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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Os cobardes do pelotão

 

 

http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=8&t=BE-e-familias-de-alunos-do-Colegio-Militar-alegadamente-agredidos-avancam-para-accao-conjunta.rtp&article=288775

 

Estalou o verniz no impoluto Colégio Militar devidos às alegadas práticas de violência física sobre os alunos mais novos daquela instituição. Enquanto uns pais retiraram de lá os seus filhos, outros manifestaram o seu apoio ao Colégio, quais virgens ofendidas. Não se lembram que a seguir podem ser os seus filhos, os alvos, mesmo entre miúdos oriundos de estratos sociais mais elevados. Talvez pensem que são intocáveis, a verdadeira elite da sociedade portuguesa à prova de escândalos. Espero que, à semelhança de outros estabelecimentos de ensino público, se castigue exemplarmente os agressores, de preferência, sem silêncios cúmplices, pois já se chegou à conclusão que para "ser homem" e bom cidadão não é necessário frequentar esses tipos de instituições nem ser exibicionista.

 

 

 

 

 

Circos sem animais

 

 

 

Só perca por tardia a entrada em vigor da nova lei que proíbe o uso de algumas espécies animais em circos. Seja em que local for, a dignidade animal não é compatível com o seu exibicionismo e exploração. Grande parte dos circos modernos já não utilizam animais nos seus espectáculos usando para isso a teatralidade e as artes circenses, verdadeiras géneses do circo. Profissionalizando esses artistas circenses e inovando o sector, estão criadas as condições para que todos os animais desapareçam dos circos portugueses. É importante a consciencialização dos mais novos para que se acabe também com espectáculos deprimentes como as touradas. Como diria Axel Munthe, "o animal selvagem e cruel não é aquele que está atrás das grades. É o que está na frente delas."

 

 

Um homem Nobel

 

 

 

O Nobel da Paz tem características diferentes dos restantes prémios atribuídos pela Academia Sueca. Desde logo, é atribuído em Oslo por um comité independente norueguês, laureando alguém ou alguma entidade que se distingue pela capacidade de resolver diplomaticamente diversos problemas, independentemente de ficarem concluídos ou não. Foi assim com Jimmy Carter, é agora assim com Barack Obama. Porque privilegia o diálogo e o bom senso entre os povos, porque ele próprio é o resultado da esperança e do sonho: ter sido o primeiro presidente afro-americano da história dos EUA. Um exemplo do idealismo norte-americano, ainda hoje cobiçado, abraçando causas como os Direitos Humanos e trabalhando internamente para um plano de reforma do sistema de saúde. Com Obama, voltaram as preocupações com o meio ambiente, com o desarmamento nuclear, com a desmobilização do Iraque e com a possibilidade do fim do embargo a Cuba. Apressou-se a condenar o golpe de Estado nas Honduras e a normalizar as relações institucionais com a Rússia, não esquecendo a tentativa de cativar o mundo árabe ao admitir a criação do Estado da Palestina , fundamental para a paz no Médio Oriente.

Negar isto, em menos de nove meses, é cair no discurso dos conservadores norte-americanos e de parte da esquerda europeia, recheada de tiques estalinistas.

 

Repúblicas e Monarquias

Mais importante do que saber qual será a forma de Governo mais apropriada - a Monarquia ou a República - é saber qual beneficia mais a sociedade, e neste aspecto, o voto, como opção de escolha, é decisivo para quem aprecia a democracia. Não que a monarquia não tenha tido sucesso em países do norte da Europa, mas nem todos os povos são culturalmente mentalizados para aceitarem dinastias hereditárias onde não existe limite de mandatos, no caso específico dos monarcas.

 

Também por isso, não se compreende como ultimamente têm surgido no nosso país movimentos de apoio à causa monárquica sem terem a mínima noção daquilo que professam. Talvez pensem que é chique a subalternidade ao rei ou a sede de protagonismo das suas acções levem as pessoas a pensar que realmente têm sangue azul.

Rio indomável

 

 

Rui Rio tem todas as condições para assumir o terceiro mandato à frente dos destinos da Câmara Municipal do Porto.

 

Vencerá, porque é inconcebível que a sua maior adversária à autarquia tenha já garantido um lugar como eurodeputada em Bruxelas, se eventualmente perder. Na sua cidade, a candidatura socialista associa-se ao clube de futebol mais representativo procurando apoios, fazendo lembrar a vergonhosa intimidade no passado entre a Câmara e o séquito portista. Corajosamente, Rio acabou com este feudo, com a promiscuidade entre a política e o desporto, e, claro, ganhou inimigos, muito deles dissimulados.  

 

Cáustico, incisivo, não se deixando amedrontar, cultivou uma imagem de líder, sendo legítimo apontá-lo como o futuro presidente do partido do seu coração, actualmente moribundo. Com uma carreira política exemplar ao serviço da social democracia arrisca-se a ser o novo rosto de oposição ao Governo, porque a batalha na cidade, contra tudo e todos, está ganha há muito tempo.

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