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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Católicos mas pouco

 

O Conselho Académico da Universidade Católica recomendou que a sua comunidade adoptasse "formas de vestuário dignas e convenientes" e que se "chamasse a atenção dos que se apresentassem de maneira imprópria". Apesar dos seus estatutos não implicarem o uso de farda, suponho que, para quem não cumpra a directriz, seja infligido um qualquer tipo de castigo corporal ao melhor estilo pidesco, revisitando-se o Estado Novo, sempre tão castrador de razões democráticas e da liberdade de expressão individual. Para um estabelecimento de ensino que advoga ter "uma visão cristã do homem", tal e qual a Igreja que o suporta, deveria saber que mais importante do que a vestimenta e a aparência, é o espírito interior e o bom senso de cada um. 

 

 

Colossal extorsão

 
Este povo que castigou 6 anos de herança socialista é o mesmo que consente a imposição de um novo imposto extraordinário. Como se o seu fado fosse aguentar com eternas cargas fiscais e acreditar em patranhas governativas do estilo viajar em classe económica para "dar o exemplo" - quando se sabe que a TAP  não cobra bilhetes a esses membros -, ou isentar os funcionários do Ministério da Agricultura do uso da gravata para poupar na electricidade. Num passe de magia, trocaram-nos os passos, afinal não chegou o D. Sebastião, e, apesar do coelho sair da cartola, o máximo que se conseguiu arranjar é uma colossal extorsão em forma de contribuição a ser paga pelos mesmos de sempre: os trabalhadores por conta de outrem, os precários de recibos verdes, os reformados e os pensionistas. 

Para Marte

                                Foto da National Geographic

 

Dava-me jeito fugir para Marte e escapar à subida dos empréstimos de habitação, da subida do custo de vida, das ex-Scuts e do aumento de impostos. Em Marte, não há intrujões: não se chumba um Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) por ser "um sacrifício inaceitável para a sociedade" para depois introduzir uma contribuição extraordinária sobre o subsídio de Natal. Em Marte não existem sacos azuis, só a coloração avermelhada do planeta e, apesar do pouco oxigénio que lá existe, o ar é mais respirável do que cá em baixo. Em Marte, o IVA não sobe na mesma proporção que as temperaturas negativas descem nem a minha reputação como devedor está ao nível de "lixo". Em Marte existe pouca água, em Portugal, todos metem água. Em Marte existe o sossego que eu precisava. 

Regresso ao passado

 

 

Pensava que já tinha visto tudo no que às privatizações diz respeito. Qual não foi o meu espanto ao ler que uma empresa vai poder cobrar uma espécie de portagem na Alameda D. António Ribeiro, em Braga, durante a noite, um dia por semana, com a aprovação unânime da Câmara local. Sob a capa da dinamização turística, da reabilitação urbana, do interesse público e do chico-espertismo empresarial, regressa-se à Idade Média, onde o feudalismo governava a região, e o povo tinha que pagar ao senhor para atravessar um simples local.

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