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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Inferno de Outubro

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Quatro meses após os catastróficos incêndios de Pedrógão Grande pensou-se que o inferno não ousaria voltar, puro engano, o mesmo regressou em Outubro e espalhou-se pelo norte e centro do país. Por muito que se goste deste Governo, algo está a falhar quando são as populações que se transformam em Protecção Civil, abandonadas e enfrentando os fogos. Num país que só se preocupa com Lisboa e Porto, que atrasa a sua Reforma Florestal, que refloresta terrenos com eucaliptos visando o lucro comercial, está sujeito a entrar em combustão e a sumir do mapa. Fala-se de quem ganha com os fogos: madeireiros, imobiliárias, reservas de caça associativa, de empresas privadas contratadas para combater incêndios, mas como diz o outro no sketche, "falam, falam, falam, e eu não vejo ninguém a fazer nada"!

Prioridades

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Olhei para a televisão de soslaio, dizia que a Câmara Municipal de Oleiros tinha investido largos milhares de euros, só não consegui ler aonde. Tinha a esperança que este dinheiro fosse aplicado na reabilitação do Pinhal Interior, zona tão fustigada pelos catastróficos incêndios do último verão, talvez um plano que fomentasse o desenvolvimento económico da área ou uma medida que menorizasse o sofrimento de pessoas que perderam tudo. Qual não é o meu espanto quando acabo de ler a notícia completa, afinal as prioridades eram outras: a Câmara vai financiar obras de renovação do Estádio Municipal que habitualmente se encontra às moscas só para que uma associação local receba um clube grande numa eliminatória da Taça de Portugal em futebol!  

O legado de Passos Coelho

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Dá impressão que os eleitores quiseram dar uma vassourada no PSD nestas eleições autárquicas e os candidatos associados ideologicamente com o partido levaram por tabela. Já foi tarde, devia ter sido em 2015, por ocasião das Legislativas, mas mais vale tarde do que nunca - os portugueses afirmaram que não querem voltar aqueles anos de brutal austeridade porque afinal havia alternativa. O legado de Passos Coelho não é para esquecer, é um compêndio daquilo que não deve ser a social democracia pois manda-nos emigrar, sermos menos piegas, até porque "estar desempregado pode ser uma oportunidade". Nem de propósito: agora que não se recandidata à liderança do PSD, tem a oportunidade de ser um carácter solidário e pôr em prática a filosofia política que ensinou ao serviço da sua vida pessoal!

Um homem bom

Vou contar-vos uma estória extraordinária de um homem que queria ser médico mas tornou-se farmacêutico, alguém que dedicou a sua vida a ajudar os excluídos em detrimento da sua própria família e merecedor de ficar eternizado na galeria dos notáveis portugueses. João Almiro era assim, um anfitrião dos desfavorecidos, uma mão amiga que os recolhia dentro de sua casa. Visionário, criou o laboratório Labesfal, mas a sua maior riqueza era estudar para cuidar dos necessitados, pois de que vale ter muito dinheiro se existem pessoas infelizes à nossa volta? Uma fraternidade que envergonharia muitos credos religiosos, um homem bom injectado com amor, um farmacêutico que valorizou a classe e que afirmou, aos 90 anos, que recebeu mais daquelas almas perdidas do que deu!

Ida ao pote

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Sempre defendi uma aproximação dos cidadãos ao sistema político mas quando há demasiado interesse em ir ao pote ou quando existe falta de credibilidade nos candidatos a gente estranha. Em Castanheira de Pêra, a cantora Ágata faz parte de uma lista independente à Câmara. Parece que já estou a ver o slogan da campanha: "Podes ficar com as jóias, o carro e a casa mas não fico sem tacho político". No Porto, um ex-participante de um "reality show" com o segredo "Tive um bar de alterne", também concorre à Câmara. Já vislumbro o cartaz: "Alterne de partido comigo". Numa freguesia do mesmo distrito, um ex-ciclista que esteve envolvido em histórias de doping escala uma junta. Eu sugiro-lhe um bom outdoor: "O partido vitamínico" ou "Comigo pedalemos com motor"!  

Puritanos da bola

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Já começa a ser enjoativo a conversa dos juristas de ocasião sobre a legalização de claques de futebol. Se querem cumprir a Lei esta tem de servir a todos, sem excepção, e poderíamos começar pela apresentação do registo criminal de cada membro. Duvido que sobrasse muitos "legais", daqueles que relatam orgulhosamente em livro as suas façanhas criminais de líderes. Quanto aos clubes, não só fosse severamente punido aquele dá apoio a uma associação "ilegal", mas também aqueles "legais" que incitam ao ódio através de cânticos, à violência, ao racismo e à exibição de tarjas ofensivas. Basta que todos os clubes comam pela medida grande que acabará o ruído hipócrita promovido pelos puritanos diários da bola.

Que estranha forma de fazer política

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Só uma mente muito retorcida pelo fogo pode pensar que existe alguma coisa a esconder num gigantesco pinhal calcinado, alguém que invoca suicídios, que berra por "toda a verdade" pois "há muito por esclarecer no incêndio de Pedrógão", inclusive o número de mortos. Não se aflijam, os cidadãos ficaram elucidados com a qualidade do combate político em Portugal, fuligem que se agarra às paredes de partidos desacreditados, sem ideias, e que desrespeitam a memória de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. "Que estranha forma de vida", cantava Amália, "que estranha forma de fazer política", digo eu.

Um sonho de verão

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Sonhei que o Governo tinha mandado às malvas os centralistas e regionalistas de ocasião, substituindo as candidaturas de Lisboa e do Porto à sede da Agência Europeia do Medicamento pelas cidades da Covillhã e Vila Real. Era hora de alavancar o interior, acabar com as assimetrias regionais, e a cidade serrana, com uma pujante universidade contendo o curso de Ciências Farmacêuticas, uma boa autoestrada  e o aeródromo de Castelo Branco nas proximidades, podia ser uma boa solução. Surgia também Vila Real, com a não menos famosa Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, um aeródromo, boas acessibilidades onde se destaca o túnel do Marão, a maior infra-estrutura rodoviária do género na Península Ibérica. Depois acordei ao som da guerrilha de caciques políticos e seus peões que dividem o país em norte e sul e verifiquei que aquilo não tinha passado de um sonho de início de verão.  

Eles escolheram a desonra e terão a guerra

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Na minha ingenuidade sempre pensei que o Benfica tivesse rivais, nunca inimigos, mas olhando para a última polémica do futebol português onde um clube coscuvilheiro acedeu ou mandou aceder indevidamente ao sistema informático dos lisboetas, fiquei sem dúvidas. O "chico esperto" desportivamente ressabiado que teve a brilhante ideia de guerrear contra um exército de seis milhões especula, difama e usa o mediatismo e a Santa Aliança para lançar suspeições e linchamentos públicos. Parafraseando Churchill, "entre a desonra e a guerra eles escolheram a desonra e terão a guerra". Já tinha sido assim no "Apito Dourado" onde a turma dos piratas informáticos perdeu seis pontos por corrupção tentada e não recorreu, preferindo a desonra, já é genético.

Chico, o agricultor

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O Chico era jornalista mas nos últimos quatro anos até foi agricultor, dedicando-se a plantar melões para consumo próprio e dos amigos. De repente lá conseguiu realizar o seu maior sonho, ser director de comunicação do clube de futebol lá da terra. Quis logo ajustar contas com um glorioso rival e começou a cultivar ódio e ressentimento. Saudoso do tempo onde crescia fruta de qualidade e qualquer nabo medrava no terreno, hoje o Chico está falido e só tem uma pequena horta comunitária cheia de ervas daninhas, olhando com inveja para os campos alheios repletos de papoilas vermelhas. Culpando os árbitros, o Chico aliou-se a outro lavrador com esperança de ambos ganharem alguma coisa, mas apenas vai vencendo no ciclismo, na maledicência, na intimidação de sachola, na brejeirice e na pirataria informática.

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