Morreu o argumentista e produtor britânico David Croft, co-autor de "Alô Alô", série exibida na RTP há uns anos atrás e que retratava através do humor o dia-a-dia de René, dono de um café francês ocupado pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje, também existem alguns que fazem o papel da Resistência francesa, combatendo o lixo televisivo refém das audiências, conteúdos de aspecto duvidoso, "reality shows" de corpos moldados pelo ginásio, inchados pelos esteróides e revestidos a silicone.  A geração "amorangada" e mimada, sem referências, não sabe o que perde ao ignorar os anos oitenta, fundamentalmente programas de qualidade feitos em português e séries infantis e de humor como "O Tal Canal", "Sabadabadu", "O Passeio dos Alegres", a "Rua Sésamo" e  "Os Amigos do Gaspar".

 

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