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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

O senhor entretenimento

 

Júlio Isidro não é somente um mero apresentador de televisão. Deu cartas na rádio – autor de programas arrebatadores como a “Febre de Sábado de Manhã” – realizador, guionista e produtor. A vida de Júlio confunde-se com a da RTP, pulverizando audiências com programas como o “Passeio dos Alegres”, onde, injustamente, nunca teve um vínculo laboral. Tinha a ideia romântica de que um programa faz-se com qualidade, perfeccionismo, nunca com o pensamento obsessivo em audiências, numa época em que  a reunião de toda a família em volta da televisão era sagrada. Aos 65 anos e com 50 anos de carreira, dedica-se ainda à literatura infantil - um fascínio que nunca escondeu – e à sua outra grande paixão que se chama aeromodelismo. Espero que o homem que  melhor entretenimento faz em  Portugal, como deveria ser reconhecido, continue a ter a veleidade de fazer sonhar as gerações vindouras como fez com a minha.

 

 

Patético desespero

 

Como é que alguém condenado pela justiça desportiva  - por um órgão jurisdicional que exerce o poder público delegado pelo Estado – continua a ignorar esse castigo, debitando ofensas contra outros clubes, confundindo responsabilidade desportiva com a civil? Não obteve absolvição desportiva e viu mesmo o seu clube do qual é presidente ser castigado, mesmo assim, com a presunção que lhe é conhecida, vem arvorar-se em paladino da honestidade por terem sido arquivados todos os processos criminais exigindo uma investigação que ele designa por “apito encarnado”. Tal satisfação só é comparável ao facto de as escutas telefónicas terem sido declaradas inválidas em processos disciplinares desportivos... O nervosismo do senhor Pinto da Costa é evidente: fechando-se a torneira dos milhões da Liga dos Campeões, a gestão do seu clube ficará seriamente ameaçada. Aliás, era interessante explicar aos seus consórcios o motivo do FC Porto apresentar resultados financeiros nada favoráveis, mesmo com as vendas lucrativas de jogadores. Em contrapartida, o seu maior rival que está na frente do campeonato, dá espectáculo, enche estádios, bate recordes em número de sócios, lança um canal televisivo, inventa novas formas de financiamento e, mais importante do que tudo, falta pouco para o Benfica voltar a deter os seus direitos televisivos e cedê-los pelo preço que efectivamente a sua gigantesca massa de adeptos merece.

 

Feios, porcos e maus

 

 

Aquilo que parecia ser uma homenagem a José Pedroto, 25 anos após a sua morte, pelo presidente do FC Porto, transformou-se num discurso incendiário com sinais de sobrenatural, desrespeitando a presença de amigos e familiares do antigo treinador em prol do odioso inimigo vermelho. Temo, porém, que o discurso perante tão estimado auditório serviu para expurgar pecados passados em que ambos foram unha com carne: a insubordinação perante Américo de Sá, no famoso "verão quente", os ataques insultuosos a Mário Wilson, a vergonhosa intimidação da Selecção Nacional, na estação de Campanhã, utilizada como arma de arremesso numa ridícula guerrilha Norte-Sul. A constante diabolização de "Lisboa a arder" valeu a união e o apoio mútuo entre sportinguistas e benfiquistas, na temporada de 79/80, onde venceram campeonato e taça, impensável nos dias de hoje. Porque movimentos descentralizadores, regionalistas, apesar de terem razão de existirem numa perspectiva de desenvolvimento, não são consentâneos com discursos brejeiros, revanchistas, que se traduzem num complexo de inferioridade bolorento.

Desterro eclesiástico

 

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Conego-da-Se-do-Funchal-deslocado-apos-denuncia-de-pobreza-na-Madeira.rtp&headline=20&visual=9&article=307358&tm=8

 

Ao fim de dezoito anos de dedicação pastoral, a diocese do Funchal transferiu o cónego Manuel Martins para outra paróquia da Madeira, alegadamente a pedido do próprio. Aparentemente, tratava-se de uma situação normal, no entanto, é bom recordar o passado do padre - crítico com o aumento da pobreza na ilha e, consequentemente, com o governo regional.  De um simples pregador de valores cristãos, tornou-se numa voz incómoda e denunciadora de injustiças sociais. No fundo, é este amor ao próximo que o cristianismo não deveria menosprezar e, muito menos, imiscuir-se com governos déspotas, que fazem lembrar os tempos de concordatas político-religiosas entre o Estado Novo e a Igreja onde o cinismo ditava leis.

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