A assinatura do "Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego" não é nada mais do que um beijo de morte para quem efectivamente trabalha. Parece que abolir a proposta de meia-hora de trabalho desculpabiliza uma série de atrocidades laborais: a diminuição do custo do trabalho, das horas extraordinárias através do enigmático banco de horas, o prolongamento desse mesmo trabalho, a redução do descanso, a duração do subsídio de desemprego e as indemnizações por despedimento. Nunca despedir foi tão fácil pois agora também é possível dispensar alguém por inadaptação, pela redução continuada da produtividade ou da qualidade do trabalho prestado. Por isso, proponho que a classe política que nos tem governado se auto-avalie e se é merecedora de continuar em funções ou é despedida por tais pressupostos.
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