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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Junta-se a fome à vontade de comer

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A nove meses do fim do mandato da Procuradora-Geral da República, o Ministério Público decidiu oferecer um repasto inesquecível. Juntou-se então a fome de títulos dos anti-benfiquistas à vontade de comer da direita portuguesa, desejosa de dividir a "gerigonça" governamental. Assim surgiu o caso Mário Centeno, maldosamente inquirido por alegadamente ter trocado bilhetes para ver o Benfica por uma isenção fiscal de IMI. Na boda, ainda estiveram presentes jornalistas justiceiros travestidos de magistrados, manipuladores, vasculhadores da vida alheia, devassadores e pessoas que tendo contacto com processos judiciais, ilegitimamente dão conhecimento de elementos a eles pertencentes. Em Estrasburgo, o Eurogrupo não ficou contente com o enxovalhamento mediático do seu presidente, em Portugal, o cidadão ficou desgostoso com os desnecessários gastos do banquete e pergunta-se o que é feito do rigor do Ministério Público para com o "caso dos submarinos", da Tecnoforma, com as contas obscuras de determinados partidos ou para quem não faz nada para prevenir a violência doméstica sobre a mulher. 

Salvem o rio Tejo

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Já não é suportável tamanho problema de saúde pública que se verifica no rio Tejo. A culpa era dos espanhóis, do atrofiamento do caudal do rio e da contaminação radiológica da Central Nuclear de Almaraz. Com as recentes denúncias de cidadãos que difundem vídeos e fotografias nas redes sociais e que inclusive lhes custa processos judiciais, identificaram o problema em território português, a jusante de Vila Velha de Ródão, local onde existem empresas de celulose. Já que as autoridades ambientais submergiram na fossa em que se transformou o rio e que ignoram as queixas de pescadores, agricultores e quem vive da actividade turística, apelava ao interventivo Presidente da República que nunca diz não a umas braçadas na água, que mergulhasse no rio com um fato à prova de bactérias de modo a alertar para esta situação. 

A fogueira das vaidades

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Parece que se tornou moda acusar celebridades de assédio e abuso sexual. Sem querer ofender as verdadeiras vítimas destes actos abjectos, muitas vezes pessoas anónimas e sem interesse mediático, isto tornou-se numa fogueira de vaidades ateada pelo feminismo histérico e hipócrita que queima qualquer um no tribunal popular. Nem vou discutir o motivo de só agora virem a público tais revelações, talvez porque na época os avanços sexuais dessem jeito à carreira e agora as insinuações e os convites já não terem tanta piada, mas o que eu quero realçar é aquilo que as feministas insistem em ignorar: o assédio sexual sobre o homem, no trabalho e em ambiente académico, mas pouco denunciado por isso poder afectar a sua masculinidade.

Quem fala assim não é gago

Deu gosto ver o deputado José Soeiro questionar um administrador dos CTT sobre o encerramento de 22 balcões no âmbito do plano de reestruturação da empresa. Não compreende ele e não compreendemos nós  a razão de ser distribuído pelos accionistas dividendos superiores aos lucros, e o motivo deste ganhar quase um milhão de euros por ano -  equivalente a 128 anos de trabalho de um colaborador da empresa  - e ainda querer despedir 800 pessoas. "Quem fala assim não é gago", quem denuncia o incumprimento de um acto altruísta e de interesse colectivo como é o serviço público só pode merecer um elogio pois cumpre a função para qual foi eleito.

Os vendilhões do templo

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Graças às privatizações e à abertura do capital de empresas públicas portuguesas ao exterior, vimos estrangeiros a apropriarem-se de firmas nacionais, mas o que nunca tinhamos visto era forasteiros a apoderarem-se de crianças através de adopções ilegais! Dizem que é uma igreja, eu digo que é uma seita que exige um dízimo mensal aos seus crentes. Dizem-se bispos e pastores com curas milagrosas mas eu só vejo um conjunto de empresários religiosos com influência política e que tem um império de comunicação. À boleia destes alegados raptos, já era hora do Governo impedir que estes vendilhões do templo comercializem a fé e desmascarasse o poder sobrenatural que engana os ignorantes e fragilizados.  

 

#NãoAdotoEsteSilêncio#osegredodosdeuses

O jornalista sem medo

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Muita gente nem se apercebeu da morte do jornalista desportivo Marinho Neves, mas outros jamais esquecerão o seu contributo para denunciar os batoteiros do futebol dos anos 80 e 90. Nem foi preciso roubar emails, bastou fazer jornalismo de investigação, colaborar com as autoridades e escrever um livro chamado "Golpe de Estádio", onde prometeu "dizer a verdade através da comédia", profetizando aquilo a que mais tarde veio a ser denominado de Apito Dourado, o maior escândalo do futebol português. Denunciou o verdadeiro e único "polvo", por isso foi perseguido profissionalmente, intimidado e ameaçado a norte do país. Sem medo, Marinho Neves nunca foi um moço de recados, pois quando o insistiam em calar, berrava ainda mais alto!

   

Levanta-te e Ri

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Por momentos pensei que  o presidente turco, Erdogan, tivesse sido convidado para o programa de comédia português "Levanta-te e Ri", tal foi a gargalhada que dei quando o ouvi acusar Israel de ser um "Estado de ocupação e terrorista". Alguém diga ao governante que o único Estado membro da União Europeia ocupado é o norte do Chipre, invadido precisamente pelas tropas turcas. O humor negro também é de qualidade: quando a sua aviação lança bombas sobre os curdos aquilo  não se pode considerar terrorismo, são apenas uns presentes natalícios! Também faz comédia dramática pois manda prender polícias, militares, jornalistas, procuradores, juízes e funcionários públicos acusados de tentar criar um golpe de estado em 2016, e por fim, comédia muda, controlando a Internet e as redes sociais.   

O síndrome provinciano

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Já não suporto esta guerra Norte-Sul, agora por causa da decisão do Governo para que o Infarmed vá para o Porto. Ao centralismo de Lisboa responde o Porto como de costume, olhando para o seu umbigo. O país precisa de uma descentralização mas o Norte também pois a região não termina no Douro - é Braga, Vila Real, Viana do Castelo, Bragança, distritos que não têm aquelas figurinhas políticas e desportivas coladas à antena da boa imprensa e à espera do clarão fotográfico. Enquanto o interior agudiza, é insultuoso assistir aos egos de Lisboa e Porto sobre quem tem direito a melhores aeroportos, pontes, transportes públicos, eventos culturais e fundos comunitários. Como diria Fernando Pessoa, "o síndrome provinciano é o entusiasmo e admiração pelos grandes meios e pelas grandes cidades", rivalidades que atrasam o país.

Os renegados

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O Benfica é um clube extraordinário: permite que uma pessoa insolvente publique um livro, mesmo falando mal do emblema, de modo a ajudá-la a pagar o que deve! Enquanto o credor esfrega o olho, perdão, as mãos, escreve-se um livro baseado em correspondência electrónica roubada. O "Zé Cabra" da escrita aliou-se a um blogueiro doutorado em História mas parecem renegar factos passados, por isso eu sugiro um título para a 2ª edição do livro que acabe com tanto puritanismo: "Fruta para dormir, rebuçado e café com leite", "A creolina nos balneários", "O Famoso Guarda Abel", "Mandei um árbitro para o Brasil", "Fuga para Vigo", "Uma aventura no Centro de Treinos dos Árbitros e na casa de suas famílias",  "Largos dias têm quinhentinhos", "Sabes que o melhor está para vir quando te sentares num tribunal", e "Sei o que tens feito há mais de trinta anos"!

Telhados de vidro

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Depois do "funcionário do ano" ter divulgado emails mencionando a suposta existência de uma rede de influência do Benfica sobre estruturas de decisão do futebol para influenciar a arbitragem em Portugal, sabe-se agora que também o director-geral do FC Porto está a ser investigado por "factos susceptíveis de integrarem o crime de corrupção no fenómeno desportivo". O ditado nunca falha: "quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho". Por outro lado, gostava de ver a reacção dos caçadores de bruxas do futebol português, aqueles coscuvilheiros e justiceiros da Internet dos tempos modernos que pirateiam criminalmente correio electrónico privado deturpando-o e publicando-o fora do contexto, bem como o destaque dado por alguma comunicação social que participa neste voyeurismo e só rasga as vestes consoante a cor da camisola do clube.

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