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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Faroeste desportivo

  

 

 

 

 

O futebol português começa a cair no ridículo aos olhos do Mundo. Agora já são convocadas conferências de imprensa por jogadores com vista a pressionar as instâncias desportivas nacionais, nomeadamente o Conselho de Disciplina da Liga. O capitão - com dificuldades de dicção naquilo que lhe sobra em virilidade - dá lugar à voz do sub-capitão, com alta deficiência cognitiva. A reunião de meninos de coro transforma-se numa espécie de mensagem separatista basca, branqueando a violência e o facto de que, nas últimas três temporadas, dos três clubes grandes, o FC Porto ter sido o menos penalizado pela Liga. A turba - constituída maioritariamente por beneficiários do rendimento social de inserção da cidade do Porto e arredores -, instigada pelo corneteiro de Ermesinde e pelo putativo futuro candidato à presidência do FC Porto, manifesta-se em frente à sede da Liga de clubes pela "verdade desportiva" sem saber de um pequeno pormenor: vêm com 30 anos de atraso...!

Surrealismo na banca

 

 

Parece bastante surreal a eleição de Vítor Constâncio para vice-presidente do Banco Central Europeu. Não só porque houve um "casamento" de conveniência feito em Bruxelas entre franceses e alemães, mas principalmente pelo seu péssimo desempenho no cargo de Governador do Banco de Portugal. Não se deve escamotear  escândalos como os do BPN e BPP nem tampouco desresponsabilizar o papel fiscalizador do Banco de Portugal. Se o seu responsável falhou na supervisão bancária e inclusive foi censurado pelo partido do qual já fez parte, não sei como poderá ter êxito na política monetária europeia. Assim, deveria haver mais prudência em torno desta nomeação para que nem o patriotismo de ocasião rejubile.

 

Um problema de identidade

O Sporting foi afastado de todas as competições nacionais de futebol. Não deixa de ser irónico que, o clube que lhe provoca depressões constantes, segundo opinião de Paulo Bento, tenha dado o golpe de misericórdia final nas aspirações da equipa. O mesmo treinador a quem foi prometido ficar para sempre, "forever", por um presidente que ameaça tornar-se o pior da história leonina. De facto, José Eduardo Bettencourt dizimou a equipa técnica do Sporting, já insultou e ameaçou sócios, chegando ao cúmulo de apresentar Carvalhal via internet. Por outro lado, a Academia de Alcochete já não exporta os talentos de outrora e a dependência à banca torna-se preocupante. Não quero acreditar que as desastrosas alianças feitas a norte e o silêncio sobre o "Apito Dourado" tenham contribuído para esta crise, mas quando ouço Bettencourt dizer que a resolução dos problemas do clube passa por copiar o modelo de gestão desportiva do FC Porto - denotando falta de identidade, chego à conclusão que falta pouco para o Sporting bater no fundo.

 

Jornalismo faccioso

Há um jornal semanário do Porto que gosta de reflectir sobre os problemas do norte de Portugal e defende a regionalização administrativa. Sem dúvida que é um projecto nobre, no entanto, os valores da "pluralidade, rigor, isenção e honestidade" que tanto apregoa, deveriam ser usados em todas as situações e não só aquelas em que "malhar" em Lisboa é a palavra de ordem. Por exemplo, quando os seus iluminados opinadores ironizam com a ajuda da Câmara Municipal da capital ao Benfica, convinha lembrarem-se da condenação do ex-presidente da Câmara Municipal do Porto por beneficiar o Boavista FC ou da nebulosa execução do Plano Pomenor das Antas em que o FC Porto foi parte envolvida. Aliás, era bom dissertarem sobre o Centro de Treinos Olival-Crestuma e como foi parar às mãos desse mesmo clube. E se o futebol é um tema gasto, uma leitura às derrapagens financeiras na construção do Metro do Porto, da Casa da Música, e na ampliação do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, seria interessante. Como ninguém lhes deu foral para falarem em nome do norte, só posso pensar que essa maneira complexada de fazer jornalismo é uma forma de promoção pessoal e visibilidade que deveria ser canalizada para eventos que substituíssem a perda do Red Bull Air Race afim de evitarem o perigo de se tornarem num jornal local.

Més que un club

 

 

Desportivamente falando, o Barcelona é conhecido pelo lema "més que un club" - mais que um clube. Se quiséssemos fazer um paralelismo no resto do mundo chegaríamos à conclusão que também ficaria bem atribuir este epíteto ao SL Benfica. Não que a instituição portuguesa tenha intuitos regionalistas, mas antes, a representação de um povo, do ser português, a personificação do fado lusitano, da saudade e, do emigrante que não renega as suas origens. Os catalães ajudam anualmente a Unicef, enquanto que o Benfica, através da sua recém-criada Fundação, associou-se à ONU, canalizando a receita do Jogo Contra a Pobreza para as vítimas do Haiti. Porque o Benfica tem uma matriz popular, social, solidária, à imagem da epopeia na construção do seu antigo Estádio, através de Joaquim Bogalho. Para se ser "mais do que um clube", é imprescindível deixar marcas fora das "quatro linhas", numa época em que o egoísmo e a crise financeira internacional assumem proporções gigantescas sem que o Estado tenha capacidade de resposta.

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