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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

Quem semeia ventos colhe tempestades

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Vi o presidente do FC Porto e outros moralistas de pacotilha apelidar um dirigente do Benfica de "imbecil", e de "sacanagem", só por este desejar que o clube nortenho "perca por muitos", em competições internacionais. Fui reler a constituição para saber se apoiar os rivais seria algum dever fundamental, não foi preciso, bastou interpretar a história para concluir que "quem semeia ventos colhe tempestades", e lembrei-me que tal figura desejava ver "Lisboa a arder", que passou por uma morgue de um hospital e viu lá "grande parte do Benfica". Já tentou dividir o país entre norte e o sul, congratulando-se com uma pesada derrota europeia do Benfica, em Vigo, com a derrota da própria selecção nacional frente à Grécia, no Euro 2004, que nada disse quando a claque portista foi ao Aeroporto Sá Carneiro incentivar o adversário europeu do Benfica num jogo de acesso à Liga dos Campeões. Sem dúvida, um verdadeiro exemplo de hipocrisia patriótica.

Estômagos sensíveis

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Raramente partilho das ideias do Bloco de Esquerda, mas neste caso, tenho de felicitar a sua atitude em relação ao congresso do MPLA, em Angola. Convidado ou não, foi o único partido português a não prestar vassalagem a alguém que está no poder há 37 anos. Felizmente ainda existem políticos com estômagos sensíveis que não conseguem digerir a falta de liberdade de expressão e associação, os abusos sobre os cidadãos e presos políticos, as grandes desigualdades sociais, a falta de oportunidades para os jovens, o cerco ao jornalismo independente, a estranha acumulação de riqueza por parte das elites e a lenta transformação da democracia angolana numa monarquia dinástica.   

Milhões a rodos

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O provérbio "o que é demais, é moléstia", serve perfeitamente para retratar a alienação geral que se tornou esta vitória da Selecção Nacional de futebol. Mas já que estamos numa onda de amor à pátria, só quando nos convém, claro, reparei que parece jorrar milhões de euros por todo o lado, desde o impacto que esta vitória trouxe à economia passando pelo encaixe da Federação Portuguesa de Futebol, dos seus patrocinadores, dos prémios dados aos atletas, até às mais que prováveis transferências que vão gerar lucros aos agentes de futebol. Aproximando-se uma possível multa aplicada ao país pela Comissão Europeia por incumprimento da meta do défice entre 2013 e 2015, proponho uma vaquinha entre estes heróis do pontapé na bola, para que não sejam os mesmos que andam constantemente de bolsos vazios, de cachecol e bandeira na janela, a pagar as contas públicas.

Décadas a fazer rir

 

Camilo Oliveira pulverizou décadas de cinzentismo em Portugal através dos teatros de revista e do seu humor reconfortante. Foi padre, pendura, coronel, merceeiro, presidente, aventureiro, prisioneiro, tudo aquilo que queria ser pois dominava as artes do palco e da comédia. Sem piadas fáceis, sem ser brejeiro, insultuoso, nunca escondeu a admiração pelo sexo feminino e pela sátira que continua actual: um país tocado a vinho, que perdeu o tino, armado ao fino, onde está tudo grosso e em crise.

 

Eu, europeísta, me confesso

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Anestesiados por um Campeonato Europeu de Futebol, por discussões histéricas sobre a justificação em lançar um microfone de um repórter para um lago, o Reino Unido tratou de sair sorrateiramente da União Europeia. Eu, europeísta, confesso que acreditava neste projecto, mas ultimamente a União Europeia transformou-se numa espécie de Torre de Babel onde ninguém se entende. Acho que mais países vão abandonar o barco que se afunda à medida que é dirigido por tecnocratas disciplinadores, pouco importados com o prometido crescimento económico, prosperidade e emprego, atormentados por ultranacionalistas, por conservadores populistas, pela extrema direita anti-migrante ou simplesmente por cidadãos apavorados. 

Quem não chora não mama

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Parece que alguns municípios da Área Metropolitana do Porto se recusaram a assinar o vínculo com o Governo referente à negociação de fundos comunitários para áreas urbanas, até houve um autarca que falou em "roubo do século". Mas, como se diz que "quem não chora não mama", um quarteto logo tratou de fazer uma negociação particular com um membro do Governo, à revelia dos critérios comunitários, redistribuindo as verbas destinadas ao Norte. Para estes oponentes o Norte é somente o seu umbigo, é a área de Gondomar, Matosinhos, Porto e Gaia, desprezando os restantes municípios da região, porventura mais necessitados. Por isso, quando se disserem regionalistas e atacarem Lisboa, não os levem a sério, são apenas egoístas, uma espécie de eucaliptos que secam outros concelhos à sua volta. 

Sacanas sem lei

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Quinze anos depois do filho ter morrido numa praxe da tuna de uma Universidade, uma mãe é julgada por ter desabafado na comunicação social o que lhe ia na alma e por ter referido alguns nomes que constavam no processo-crime. De entre as 12 pessoas que estavam naquela fatídica noite dentro da sala reservada à tuna e que nada viram, houve um ofendido que pede uma indemnização aquela mãe, imagine-se, por ter de "usar barba e cabelo mais curto para não ser reconhecido" na rua. Coitado do moço, não pode aderir à moda das barbas fartas e por isso quer sacar um dinheiro extra, pobre justiça que não se consegue render às evidências, infelizes reitores que não conseguem acabar com os exageros nas praxes, triste mãe que ainda tem que suportar mais um calvário por causa de uns sacanas sem lei, cobardes, que conspurcam a vida académica.

Ainda há finais felizes

 

 

No início era o "cérebro", do género "depois de mim, o caos", troçando do seu colega de profissão, Rui Vitória. Como não bastasse o despeito, o clube era enxovalhado através do Facebook por alguém que se comporta como um garoto, com mau perder, pressionando a arbitragem e lançando suspeitas às ofertas de cortesia previstas no Código de Ética da UEFA. A norte, via internet, choviam boletins informativos feito pelos caciques do costume, atirando farpas para a fogueira. Entretanto surgiram as lesões, mas que abriu a oportunidade à formação do Seixal, e foi essa injecção de sangue novo que fez o Benfica ganhar em Alvalade, o clique para o tricampeonato.Se há justiça no futebol ela tingiu-se de vermelho, se há equipa mais unida ela mora na Luz, pois acabei de descobrir que ainda existem finais felizes.

 

Regionalismo de conveniência

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Bastou o ministro do Planeamento e das Infra-Estruturas dizer que o custo das portagens das antigas Scut no interior do país vai descer até ao Verão, para logo virem os autarcas dos municípios do litoral reclamarem igualdade no pagamento. É a típica inveja portuguesa, ridícula e mesquinha,  personificada por políticos e pessoas que só olham para os seus umbigos, muitos deles dizendo-se regionalistas, apenas quando lhes convém. Mas querem realmente comparar-se com quem vive no interior, com isolamento e dificuldades de acesso, com despovoamento,  com uma crise agrícola, com uma população envelhecida e o encerramento de serviços públicos essenciais? 

Pedigree colegial

ESCOLA

 

Olhei de soslaio para a televisão e vi uma multidão enfurecida manifestando-se na Mealhada. Apercebi-me que o tumulto era contra alguém do Governo ligado à educação e pensei que que a razão de tal aparato fosse por causa das más condições em que se encontram algumas escolas públicas. Ri-me, pois afinal a turba reclamava contra a intenção do Governo de alterar a política dos contratos de associação com os colégios privados. Simplificando: algumas famílias, aproveitando o facto de há muitos anos atrás haver insuficiência de escolas, colocam os seus filhos em colégios privados financiados pelo Estado. Mesmo tendo um nível aceitável de escolas públicas no país, um colégio privado é sinónimo de pedigree, ainda para mais quando a escolha dos pais é paga por outros...  

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