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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Sensibilidade e bom senso

 

Nem quero imaginar pelo que estão a passar os clientes do BPP, sem acesso às suas contas desde 2008. No entanto, convém distinguir aqueles que se dirigiram ao banco para fazer um simples depósito a prazo - sendo enganados pelo engodo das taxas de juro elevadas -, e outros clientes que fizeram "aplicações de capital garantido", com o respectivo risco daí inerente. Enquanto que no primeiro caso o Estado protege os cidadãos através do Fundo de Garantia de Depósitos, é ao banco que cabe a responsabilidade do retorno garantido, mesmo em caso de falência. Sendo assim, não pode ser só o Estado, à custa do erário público, a ressarcir os lesados, mas transferir para os antigos administradores, investidores e accionistas, essa tarefa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E pluribus unum

 

 

 

 

Saíram goradas as expectativas daqueles que tinham a certeza de que o Benfica cairia na classificação do campeonato nacional de futebol no final de Dezembro. Os dias que antecederam o último jogo com o FC Porto revestiram-se de chorrilhos arrogantes por parte do adversário, de que a vitória deste era um facto consumado. Profetas da desgraça travestidos de comentadores desportivos e cartomantes que adivinhavam o onze encarnado, alinhavam-se com os fazedores de notícias em que elementos ligados ao Benfica tentaram agredir e intimidar presidentes de outros clubes bem como árbitros. Como não bastasse o circo montado, na jornada anterior, em Olhão, uma equipa local estranhamente aguerrida amputou o Benfica de importantes atletas. No Domingo passado, a trupe falhou redondamente porque simplesmente menosprezou o dístico da bandeira encarnada - "E pluribus unum" - um entre muitos; uma simbiose de união, esforço, garra e sacrifício que catapultou a vitória.

O negativismo português

 

 

 

Reconheço a competência de Medina Carreira no âmbito da fiscalidade e economia, tendo sido mesmo Ministro das Finanças. Também por isso, não deveria ser tão deselegante nas críticas que faz à política, ainda para mais como ex-membro do partido socialista. O discurso que roça o insulto, de botabaixismo constante , convence hordas de seguidores desiludidos com o estado actual da política portuguesa. Denota ainda que o país está pior do que na década de 70, no capítulo da justiça, educação e finanças, o que obviamente não está. O seu tempo de antena é de puro show off, espécie de circo onde não existem medidas regeneradoras nem tampouco ideias inovadoras e em que toda a gente é catalogada de incompetente. Acho que o problema é, como diz Mário Soares, "o facto de vivermos em democracia sendo moda dizer mal da política porque não tem consequências negativas pessoais para os críticos nem para os maldizentes."

 

Uma verdade dolorosa

As palavras do seleccionador brasileiro de futebol, Dunga, chamando à sua congénere portuguesa de "Brasil B", irritou os mais pudicos, até aqueles que, ironicamente, regaram com champanhe os desaires de Portugal contra a Grécia no Euro 2004 - os que Scolari mandou bugiar. Mas porventura Dunga disse alguma mentira? Não foi a Federação Portuguesa de Futebol que transformou a Selecção num protectorado brasileiro que mal sabe cantar o hino nacional, ou estará mais preocupada em agradar aos patrocinadores que lhe enchem os cofres de milhões em detrimento da identidade desportiva do seu próprio país? O estatuto de utilidade pública desportiva que goza deveria ser suficiente para se pôr a jeito de não ouvir estes sarcasmos, limpando a imagem do futebol nacional, afectada por "apitos", deixando de lado a subserviência a certos clubes e a reverência a certos homens do futebol de índole duvidosa.

O senhor atletismo

 

 

 

Agradeço ao saudoso jornalista Jorge Lopes o facto de ter incutido na mente de muitos portugueses, como eu, o gosto pelas mal amadas modalidades desportivas, em particular, a menina dos seus olhos - o atletismo. A sua preparação para estes eventos era extraordinária, dum rigoroso profissionalismo e competência que deve fazer corar de vergonha grande parte dos actuais jornalistas desportivos. Imortalizou os feitos olímpicos de Carlos Lopes, de Fernanda Ribeiro e de Nélson Évora, vibrando intensamente com cada medalha conquistada, por cada feito relevante do atleta português. Pode ter morrido um campeão mas não desapareceu de nós esta paixão pelo atletismo que o Jorge ajudou a florescer.

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