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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

A História não o absolverá

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A história de Cuba é clara como as águas das Caraíbas: substituiu-se um ditador de direita, Batista, por um de esquerda, Fidel. Para alguns, parece que existem ditadores bons e maus, consoante a costela política. Canonize-se então Fidel castrador das liberdades individuais porque alfabetizou o povo e promoveu a saúde grátis. Mas a História não absolverá quem, em nome da prometida revolução humanista, executou pessoas, prendeu quem tinha ideias políticas diferentes, ordenava trabalhos forçados, exílios e perseguições só porque alguém tinha uma orientação sexual diferente. Agora sim, Cuba é livre! 

O verdadeiro herói

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Enquanto se continua a homenagear os "heróis do Euro" com medalhas da cidade, atribuindo-se o nome de cromos da bola a aeroportos, e, imagine-se, até erguendo estátuas de bronze, esquecemo-nos "daqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando". É o caso do jovem Mário Nunes, o primeiro português a viajar para a Síria para lutar contra o Estado Islâmico e que abandonou tudo por causa de um ideal: combater o mal para ajudar a formar um mundo melhor. O verdadeiro herói é assim, solidário, despojado, quase anónimo  e até ignorado mas que prefere morrer a não fazer nada.

O fugitivo

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Quero felicitar o fugitivo Pedro Dias, o suspeito dos homicídios de Aguiar da Beira, por ter prestado serviços relevantes ao Estado. Desde logo, penso que daria um excelente ministro das finanças pois nem toda a gente consegue viver 29 dias com 60 euros. Depois, o contributo ao turismo, viajando num raio de 200 quilómetros pelo interior do país degustando a bela castanha transmontana e fazendo couchsurfing ao partilhar a casa das pessoas. Apesar de ter poupado nas dormidas, impulsionou a hotelaria tal foi a azáfama de dezenas de jornalistas em busca do rasto perdido, e, por fim, deu um novo fôlego à arte do ilusionismo: num gozo supremo aparecia e desaparecia em locais improváveis, entregando-se bem vestido, barbeado e perfumado! 

Mundo de trampa

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A terra da liberdade é assim mesmo, permite que um qualquer louco com ideias contrárias à própria Constituição americana seja presidente do país. Esta espécie de Tiririca milionário vai tornar o mundo mais perigoso, mais intolerante, um mundo com muros, discriminação e machismo. Um colector que recolhe a trampa toda, da extrema direita ao nacionalismo exacerbado, os frustrados da esquerda e da direita, com a particularidade deste homem ameaçador ter dedos nervosos, um no gatilho e o outro na bomba nuclear.

A bala perdida

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Hugo Ernano, o militar da GNR que foi condenado a pagar 55 mil euros de indemnização por ter morto acidentalmente um jovem que acompanhava  o pai, num assalto, entregou o dinheiro que foi conseguido através da solidariedade de 6000 pessoas. Os cidadãos já fizeram o seu julgamento: aplicaram a pena de censura ao magistrado e inocentaram o agente de autoridade. É tão difícil para um juiz perceber que a sua sentença é desproporcionada e levou um agente e a sua família quase à miséria? É digno de um Estado, através do Ministério da Administração Interna, ter aberto um processo disciplinar e ter suspendido o militar, abandonando-o à sua sorte quando deveria ser protegido? Não será que a justiça deu um sinal claro que afinal o crime compensa, que não se deve agir contra os criminosos para evitar balas perdidas?

 

 

Teoria da evolução do futebol

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Antigamente os grunhos iam ao futebol e relatavam a delinquência em livros, mas agora até têm uma equipa de futebol de "canela até ao pescoço" a competir na divisão distrital. Em tempos passados, os broncos davam uns sopapos aos árbitros em centros comerciais, agora ameaçam-nos cobardemente por telemóvel, nas redes sociais ou através dos meios de comunicação do clube. O troglodita, outrora marginalizado, diz-se legalizado, e evoluiu para chefe de família, comentador, político, músico, advogado, empresário e até sopeira de casa, mas aquilo em que nunca se vai transformar é numa espécie que saiba perder.

Travessia no deserto portuense

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O PSD continua a sua travessia no deserto, comprovado agora com a recente derrota nas eleições legislativas dos Açores. Veja-se também o caso da cidade do Porto onde  nem sequer apresentou candidato às próximas eleições autárquicas. Sei que não é fácil combater politicamente esta espécie de União Nacional em redor do independente Rui Moreira, apoiado pelo CDS e pelo servilismo do PS, mas só uma oposição insatisfeita pode dar voz a cidadãos que não compreendem o excessivo poder do vereador do PS no executivo, a confusão originada pelo concurso público para a exploração do Palácio de Cristal, a forma como o presidente da câmara desrespeitou a Galiza na questão dos voos TAP Vigo/Lisboa, as declarações infelizes sobre o fumeiro e o galo de Barcelos na contestação à promoção turística do Norte, a divisão que criou entre autarcas do interior e do litoral a propósito da distribuição de fundos comunitários (PEDU), e a vergonhosa concessão do estacionamento na via pública que tem infernizado a vida de quem trabalha ou estuda.  

 

 

 

Taxi Driver

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O governo não pode estar refém de uma chusma de taxistas que desafia e intimida tudo e todos. Não percebo como uma classe que mantém benefícios fiscais em termos do ISV, de dedução de IVA nas despesas de veículo, isenção do IUC, IRC, e que sempre gozou de proteccionismo, se escandaliza com a concorrência e com novos modelos de negócio. Esta dose de moralismo faz-me lembrar a personagem principal do filme "Taxi Driver", um taxista irritado armado em justiceiro que aponta a sua mira a todos, à cidade, ao Estado, não percebendo que ele também é um produto que faz parte do problema.

Balada para Mário Wilson

 

 

Ó Coimbra do Mondego e dos dois amores que ele lá teve: a Académica e o Benfica. Do Choupal até à Lapa, todas as glórias na sombra daquela capa. "Sentes que um tempo acabou", vice-campeão na "Briosa", "qualquer que não volta que voou". "Capa negra de saudade no momento da partida, segredos desta cidade" levou o velho capitão "p'rá" vida. A estória de Mário Wilson não é só futebol, também é uma lição de sonho e tradição, porque sei que "levas em ti guardado o choro de uma balada, recordações do passado, o bater da velha cabra".

Foi chão que deu uvas

uvas

Não devo ser o único a achar que a política já "foi chão que deu uvas". Atente-se no exemplo do PSD: Alberto João Jardim dedica-se agora à representação num filme onde interpreta o papel de um "pastor visionário", só não sei como ele não consegui antecipar o valor astronómico da divida da Madeira. No continente, um presidente de uma concelhia da Juventude Social Democrata decidiu participar num "reality show", arrastando a política para um palco de "voyeurismo" saloio, e à última da hora, Passos Coelho deixou cair a sua nova função de apresentador e promotor livreiro para se dedicar aquilo em que é mesmo bom: caçar "pokémons"!

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