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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Eusébio da Silva Ferreira

 

 

Nunca a função de embaixador português foi tão bem atribuída, nunca ninguém tinha sentido se forma tão intensa aquele aroma do perfume africano, nunca na história do futebol houve uma simbiose tão perfeita entre um atleta e um clube. Escolheu o melhor, amparado pela família benfiquista, por isso foi o maior, mesmo quando um ditador o impediu de experimentar novas paragens em nome do património português. Insigne Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique, conquistou as terras de Sua Majestade, em 1966, apenas com o intuito de erguer bem alto o estandarte de Portugal. Parabéns Eusébio da Silva Ferreira!

 

 

N.B. - Texto dedicado a um grande benfiquista, também ele Eusébio...

Sob o espectro da AD

 

Não compreendo como alguém diz ter votado no candidato presidencial da pretensa estabilidade e continuidade, quando são sobejamente conhecidos os desaguisados institucionais entre a Presidência da República e o Governo, abrindo-se o flanco à tomada de poder pela Direita. Não tenhamos dúvidas: a dissolução do Parlamento e o ressurgimento da AD é uma questão de tempo, para assim se poder expiar o antigo pecado de Jorge Sampaio. Também ganhou a abstenção, ganharam aqueles que não trocam o conforto do lar pelo dever cívico, por isso mesmo, os da crítica fácil e asquerosa perdem a legitimidade de apontar o que quer que seja no actual panorama da política nacional.

Presidenciais

 

Porque não me esqueço de quem governou o país durante 10 longos penosos anos como primeiro-ministro acentuando as desigualdades sociais, porque não me esqueço das malditas propinas do ensino superior, dos espectáculos degradantes no buzinão da ponte 25 de Abril, da investida sobre os policiais na Praça do Comércio e sobre os vidreiros da Marinha Grande, dos delírios das supostas escutas governamentais a Belém. Não quero voltar ao Cavaquismo, carrancudo e conservador, sorvedouro dos fundos estruturais da CEE, terreno propício às tentações da banca e dos oportunistas. Nem que para isso tenha que votar nesta espécie de "Tiririca" da Madeira, que salta da esquerda para a direita como quem muda de camisa, que ridiculariza a política ridicularizando-se a si mesmo, que denuncia os vícios da sua ilha e a imoralidade em que se transformou a política.

Liberdade religiosa

 

E o Cristianismo voltou a dar o exemplo quanto à tolerância religiosa diz respeito. Perante os recentes assassinatos de cristãos no Egipto, na Nigéria e nas Filipinas, perante as constantes perseguições dos seus crentes na Síria, no Sudão, no Iraque, no Irão, na Coreia do Norte e na China, perante o silêncio da "esquerda protectora dos mais fracos e das minorias oprimidas", o chefe máximo da Igreja Católica, tantas vezes criticado, não decreta uma guerra santa, antes, aplica os ensinamentos de Cristo e dá a outra face ao apelar à não-violência e à liberdade religiosa. Esta gente não respeita nem se dá ao respeito, mesmo que usufruam da liberdade que o seu país de origem insiste em negar aos outros: podem construir mesquitas em locais tão insensatos como o Ground Zero, em Nova Iorque e, na Europa, discutem a possibilidade de aplicar minaretes nas mesmas ao mesmo tempo que as suas mulheres são escondidas em trajes humilhantes.     

Caldeirão do poder

 

E, de repente, as palavras de Carlos Queiroz de que "era preciso varrer toda a porcaria da Federação Portuguesa de Futebol (FPF)", voltaram a fazer sentido. O professor já tinha apontado aos cozinhados: desde "cabeça de polvo" passando pela novidade de "porco à lagareiro", em resposta ao seu ridículo processo de despedimento de cargo de seleccionador nacional. Mesmo com uma Federação a ver o seu estatuto de utilidade pública desportiva suspensa pela inadequação estatutária ao novo Regime Jurídico das Federações, o caldeirão eleitoral para a cadeira da presidência vai ardendo em lume brando. Perfilam-se as associações distritais de futebol, especialmente a maior, ao melhor estilo das panelinhas dos anos 80 e 90, com vista ao assalto final pelo domínio do futebol português, agora que os órgãos de decisão transitam para a tutela da FPF e a Liga passa a ser obsoleta pois já cumpriu a sua função.

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