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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Touradas deprimentes

É asqueroso ver como o "lobby" tauromáquico se movimenta em Portugal. Já não bastava o "serviço público" da RTP oferecer este espectáculo retrógrado, também a TVI, e agora mais recentemente a SIC, associam-se a estas lides degradantes e cobardes. De facto, ninguém duvida de que o Homem consegue ser superior a qualquer animal ao usar as suas armas. Hilariante seria ver o toureiro nu em frente ao touro numa arena! Este enorme mamífero, ao ter sistema nervoso central, tem capacidade para sentir dor, ansiedade, medo e sofrimento. Infelizmente existem pessoas que enriquecem com o sangue derramado de outrem – são os patrocinadores - acotovelam-se para colocarem os seus reclames nestes anfiteatros. Outros falam em nome dos costumes ignorando que as tradições nunca se deveriam sobrepor á prática de valores nobres e dignos. Como disse Gandhi, "a grandeza de uma nação pode ser julgada pela forma como os seus animais são tratados". Já agora, a ablação feminina também não é uma tradição?
 

O maior do Mundo?

“O Benfica é o maior do mundo!!!”
 
Já todos ouvimos isto várias vezes. Muitos o dizem, mas será que o sentem mesmo? Será que estão mesmo convictos do que dizem?
 
Então vamos lá ver se o Benfica é ou não o maior clube do mundo.
 
Quando se fala de maior clube do mundo, afinal, fala-se de quê? De títulos ganhos? Do número de sócios ou adeptos? De capacidade financeira?
 
Vamos então fazer uma análise áqueles que são comummente aceites como sendo os clubes mais importantes do Mundo.
 
Comecemos pelo Real Madrid. O Real Madrid é o clube com mais títulos europeus, tendo sido por 9 vezes Campeão Europeu. O Real Madrid tem igualmente uma enorme capacidade financeira, tendo até alegadamente feito uma oferta de 100 milhões de euros para comprar o passe de Cristiano Ronaldo.
 
Mas isso faz do Real Madrid o maior clube do mundo?
 
Há uns anos atrás, numa conversa com Camacho, em Madrid, ele disse-me uma coisa que não me saiu da cabeça. Ele disse-me que o Real Madrid era muito grande e muito importante, mas que fora da cidade de Madrid o Real não era número 1 em lado nenhum. Camacho disse-me mais: o Real Madrid é respeitado e temido pelo mundo fora, mas não é amado.
 
Com o Manchester United ou Liverpool passa-se algo de semelhante com a diferença de terem ganho menos que o Real Madrid. Onde estão os verdadeiros adeptos do Manchester ou do Liverpool, a não ser nas respectivas cidades? Haverá algum sítio do mundo em que esses clubes são o emblema mais importante para além das suas cidades? Mesmo em Inglaterra, será que em Newcastle, Birmingham ou Leeds as pessoas são maciçamente do Manchester ou Liverpool? Tenho a certeza que não.
 
E o Barcelona? Se fossemos olhar para os títulos o Barcelona está muito longe do Real Madrid e em termos sociais ainda vale muito menos que o Real. O Barcelona é um clube parecido com o Porto, assim como o Atlético de Madrid é parecido com o Sporting.
 
De facto, o Barcelona representa um sentimento regionalista e com isso domina na Catalunha e vive por oposição ao Real Madrid. O Porto tem um papel semelhante em Portugal, tem no Benfica a sua obsessão, mas ao contrário do Barcelona não consegue sequer dominar o Norte de Portugal nem ter a capacidade financeira do clube catalão. Quem quiser confirmar o que digo que vá a Braga, a Famalicão, Viana do Castelo, Mirandela, Bragança ou Vila Real e verifique qual é o clube com mais adeptos. É, de longe, o Benfica.
 
Mas ter mais adeptos será um critério suficiente para se ser o maior clube do mundo? Manuel José, treinador do Al-Ahly, dizia há uns tempos que este clube do Cairo era enorme porque tinha cerca de 40 milhões de adeptos no Egipto. Mas fará isso do Al-Ahly um grande clube? Seguramente que não. Se fizesse, rapidamente qualquer clube chinês ou indiano poderia vir a dizer que é o maior clube do mundo.
 
Outros clubes como o Milão, Inter, Juventus, Bayern de Munique, Boca Juniors, Flamengo ou São Paulo têm o mesmo problema. São muito importantes nas suas regiões ou nos seus países, já ganharam muita coisa, alguns têm muito dinheiro, mas fora da sua área de influência directa não são nada. São muito respeitados. São adversários temíveis. Mas têm aquela coisa especial que faz deles o maior clube do mundo? A resposta é não.
 
Então, afinal, qual é o maior do clube do mundo?
 
É o Benfica. E porquê?
 
O Benfica é o maior clube do mundo não por causa de qualquer recorde do Guinness Book como alguns ignorantes nos querem fazer crer. Só pode dizer isso quem não percebe nada do que é ser benfiquista.
 
O Benfica é o maior clube do mundo porque num desenvolvimento histórico singular e irrepetível ganhou o respeito mas, acima de tudo, conquistou o amor de milhões em todo o mundo.
 
O Benfica conseguiu encarnar a diáspora portuguesa como nenhum outro clube do mundo o conseguiu fazer relativamente à história do seu próprio país.
 
Assim, o Benfica é o maior clube de Portugal, mas é também o clube nº 1 em Angola, Moçambique, Timor, Cabo Verde, Guiné e S. Tomé. Mas não só. Qual é o maior clube de Paris? Será o PSG que foi fundado em 1970? Não. É o Benfica. O Benfica que também é o maior clube na Suíça, no Luxemburgo e que tem uma enorme força na Alemanha, em Nova Iorque, em Toronto, na África do Sul ou em qualquer lado onde esteja um português.
 
O Benfica personifica a nostalgia e a alma de um povo, mesmo daqueles que não são simpatizantes do clube. E isso sente-se especialmente quando se sai de Portugal. Não há mais nenhum clube do mundo assim.
 
E o Benfica teve e tem Eusébio. Bem sei que o Real Madrid teve Alfredo di Stefano e o Manchester United Sir Bobby Charton. Mas Eusébio era outra coisa. Eusébio não era argentino nem inglês. Eusébio era africano, de Moçambique, o que representava a vocação universalista do Benfica. Eusébio era um rapaz simples e humilde com um talento incomparável. Eusébio carregou aos ombros todo um país no mundial de 1966. E chorou. As lágrimas de Eusébio deram a volta ao mundo e lavaram a alma de todos os portugueses que com ele sofreram.
 
E há mais. O Benfica é do povo. É popular no sentido literal do termo. É feito por gente simples que ama o Benfica mais do que tudo na vida e é capaz de sacrifícios espantosos pelo clube do seu coração.
 
Arrepia-me ver os novos jogadores estrangeiros do Benfica, quando chegam ao aeroporto da Portela, começarem logo a dizer que o Benfica é igual ao Real Madrid como se isso fosse algum elogio. A culpa não é deles. É claro que são instruídos por alguém dentro do Benfica para dizerem isso. Alguém que pensa que isso engrandece o Benfica. Nada mais patético. Faz-me lembrar quando os artistas brasileiros chegavam a Portugal e começavam logo a dizer que éramos um país lindo, maravilhoso e irmão. Soava a falso, como soam a falso as declarações dos jogadores recém chegados. Isso só acontece porque as pessoas que estão no Benfica não percebem verdadeiramente o que têm nas mãos. Estão lá, mas não sabem o que é o Benfica. Se vissem o Benfica como ele é não ficavam todos felizes com a comparação com o Real Madrid, mas proibiam-na.
 
Para se dirigir um clube como o Benfica é preciso ter-se categoria, algo que há muito anda arredado da Luz. Assim como para se ser jogador do Benfica é preciso ter-se algo de especial. Não é, de facto, coisa que esteja ao alcance de qualquer um.
 
Por muito que outros clubes possam ganhar nunca serão o Benfica. Não há nenhum clube do mundo que tenha a herança do Benfica. É preciso que o futuro do Benfica esteja à altura do seu passado. E para isso são precisas vitórias. Vitórias com honra, com glória, com humildade e com dignidade.
 
A minha última palavra vai para as Casas do Benfica espalhadas por Portugal e por esse mundo fora. Elas fazem um trabalho notável e desempenham um papel fundamental na manutenção da mística do Benfica. Mística essa de que todos falam, mas muitos não sabem o que quer dizer.
 
O Benfica é, de facto, um caso único no mundo do futebol.
 
O Benfica é, sem favor e sem exagero, o maior clube do mundo!
 
Bruno Carvalho

http://novobenfica.blogs.sapo.pt/

Nova era nas transmissões televisivas do futebol em Portugal

A anunciada estreia do Canal Benfica, com a transmissão em directo e em exclusivo do Benfica-Nápoles, no próximo dia 2 de Outubro, é um acontecimento simbólico para o futebol português. Há 30 anos que os clubes portugueses, cuja situação económica e financeira se tem agravado cada vez mais - de tal modo que estão hoje, todos eles, em situação de falência -, começaram a vender ao sr. Joaquim Oliveira, pelo preço da uva mijona, os seus direitos sobre as transmissões televisivas dos seus jogos do Campeonato Nacional.

Curiosamente, a notícia da estreia do Canal Benfica (que ainda aguarda a emissão da respectiva licença pelo regulador dos media, a ERC, como sublinhava com acinte um dos jornais do sr. Joaquim Oliveira) mereceu algumas notas à margem, menos bem informadas, no de género “recorde-se que os direitos televisivos dos jogos da Liga portuguesa não pertencem ao Benfica”, quando os mesmos não pertencem senão ao Benfica, que, mediante contrato, os cedeu (vendeu) ao já citado sr. Joaquim Oliveira ou à sua famosa empresa Olivedesportos. Quem diz o Benfica, diz, um a um, os chamados clubes profissionais de futebol, 16 em cada Liga. Que aconteceu nestes 30 anos?

Está à vista de toda a gente, embora toda a gente (bem, quase toda a gente) finja que não vê. E que é evidente. Num dos extremos do negócio, os clubes, legalmente os seus detentores, estão todos falidos. No outro extremo, as TV privadas lá se vão safando, mas a RTP, enquanto os comprou ao sr. Oliveira, só agravou o seu défice crónico (que chegou aos mil milhões). No meio, o sr. Joaquim Oliveira - cujos méritos devem ser assombrosos - diria, em síntese, que passou de homem pobre a homem rico, através do mais gigantesco transvase de dinheiros que conheço no futebol europeu.

Não é preciso especular sobre o assunto - os dados estão aí para quem os quiser ver. Para se ter uma ideia do que os clubes portugueses “não ganham” com o sr. Joaquim Oliveira, direi, por exemplo, que o Villareal, de Espanha (onde os direitos são concentrados na Liga, que os negoceia com as TV) até há pouco um modesto clube de uma cidadezinha de 40 mil habitantes, perto de Valencia, recebeu a época passada de direitos televisivos 52 milhões de euros. Por cá, o Benfica, quem mais recebe da Olivedesportos, recebeu 7 milhões de euros. Moral da história: enquanto persistir esta disparidade de receitas de televisão em relação ao resto da Europa, os clubes portugueses não podem ser competitivos, estarão condenados ao endividamento progressivo e a esta espécie de morte lenta em que vão sobrevivendo. Amén.

 

Rui Cartaxana, Record

 http://www.record.pt/noticia.asp?id=804430&idCanal=3437

Burlas a Norte

Passou despercebida nos media ligados ao desporto, e em particular ao futebol, com excepção do Record, uma das maiores burlas da Banca portuguesa, que envolveu mais de 170 milhões de euros (cerca de 3,5 milhões de contos) e nomes sonantes do futebol do Norte do país. O autor desta proeza, na altura vice-presidente do FC Porto e administrador da FC Porto SAD, mas também gerente da Agência do Banco Mello (grupo BCP) no antigo edifício das Antas, no Porto, Nuno Espregueira Mendes, foi recentemente condenado a 6 anos de prisão efectiva por burla agravada.

Segundo o acórdão que o condenou, Espregueira Mendes montou uma negociata tipo D. Branca, pagando altíssimos juros (10% ao mês) à conta de depósitos na “sua” Agência (para o que ele próprio “financiava” os seus “clientes”), os quais eram investidos em aplicações com elevadas taxas de juro, aproveitando-se da alta de valores mobiliários (Bolsa) da altura, 1999/2000.

Entre os clientes que mais beneficiaram da generosidade desta D. Branca à moda do Porto, com empréstimos de grande monta, além do FC Porto (de uma só vez com 500 mil contos para reforço da tesouraria) e da FC SAD, figuram, nomes como Joaquim Oliveira (só de uma vez, em 6/5/1999, 1 milhão de contos), seu irmão António com mais de 500 mil contos em diversas alturas “para aquisição de acções na Bolsa de Lisboa”(sic), Adelino Caldeira, com 433 mil contos, com a mesma cristã finalidade, e uma numerosa lista de pessoas, todas de algum modo ligadas ao FC Porto, como os antigos jogadores Rui Barros ou Jaime Magalhães, etc., ou o presidente da Associação Comercial do Porto, dr. Rui Moreira, familiar de Espregueira Mendes e forte “investidor” nas habilidades bolsistas do antigo gerente bancário (tinha lá 500 mil €), negócio do qual disse que “não se lembrava” quando interpelado jornalisticamente sobre o caso.

Tudo começou a desandar quando a Bolsa entrou em depressão e as suas cotizações começaram a desvalorizar-se. O valor da carteira de títulos constituída por este bancário armado em banqueiro foi avaliado, então, em quase 20 milhões de contos (100 milhões de €). Tal como D. Branca enganou as autoridades durante todo o tempo, também o antigo administrador da FC Porto SAD ludibriou a própria auditoria do banco, que a certa altura o chegou a elogiar “pela proeminente carteira de clientes e pelo dinheiro que movimentava”. Pudera.

 

 

Rui Cartaxana - Record

http://www.record.pt/noticia.asp?id=803998&idCanal=3437


Uma pérola Argentina

"Europa, sigue Hill, sufre especialmente en sus Ligas menores (cita a Macedonia, Belarús, Ucrania, Rumania, Lituania, Turquía y Grecia entre las más corruptas y a chinos comprando clubes en Bélgica y Finlandia). Y tampoco el Primer Mundo queda a salvo. Hill, que no estudia el caso sudamericano, recuerda la historia sucia de la Premier League y cita al monje negro italiano Luciano Moggi y al francés Bernard Tapie, todos ellos desnudados en comprometedoras conversaciones telefónicas. Y menciona también a Carolina Salgado, la prostituta amante del corrupto presidente del club portugués Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, quien la conoció en el burdel No Calor da Noite . "Comparado con todo lo que he visto en el mundo del fútbol -dice la mujer- el burdel parece una guardería infantil."

 

Ezequiel Fernández Moores, La Nacion Deportiva

 

http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1045791

 

Desmoronamento da montanha

O cerco ao proprietário do jornal "O Primeiro de Janeiro" está a apertar-se. além da contestação aos polémicos despedimentos no matutino portuense, do cancelamento do estatuto de pessoa colectiva de utilidade pública e da perda de credencial de cooperativa do grupo Folha Cultural, Eduardo Costa enfrenta, agora, acções inspectivas do fisco às suas empresas e a título individual. A Direcção de Finanças de Aveiro confirmou oficialmente à VISÃO ter efectuado, entre Abril e Maio últimos, uma inspecção às instalações do grupo empresarial, em Oliveira de Azeméis. Naquele período, foram recolhidos dados contabilísticos em suporte digital relativos aos anos de 2004, 2005 e 2006. Os relatórios estão concluídos e as Finanças já comunicaram a Eduardo Costa as diversas irregularidades e dívidas em causa, cujo montante, contudo, não foi possível apurar. Mas, na sequência dessa acção inspectiva, as Finanças abriram, igualmente, uma investigação fiscal ao próprio empresário oliveirense, que, segundo a mesma fonte oficial, ainda decorre. O primeiro sinal de alerta no grupo foi dado em Novembro passado, quando a Inspecção de Finanças entrou nas instalações da Sedico, a empresa que geria o jornal. A resistência do director comercial e de publicações a facilitar o acesso aos inspectores obrigou mesmo a uma intervenção policial. Enquanto decorriam estas acções fiscalizadoras, o Governo de José Sócrates anunciou a atribuição de mais de um milhão de euros de incentivos a três empresas de Eduardo Costa. As verbas, essencialmente comunitárias, são distribuídas no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
 
N.B.: 5 milhões de euros, é quanto Eduardo Costa quer para ceder o título "O Primeiro de Janeiro"!
 
 
Miguel Carvalho, VISÃO, 4 de Setembro de 2008

Pesadelo interminável

Os trabalhadores de "O Primeiro de Janeiro", despedidos no passado dia 30 de Julho, continuam sem receber os salários em atraso e o subsídio de férias prometido pela então directora, Nassalete Miranda, antes da dissolução daquele órgão.

Em causa estão parte dos salários do mês de Junho, o mês de Julho e o subsídio de férias, o que significa que alguns jornalistas dos quadros, com salários mais elevados, estão há três meses com apenas um ordenado mínimo.

Em comunicado enviado às redacções, os jornalistas "despedidos ilegalmente", como assinam o documento, explicam que "o último depósito feito pela administração do [jornal] centenário nas contas bancárias dos 34 jornalistas e dos três funcionários administrativos foi feito no dia 24 de Julho, quando passava já quase um mês sobre a data prevista.

No mesmo comunicado pode-se ler que, pelo menos três colaboradores do jornal, que não tinham contrato de trabalho e foram despedidos por essa altura, continuam sem receber os honorários pelo trabalho realizado nesse mês".

"Há 32 dias sem pôr a vista em dinheiro, e tendo de fazer face às despesas do quotidiano, os 34 jornalistas e os três administrativos estranham a ausência de medidas por parte das instâncias competentes, e lamentam que o caso - de índole criminosa, praticado por um empresário ligado a diversas fraudes e há poucos meses condenado por ter enganado o Estado - comece a cair no esquecimento das autoridades e da opinião pública", refere o documento.

Em declarações à Lusa, Carla Teixeira, uma das jornalistas despedidas do "Janeiro", contou que o sentimento da antiga redacção do diário matutino "é de frustração por saber que nos devem e que estamos a passar dificuldades porque alguém se está a furtar a cumprir com as suas obrigações e porque o Eduardo Costa não está, com certeza, a passar dificuldades".

Em tom de desabafo, Filinto Melo, jornalista despedido de "O Primeiro de Janeiro", escreve no blogue dedicado àquele diário estar "há setenta e quatro dias sem ingerir um salário por inteiro". "Para além, disso, companheiros, há já trinta e nove dias que não toco mesmo em pinga de dinheiro colocado na minha conta", lamenta.

O jornal "O Primeiro de Janeiro" suspendeu a sua publicação no passado dia 1 de Agosto, após o despedimento colectivo de toda a redacção (34 jornalistas e três administrativos), regressando às bancas no dia 4 de Agosto pela mão de Rui Alas, ex-director do suplemento desportivo daquele órgão, e quatro jornalistas do mesmo suplemento.

A anterior directora do jornal, Nassalete Miranda, tinha anunciado no dia 31 de Julho que "O Primeiro de Janeiro" cessaria a sua publicação durante o mês de Agosto "para modernização em termos gráficos e de conteúdo".

Durante vários dias os trabalhadores despedidos colectivamente reuniram-se frente à antiga redacção do "Janeiro", na rua Coelho Neto, para manifestar o seu descontentamento, recebendo a visita e o apoio de vários partidos políticos.

Recorde-se que gestor do diário "O Primeiro de Janeiro", Eduardo Costa, foi julgado em Abril de 2003, em Oliveira de Azeméis por forjar uma publicação e burlar o Estado com o porte-pago.

Em Março de 2008 parte do julgamento foi repetida, condenando Eduardo Costa a uma pena de prisão de dois anos e seis meses, suspensa por um ano, por fraude na obtenção indevida de subsídios por parte do Estado, através do jornal "Recortes da Província".

 

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