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DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

DYLAN´S WORLD

"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi". (Henry David Thoreau)

O Rambo que há em nós

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Num país tão pequeno, não vejo razões para haver quatro forças especiais em Portugal, nem percebo o regresso de um regimento de comandos que esteve extinto durante quase uma década e que provocou vários acidentes e mortes. Não censuro aqueles que querem libertar o Rambo que há em nós, os heróis de ficção que nunca morrem, não condeno quem acha que tem uma missão patriótica, a ambição de uma carreira militar, mas é profundamente injusto que isso seja o salvo-conduto para a sua morte só porque alguém decide transformar-se em anti-herói, o macho autoritário que anda a ver demasiados filmes de guerra mas esconde-se nas trincheiras militares. 

Desespero no jornalismo

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Foi notícia uma jornalista ter invadido um Centro de Emprego, no Porto, ter provocado desacatos e ameaçado funcionários porque está desempregada há três anos e a passar dificuldades económicas. Ironicamente, foi a imprensa do grupo de media ao qual pertencia a jornalista que divulgou a notícia, com um histórico de três miseráveis despedimentos colectivos em 6 anos. Esta loucura e desespero não recupera o posto de trabalho, mas que pelo menos sirva para alertar a  precariedade e a desmotivação que se tornou a profissão de jornalista, desde o desemprego aos baixos salários, péssimas condições de trabalho, mão de obra barata ou estagiária, redacções amordaçadas por administradores incompetentes e pagos a peso de ouro.

 

 

Striptease fiscal

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Pensei que o "striptease" fiscal proposto no passado a Passos Coelho por António José Seguro fosse único, afinal, enganei-me, o actual Governo quer que o fisco tenha informações anuais sobre contas que os portugueses tenham nos bancos, quando o saldo  é superior a 50 mil euros. É meritório combater a evasão fiscal, mas neste espectáculo de desnudamento  que também se verifica no E-Factura, e sem querer discorrer sobre possíveis violações de sigilo bancário e da protecção de dados, eu pergunto quem é o português que consegue ter 50 mil euros no banco depois das dificuldades que temos passado nos últimos anos?!

 

Uberização

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A coberto da "concorrência desleal", da suposta "ilegalização em transportar passageiros em automóveis ligeiros descaracterizados", sucedem-se os cobardes ataques perpetrados contra os motoristas da Uber. Mas agora que o governo vai regulamentar as novas plataformas digitais de transporte, já não vai haver razões para estas reacções violentas de taxistas portugueses, a não ser que as verdadeiras motivações destes seja não suportarem a concorrência, não se adaptarem aos novos modelos de negócio e verem o seu feudo lobista, o proteccionismo que sempre gozaram, ameaçados pela "uberização".

Quem semeia ventos colhe tempestades

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Vi o presidente do FC Porto e outros moralistas de pacotilha apelidar um dirigente do Benfica de "imbecil", e de "sacanagem", só por este desejar que o clube nortenho "perca por muitos", em competições internacionais. Fui reler a constituição para saber se apoiar os rivais seria algum dever fundamental, não foi preciso, bastou interpretar a história para concluir que "quem semeia ventos colhe tempestades", e lembrei-me que tal figura desejava ver "Lisboa a arder", que passou por uma morgue de um hospital e viu lá "grande parte do Benfica". Já tentou dividir o país entre norte e o sul, congratulando-se com uma pesada derrota europeia do Benfica, em Vigo, com a derrota da própria selecção nacional frente à Grécia, no Euro 2004, que nada disse quando a claque portista foi ao Aeroporto Sá Carneiro incentivar o adversário europeu do Benfica num jogo de acesso à Liga dos Campeões. Sem dúvida, um verdadeiro exemplo de hipocrisia patriótica.

Estômagos sensíveis

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Raramente partilho das ideias do Bloco de Esquerda, mas neste caso, tenho de felicitar a sua atitude em relação ao congresso do MPLA, em Angola. Convidado ou não, foi o único partido português a não prestar vassalagem a alguém que está no poder há 37 anos. Felizmente ainda existem políticos com estômagos sensíveis que não conseguem digerir a falta de liberdade de expressão e associação, os abusos sobre os cidadãos e presos políticos, as grandes desigualdades sociais, a falta de oportunidades para os jovens, o cerco ao jornalismo independente, a estranha acumulação de riqueza por parte das elites e a lenta transformação da democracia angolana numa monarquia dinástica.   

Milhões a rodos

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O provérbio "o que é demais, é moléstia", serve perfeitamente para retratar a alienação geral que se tornou esta vitória da Selecção Nacional de futebol. Mas já que estamos numa onda de amor à pátria, só quando nos convém, claro, reparei que parece jorrar milhões de euros por todo o lado, desde o impacto que esta vitória trouxe à economia passando pelo encaixe da Federação Portuguesa de Futebol, dos seus patrocinadores, dos prémios dados aos atletas, até às mais que prováveis transferências que vão gerar lucros aos agentes de futebol. Aproximando-se uma possível multa aplicada ao país pela Comissão Europeia por incumprimento da meta do défice entre 2013 e 2015, proponho uma vaquinha entre estes heróis do pontapé na bola, para que não sejam os mesmos que andam constantemente de bolsos vazios, de cachecol e bandeira na janela, a pagar as contas públicas.

Décadas a fazer rir

 

Camilo Oliveira pulverizou décadas de cinzentismo em Portugal através dos teatros de revista e do seu humor reconfortante. Foi padre, pendura, coronel, merceeiro, presidente, aventureiro, prisioneiro, tudo aquilo que queria ser pois dominava as artes do palco e da comédia. Sem piadas fáceis, sem ser brejeiro, insultuoso, nunca escondeu a admiração pelo sexo feminino e pela sátira que continua actual: um país tocado a vinho, que perdeu o tino, armado ao fino, onde está tudo grosso e em crise.

 

Eu, europeísta, me confesso

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Anestesiados por um Campeonato Europeu de Futebol, por discussões histéricas sobre a justificação em lançar um microfone de um repórter para um lago, o Reino Unido tratou de sair sorrateiramente da União Europeia. Eu, europeísta, confesso que acreditava neste projecto, mas ultimamente a União Europeia transformou-se numa espécie de Torre de Babel onde ninguém se entende. Acho que mais países vão abandonar o barco que se afunda à medida que é dirigido por tecnocratas disciplinadores, pouco importados com o prometido crescimento económico, prosperidade e emprego, atormentados por ultranacionalistas, por conservadores populistas, pela extrema direita anti-migrante ou simplesmente por cidadãos apavorados. 

Quem não chora não mama

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Parece que alguns municípios da Área Metropolitana do Porto se recusaram a assinar o vínculo com o Governo referente à negociação de fundos comunitários para áreas urbanas, até houve um autarca que falou em "roubo do século". Mas, como se diz que "quem não chora não mama", um quarteto logo tratou de fazer uma negociação particular com um membro do Governo, à revelia dos critérios comunitários, redistribuindo as verbas destinadas ao Norte. Para estes oponentes o Norte é somente o seu umbigo, é a área de Gondomar, Matosinhos, Porto e Gaia, desprezando os restantes municípios da região, porventura mais necessitados. Por isso, quando se disserem regionalistas e atacarem Lisboa, não os levem a sério, são apenas egoístas, uma espécie de eucaliptos que secam outros concelhos à sua volta. 

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