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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

O fim do "espectáculo" degradante

 

                                              Revista "Veja" 

 

A Catalunha não se orgulha somente do Futebol Clube de Barcelona de Lionel Messi, das melhores estações de esqui de Lérida e Girona, nos Pirenéus, das grandiosas obras arquitectónicas de Gaudí, das inúmeras telas pintadas por Dalí e Miró, das fantásticas praias da Costa Brava e Dourada, do glorioso passado histórico de Tarragona. Juntamente com as Canárias, orgulha-se de ser a segunda região da Península Ibérica a proibir as corridas de touros. Ontem, como hoje, a modernidade catalã faz a distinção entre a tradição cultural e o abjecto ritual de sangue desrespeitador da dignidade animal a que chamam "espectáculo".

Contradições à esquerda

 

 

Existe uma certa esquerda, hipócrita, que tanto lamenta as vítimas do 11 de Setembro jorrando lágrimas de crocodilo, como a seguir afirma que os E.U.A. "estavam mesmo a pedi-las" para que aquela tragédia acontecesse. Existe uma certa esquerda ressentida que, ignorando o 11 de Setembro de 2001, cria um espaço temporal para que se passe do dia 10 para o 12. Dá-lhes mais jeito invocar o 11 de Setembro de 1973: a morte de Salvador Allende e o consequente massacre de Pinochet sobre o povo chileno com o beneplácito dos E.U.A. Esta ridícula comparação não é mais nada do que o anti-americanismo primário que lhes corre nas veias, um moralismo bacoco. Aproveitem e lembrem também os milhões de vítimas da repressão política dos regimes que tanto glorificam: em África, em Cuba e na América Latina, na ex-URSS e no Leste Europeu, na China e na Ásia Oriental.

9/11

 

 

 

 

 

                                              Time Photos

 

Dez anos depois, os Estados Unidos e o Mundo não recuperaram do bárbaro ataque a Nova Iorque e a Washington, aliás, jamais recuperarão. Aquela manhã sangrenta de Setembro trouxe o que de pior existe no ser humano: o desrespeito pela vida, o ódio, a vingança, o fanatismo religioso e o ressentimento. As feridas abertas pelos milhares de vidas ceifadas é de difícil cicatrização, o vazio sentimental projectado no desaparecimento das torres do World Trade Center é impossível de preencher. Com elas, ruíram as esperanças de alguma vez vivermos em segurança, mas levantou-se a união de um povo, o seu orgulho exemplar, a comunhão de sofrimento, a crença de que se consegue derrotar o mal e todas as teorias de conspiração associadas porque amanhã é um novo dia.

 

Romaria dantesca

 

                                          Foto de Joel Calheiros

 

Sem querer beliscar a fé de cada um, acho que a romaria de São Bartolomeu do Mar, em Esposende, é profundamente retrógada e religiosamente questionável. O "banho santo" transforma-se em "banho traumatizante", num esgar de medo à medida que as crianças de tenra idade são mergulhadas por desconhecidos nas gélidas águas do Atlântico. Nem o maior demónio lembrar-se-ia de tamanha tortura - três vezes - sem misericórdia. Sinistro, no ritual da galinha preta, agradeço aos meus pais livrarem-me deste quadro tão pavoroso que nem Dante ousaria descrever.

Uma questão de coluna vertebral

                                                       

 

É normal alguns adeptos dos clubes de futebol serem fanáticos e verem somente o que lhes convém, o que não é normal é alguns profissionais de comunicação social, sob a capa de um falso patriotismo saloio, terem uma espinha dorsal semelhante a um molusco, ignorando o seu código deontológico. No caso da recente final da Supertaça Europeia, no Mónaco, entre o FC Porto e o Barcelona, um suposto penalty que ficou por marcar a favor dos portugueses foi apelidado de "batota no casino" e de outros adjectivos menos abonatórios contra o árbitro.  

 
 

 

                                                               

 

,,,                                                                  

Num  outro caso polémico, em 2010, no Estádio do Dragão, numa eliminatória da Liga dos Campeões opondo o clube da casa ao Arsenal, a falta de "fair-play" de Rúben Micael, marcando um livre indirecto num lance hilariante sem que os jogadores adversários se apercebessem da ordem do árbitro, mereceu da imprensa desportiva elogios de esperteza desmedida, apesar do treinador francês ter dito "que nunca viu nada assim". Ora, para esse tipo de chico-espertice e, aplicando o ditado "ladrão que rouba ladrão, tem 100 anos de perdão", penso que ficaram quites.

 

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