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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

O descanso do Leão

 

 

                                                                                        Foto de Miguel A. Lopes

 

A voz que atravessou gerações, o homem dos sete ofícios, o verdadeiro desportista, competente, da paixão pelo arrebatador Sporting dos "cinco violinos". A suprema ironia: o comunicador nato incomunicável numa cela de Caxias, preso pelos revolucionários que cuspiram nos ideais de Abril a troco da imposição da sua democracia. Fazendo jus ao nome, o Artur, corajoso e autoconfiante, começou uma nova vida aos 50 anos no país irmão, porque o nosso, maldizente, fechou-lhe as portas. Voltaste, rejuvenescido e aclamado até chegar o descanso, nobre Leão, com a certeza e a consciência de que nunca te arrependeste de nada na tua exemplar vida. 

 

Despojos do futebol

 

 

A recente cobarde agressão ao vice-presidente do Benfica, na cidade do Porto, e o novo apedrejamento da comitiva encarnada perto de Paços de Ferreira, vem demonstrar aquilo que já se sabia: o futebol é uma espécie de rede de arrasto do que de pior existe nas sociedades, um abjecto refugo. Já Hermínio Loureiro tinha apontado a dedo quem lhe "ameaçou fazer a vida negra" - os pirómanos do futebol disfarçados de anjos regionalistas. As frustrações descarregadas em jornalistas (Rui Santos, Carlos Pinhão, Marinho Neves, João Pedro Silva), em dirigentes políticos (Rui Rio, Ricardo Bexiga), em treinadores (Co Adriaanse), em atletas (Adriano, Paulo Assunção) e dirigentes desportivos (João Santos e Dias Ferreira), que consubstanciam crimes que ficarão impunes. As labaredas do ódio incendeiam camionetas, os líderes das claques são elevados à condição de escritores-insurrectos, ao mesmo tempo que escoltam o presidente do clube à porta dos Tribunais. Até quando?

Em força, para a Líbia

 

Se no caso egípcio, algumas pessoas acharam por bem que a comunidade internacional não interviesse no país afim de evitar serem acusados de ingerência nos assuntos internos de outros países, no caso da Líbia, a NATO devia mostrar a tiranetes da craveira de Khadafi, Chavez e Ahmadinejad, que o massacre da sua própria população devido a delírios ditatoriais, é a gota de água que faz transbordar o copo da paciência e dos valores ocidentais. Porque não é com discursos de "flower power" que se evitam atentados como o de Lockerbie, que se muda de um socialismo árabe miserável e opressor para uma democracia igualitária. A razão deve opor-se a alianças geoestratégicas e políticas, agora que as forças governamentais parecem reconquistar terreno aos rebeldes e o ajuste de contas do caduco regime líbio tresanda a sangue, superando a tragédia humanitária já em curso.

 

Orgulho e preconceito

 

Enquanto no Aeroporto de Lisboa chegavam vitoriosos os atletas Francis Obikwelu e Naide Gomes provenientes dos Europeus de Pista Coberta em Paris, carregados de ouro e prata, sendo aclamados não só pelos sportinguistas, clube que representam, mas também por adeptos de outras cores que sentem o orgulho português, mais a norte, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, um presidente de um clube de futebol que se preparava para embarcar para Moscovo, reduz a sua equipa à dimensão regional através do cinismo que constantemente debita e acicatado pelos paus mandados de serviço.  Não é preciso ler nas estrelas, não é preciso decorar uns versos de José Régio, não é preciso apelar à justiça divina, não é preciso contratar os melhores advogados suiços e limpar a imagem para se saber que estamos perante um complexo de inferioridade retratado por Alfred Adler.

 

Túnel da vergonha

 

 

 

 

Dá-me náuseas quando oiço o presidente do FC Porto falar do túnel do Estádio da Luz quando este senhor foi conotado no passado com o que de pior existiu no futebol português: o túnel das Antas - quando se começava a ganhar jogos antes de eles começarem, à mistura com valentes estaladas a árbitros e a presença de tratantes de pistola na mão.Hoje, felizmente, já não é preciso sair de um estádio dissimulado numa ambulância, pois as câmeras televisivas desmistificam quem pretende regar o balneário adversário com creolina ou simplesmente respeitar o rival jogando à bola, à frente de toda a gente e à luz do dia.

 

 

N. B. - Esta estória não é ficção. Aconteceu em Abril de 1991; para que as novas gerações saibam ao que se chega para ganhar um jogo de futebol, ao que se ensina nas Universidades, ao ódio desportivo que se vai fomentando através da blogosfera, de quem, com ar angelical, vai beijar hipocritamente a mão ao Papa, ao Vaticano,  e de quem tem memória curta.

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